De relações I
De início, nada bom
Sofrimentos anteriores rodeavam
Repetição
"Maldita repetição assombrosa!"
Pessoas que embora iam, iam
Pessoas que chegavam
Pessoas que voltavam
Sentimentos iguais aos seres
Ano que passa e nada se diferencia
Regressão à recessão
De família
Afeto, desafetos
Afeto, reitero
Noção dos que estão ao lado
Apesar!
Olhar mais apaixonadamente
Apesar!
Entregar-se após quase décadas
E receber carinhosamente
toda nova existência
Parceria, mesmo incompleta
De anseios
Extremismos de ideias e vontades
Ideias, certezas levadas
Tais que ainda se desgastam
e perdem o valor
Cansaço
Não para experiências
Ou sim, para ideológicas
Não para sorrisos
Não para momentos sensacionalistas
À la Datena
(Conservadorismo incluso?)
De ações importantes
Reprovou, chorou
Refez, conseguiu
Deu um basta
Escreveu, leu, escreveu, escreveu, entregou
Deu um basta
Caçou, achou
Desgostou, conseguiu
Deu um basta
Parou e viajou
Conheceu, desconheceu
Voltou e parece parada
De amigos
Acréscimo
Novo e retorno
Apesar das perdas
Talvez pelas perdas
Mais e mais
Valor
Cuidar
Doar o bem e o riso
Fáceis
de Amar
De relações II
E desaprendeu.
Anteriormente havia o controle
Portas fechadas para o sofrimento
Ocorreu a perda
Viu árvores que já havia visto
E se desesperou
Depreciou, idealizou, insonia
Da dor ao amor por si
Respirou
Encontrou-se
"Toda existência, para ser plural, tem de ser singular."
É isso!
Viver isso
E por viver isso, encontrou, talvez.
De mim
Novamente, cá!
Independente da graça escolhida e dita
Cá!
Na procura da melhora
Com a melhora
Ainda há o que se conquistar
Cá! Se há
Respirar somente não satisfaz
Mesmo que seja a conquista
Diária, necessária
No fim, apenas os sorrisos
O dinheiro, os padrões, instituições
Não!
No fim, meio e começo
Apenas os sorrisos eu quero
Sinceros e bons
Puros, assim como parte do ano
Puro!
Purifiquei-me.
Archive for 2013
De 2013 e suas peripécias
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I think we ..
Diante de toda a racionalidade e seriedade, apenas o sorriso sereno e incontrolável que acaba deixando todas as penalidades do mundo para depois, talvez.
Talvez ..
Fosse melhor se os julgamentos e o peso disso tudo não existissem. Fosse constante.
Em meio ao mundo real, sem ilusões, há quem necessite de perspectivas mais amplas, independentemente de como ocorra tal conquista. E quando ocorre, quando uma parte de tal pseudo alegria é encontrada, difícil é voltar a mente para os tempos do desconhecimento.
A maioria julga negativamente, não compreende. Talvez nem tenha o dever de compreender.
Talvez porque seja ruim. Talvez porque seja bom em demasia.
Talvez ..
Fosse melhor tratar como idealmente conquistável o que eles expõem assim. Fosse fácil.
Em meio ao mundo dos ajustados, há quem não seja assim. Há quem precise de algo a mais.
Constantemente?
Oras! Se a realidade é constantemente difícil, aquilo que facilita é constantemente necessário.
Talvez ..
Fosse reduzido todo o sofrimento ao fim da chama.
E ainda resta a dúvida de qual vida é mais medíocre. Ou alegre.
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Se (prender)
Se você ouvir esse tipo de música é burra.
Se você usar esse tipo de roupa é puta.
Se você usar esse tipo de cabelo é lésbica.
Se é homossexual é nojenta e pervertida.
Se é heterossexual e sai com quem quer é vadia.
Se é vadia tem que apanhar.
E sem dar importância alguma respondeu "Teu cu!"
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Why you say wait?
Wait - The Kills
Corra! Vai, Genoveva!
Se você acabar presa, sofrerá. Sabe disso, menina.
Pra que insistir?
Desligue sua mente disso e vá estudar.
Olhe ao redor e observe suas decepções e os trabalhos acumulados.
Não tem sono nem fome, então logo não tem desculpa para ficar vagando sua mente por banalidades que não dão futuro concreto algum.
Se continuar seguindo sua constante imaginação irá se perder na sua própria ilusão, nos universos paralelos que constantemente cria pra fugir da realidade tediosa e depressiva em que vive. Seu futuro será incerto, sem conquistas materiais para exibir aos parentes e amigos e nem mesmo conquistas emocionais já que isso é balela, não existe emocional nesse mundo cruel, é em suma uma árvore infrutífera que foi plantada na sua mente através das historinhas de amor e superação que tanto ouviu na infância.
Veja só seus companheiros sanguíneos, consideravelmente bem sucedidos. Siga o exemplo!
Seja igual ou até mesmo melhor, se não vão te pisotear com críticas e humilhações. Como eu já avisei, os sentimentos inexistem, até mesmo os fraternos.
E não venha me dizer que acredita que em meio a 7 bilhões de humanos, um será gentil e atencioso contigo ao ponto de você acabar distraindo sua mente do que é importante.
Burrice tem limite, senhorita!
Você está a caminho do terceiro ano de faculdade. Evolua esse pensamento infantil! Vá se esforçar .. Para Si Própria, claro.
Amadureça para as responsabilidades, estudo e trabalho. Quanto ao divertimento, ainda não pode obter ele em suas mãos. Tem que sofrer muito para poder ter um pouco de distração e alegria na sua vida.
Acha que as pessoas são felizes assim? Gratuitamente?
Não, menina. Principalmente você, menina. Com "a" no final. Quem é xx não tem muito direito a ser feliz e muito menos direito de chegar em casa depois das 00h00.
A felicidade deve chamar a atenção dos outros e somente conquistas materiais realizam isso, portanto conquiste! Experiências de vida e risos não são importantes, então esqueça isso! Foque nas conquistas.
E sua única chance de conquistar algo agora é cumprindo seus trabalhos que estão atrasados pela sua preguiça.
Déficit de atenção? Hahaha.
Vai! Corra atrás do tempo perdido. Seja um ser humano normal e responsável.
Viva a realidade.
- Por quê?
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Make Believe
A religião é o faz-de-conta dos adultos.
- Gugu Keller
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De repente um misto!
E tudo se mistura.
Um misto, por favor!
Retrospectemos?
De repente algumas coisas se perdem pelo caminho
Você fica desolado
Repensando o valor das relações interpessoais
O quão importante é entregar-se ao outro
Outro ser humano
Ser desumano, talvez.
De repente algumas coisas se encontram pelo caminho
Você não fica mais isolado
Valoriza as relações interpessoais
O quão divertido é o outro
Outro ser humano
Ser humano, absolutamente.
De repente há uma abundância de seres
Novidades, novos e de idade.
Vivências e rodas
Crenças, abduções, cortes e descortes.
Enxurrada de informações e questionamentos.
Tudo te carrega para longe da zona de conforto
Pode parecer redundante e realmente é.
Mas vamos lá!
Está vendo essas pessoas felizes passando por você?
Sim? Então! Acompanhe elas. Já!
E não se esqueça do meu pedido. Misto!
Misture-se.
_
Eu sei que 'retrospectemos' não existe.
Eu sei que 'descorte' não existe.
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Aquele abraço
Há alguns meses, durante o intervalo do pseudo trabalho, fui almoçar em uma pastelaria no centro da cidade, como sempre muito movimentado. Mas dessa vez havia algo diferente!
Alguns jovens, adolescentes mais precisamente, circulavam pelo calçadão com um sorriso no rosto e um papel na mão com a seguinte mensagem: Abraços grátis!
Sim, jovens distribuindo carinho para desconhecidos.
Enfim, quando estava em uma pastelaria escolhendo os salgados que comeria, uma desses adolescentes chegou e cumprimentou a colega que me acompanhava e logo disse para ela:
-Quer um abraço grátis?
Minha colega disse que sim e as duas se abraçaram com uma felicidade imensa.
A tal adolescente se virou para mim e me perguntou com olhos de alegria ..
-Posso te dar um abraço também?
E eu logo respondi:
-Não.
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Attack
O ser humano é ruim, meu amigo
A generalização é bem pior, porém
É!
O ser humano é ruim, em sua grande maioria.
Nesses ruins há a necessidade
De arruinar, ruir, roer, rasgar, retirar
Roubar a alegria alheia.
Invejar, talvez.
Como num filme, um se alimenta do outro
Não. Não digo de uma troca.
É roubo! Desigual.
Um sai mais jovial, alegre e poderoso
O outro sai desgastado, tristonho
Tamanha a fraqueza que quase não resta força
Força pra chorar. Nada além.
Tudo por baixo dos panos.
Os sorrisos aliviam os tapas
Um tênis aqui, um assunto puxado acolá
Copos quebrados, recolados e com suas marcas
Marcas não empresariais, mas quase.
Marcas de dores, de cores.
Vermelho
O sangue que nos une a todo custo
Mas já basta!
Aquela velha história de defesa do bem estar
Amor ao próximo?
Não. E o conformismo acaba aqui
Assim como começa no outro lado da rua.
_
Às vezes, olhando as postagens no blog, a personalidade de um dos escritores soa como depressiva, raivosa. Sei lá.
Houve sim certos momentos em que a depressão era como um arroz de festa na vida do mesmo, mas não mais.
Acredite. Há uma enorme vontade de expor em palavras a alegria, a paz, a falta de sofrimento exagerado que anda tão presente por aqui. Mas parece que não é necessário.
Essas coisas boas que acontecem, nós curtimos. Certo?
Ninguém morre engasgado com tanta belezura e leveza. Só com as dores.
Mas enfim .. Ainda aparecerá um texto feliz por aqui.
Acredite, sr ninguém!
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Bônus, pontos e cascas
Pobre daquele que não enxerga o valor das palavras
Numa Era vazia de tão cheia de sentimentos
O foco se vira para o subjetivo, por vezes irreal
enquanto o concreto e sincero passa desapercebido
e escorre pelas mãos.
Os clamores exigem falas e ações puramente sinceras
mas diante da conquista dita esperada o estranho ocorre
Logo surge a preferência pelo obsoleto, o estragado
Há a entrega voluntária para a armadilha
Armadilha de si mesmo.
Assim como o todo desnecessário se impõe sobre o natural
O singular reproduz a destruição do bem e do verdadeiro
Aquilo que preza o contrário não vende a alma ao diabo
Sem grandes surpresas pela partida
pois as palavras tanto expressam quanto alertam
Tristonho é o estado de quem encontra os 7 erros
Notar o discurso milimetricamente obedecido
sendo ignorado ou mal interpretado por aquele perdido
no labirinto dos ideais e manifestos passados e mal usados.
A questão não é o banal, mas sim o valor do que se fala.
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Vênus
É interessante como em alguns momentos certos assuntos são tão presentes e constantes que fazem você finalmente pensar sobre o mesmo e observar certos aspectos que antes não havia notado.
Dessa vez, novamente, o machismo teve seu espaço principal no dia-a-dia, com a adição de ignorância da sociedade sobre esse assunto.
Muitos dos meus iguais não observam a dimensão do machismo na vida das pessoas, assim como eu não observava antes de conviver mais com estudos sobre o assunto na Universidade, e isso é realmente muito preocupante já que esse problema afeta principalmente, mas não somente, as massas.
Se a população não compreende o funcionamento do machismo, como pode combater o mesmo?
Dado o impasse, tentarei explicar algumas situações que muitos nem notam que transbordam machismo e fazer alguns questionamentos pra tentar fazer com que você que esteja lendo isso (provavelmente ninguém) fique incomodado com o assunto e busque compreender cada vez mais essa praga que atordoa a humanidade há tempos e que retira a liberdade de certos seres humanos somente pelo fato de terem uma vagina.
Bom, acredito que todos nós já chegamos a julgar uma mulher pelas roupas que ela usava. É tão comum fazer isso que os responsáveis passam para as crianças, as mesmas reproduzem e continuam reproduzindo esse padrão de comportamento quando crescem e repassam para os filhos esse ato de julgamento e o ciclo se torna praticamente inquebrável.
Justamente por esse teor natural é que poucos se questionam o porque diabos fazemos isso, afinal, não possui sentido lógico algum.
Uma mulher vestir uma roupa curta não a torna uma má pessoa, uma pessoa que vá aceitar se relacionar com qualquer ser humano, nem em uma pessoa que mereça apanhar, ser estrupada e/ou é inferior às mulheres que se vestem "decentemente".
Afinal, o que é se vestir decentemente mesmo? Sair empacotada de roupas num dia de calor para parecer "alguém de bem", "moça pra se casar" enquanto homens que saem sem camisa não sofrem nenhuma represália?
Ninguém observa como isso é uma atitude retrógrada, digna de ser chamada "da idade das pedras". E muitas vezes achamos que ninguém afirma que uma roupa curta diminui o respeito da sociedade por uma mulher, mas em muitas notícias de estrupo e violência doméstica um batalhão de machistas, que talvez nem saibam que são machistas, faz comentários extremamente ofensivos sobre as VÍTIMAS, dificultando ainda mais a situação dessas mulheres e aprisionando outras na ideia de que dependendo da roupa que usam, elas são pessoas ruins que merecem tais abusos.
Toda essa violência contra as roupas curtas está ligada em outro problema causado pelo machismo intrínseco na sociedade, que é a falta de liberdade sexual das mulheres.
Conversando com um amigo, observamos que os julgamentos da sociedade sobre mulheres que fazem sexo (tipo, todas) é tão grave que tira a liberdade das mulheres e prende elas em uma cadeia psicológica que é dificilmente aberta. Aquelas que têm uma vida sexual livre do machismo, mesmo ela sendo mínima, são constantemente julgadas, ofendidas e agredidas psicologicamente.
Ah! Isso tudo enquanto homens são incessantemente encorajados a fazerem sexo (hétero), mesmo quando eles não se sentem a vontade para isso.
Tudo isso e muito mais dá base para que a violência contra a mulher ocorra em níveis estratosféricos sem que a população se incomode com isso e acabe achando ruim quando há uma lei que defenda as mulheres desse tipo mais grave de machismo.
Muitos me questionam sobre não haver uma lei que defenda homens da violência que sofrem de suas mulheres dentro de casa (ria para não chorar), sem pensarem que a quantidade de casos de violência contra a mulher é absurdamente maior e causada justamente por ela ser mulher.
O agressor, muitas vezes companheiro ou ex-companheiro, agride a mulher por ela ser mulher. A comida que não estava pronta na hora que ele chegou no trabalho, o atraso da mulher, a casa suja, a traição, a bebida .. são desculpas para uma agressão realizada somente pelo fato de pairar pelo mundo a ideia de que a mulher é inferior ao homem e que deve servi-lo sempre, nem que seja por meio de agressão.
E também não é fácil para essa mulher se desligar do companheiro, como muitos dizem.
Essa ideia de servidão por parte da mulher também pode estar presente da mente da vítima, além da dependência financeira (muitas mulheres ainda vivem para o lar, e aquelas que trabalham por vezes recebem menos que os homens pelo mesmo trabalho realizado), emocional e da responsabilidade sobre manter a família, sempre defendida como divina pelas religiões hipócritas.
Ah, me esqueci de que a sociedade julga a vítima quando ela continua com o agressor e quando ela corta relações com o mesmo, afinal, as pessoas sempre acabam achando que a mulher é a culpada quando na verdade é vítima.
Triste saber que são fatos tão corriqueiros, tão presentes e explícitos, mas mesmo assim não são questionados por grande parte dos seres humanos que incrivelmente possuem cérebros.
Bom, esses são alguns fatos causados pelo machismo.
Não contei os assovios na rua, estupro no casamento e fora do mesmo, padrões de beleza, diferenças na educação, trabalhos domésticos, brinquedos infantis, trabalho, interesses capitalistas na desigualdade entre sexos, entre outros milhares de aspectos relacionados.
Então, moça e moço, repense sobre esses fatos que você com certeza já viu acontecer e destrua o machismo que há em você.
Ah, desconstrua o machismo dos seus próximos também! A liberdade dos seres necessita de um fim rápido do machismo.
Ah, mais algumas dicas!
Converse com quem quiser, saia quando quiser, estude o que quiser, case e tenha filhos se quiser, trabalhe com o que quiser, seja mulher se quiser, seja homem se quiser, seja hétero, gay, bissexual, crente ou ateu, magro ou gordo! Use as roupas que quiser, faça sexo com quem quiser, dance quando quiser ..
Seja feliz, tendo um pênis ou uma vagina. Ou ambos. Nunca se sabe!
Venus - Lady gaga <3
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Não II
Não!
Eu não quero que fale comigo.
Não me ligue.
Não me chame para sair e beber.
Não me ofereça cigarros e caronas.
Não me inspire confiança e empatia.
Não sorria para mim.
Não me abrace, nem me encoste.
Não me elogie.
Não me chame no chat do Facebook.
Não me converta.
Não me cumprimente e muito menos pergunte como eu vou.
Não me peça informações.
Não me dê responsabilidades.
Não mê defina.
Não me acorde.
Não tire a minha solidão de mim.
Não exponha seus sentimentos para mim.
Não exija nada de mim.
Não espere que eu me importe com você.
Não espere que eu tenha educação.
Não espere que eu tenha paciência com você.
Não espere que eu seja compreensiva ou até mesmo justa.
Não espere que eu espere você.
Não note minha existência.
Obrigada. De nada.
"You would sell your own mother out
And then betray your dead brother with another hypocritical kiss"
Jack White - Hypocritical Kiss
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Masoquismo de Mariazinha
Mariazinha guardava seus sentimentos
Dia e noite ela sofria
Tentava fugir das dores em outro universo
As memórias a atormentavam na insônia
e ela não sabia o que fazer.
Um dia o causador deu as faces
Mariazinha pensou, repensou, pensou de novo
O que fazer, Mariazinha?
Mariazinha mandou ele se foder
e livre do sofrimento ela ficou.
ps: no mesmo dia, Mariazinha passou a madrugada buscando um novo sofrimento para poder se alimentar.
_
Eu ri.
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Perdoai-me as ofensas

Às vezes, ao observar a humanidade surge uma vontade imensa de participar de tudo aquilo que soa comum e agradável às pessoas. Afinal, se todos parecem estar felizes e satisfeitos, o que temer? Não é?
Não.
Essas conversas comuns sobre assuntos banais realizadas em lugares repletos de outros seres humanos agindo exatamente do mesmo modo, consumindo os mesmos alimentos e quiçá usando as mesmas vestimentas. Essas conversas até tragáveis não possuem complexidade de pensamento algum.
E as reflexões?
Aliás, ninguém mais cria teorias de conspiração para dividir com os amigos e aprimorar essas mesmas teorias, sem ficar sempre seguindo tudo aquilo que lê por aí?
Crises do sistema, ataques terroristas, existência de seres superiores (vulgo: deuses), vida extraterrestre, aquecimento global, cotas raciais, transporte público, privacidade virtual, revoluções, drogas, sei lá.
É, página em branco. Eu tenho notado que estamos ficando cada vez mais próximos.
A humanidade me agrada menos segundo após segundo.
Os assuntos banais que esses imbecis não conseguem resolver sozinhos estão ficando mais intensos e constantes.
Ah! A necessidade de atenção anda grave.
A hipocrisia se alastra a cada nova ação.
Acho que não preciso citar a falsidade.
O endeusamento de seres inexistentes e também de sentimentos passageiros soa como natural para as pessoas ao invés de soar como ridículo.
Observando de longe é vista a imagem de um amontoado de crianças que não conseguem lidar com as situações desagradáveis da vida.
A programação está voltada para a ilusão.
Ilusão de que somos especiais.
Ilusão de que somos superiores.
Ilusão de que não merecemos sofrer.
Ilusão de que estamos certos.
Ilusão de que somos bons.
Ilusão de que os outros são nossos servos.
Ilusão de que as pessoas mudam.
Ilusão de que ninguém mente.
Ilusão de que teremos mais uma chance de vida, além dessa.
Ilusão de que estamos sozinhos nesse Universo.
Ilusão de que não podemos morrer no segundo seguinte.
Ilusão de que alguém lê um blog inútil e leva em consideração ideias ruins como essa escrita.
Ilusão de que não somos um bando de idiotas.
O Inimigo - Pitty
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Marcado como:
Adolescente,
Banal,
Blablabla,
Burrice,
Exagero,
Filha da putagem,
Humanidade,
Ibagens,
Insônia,
Madrugada,
Merda,
O inimigo,
Pitty,
Videos/Músicas
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Comente
O catavento
Engraçado como um objeto simples, praticamente gratuito e "infantil" pode fazer tanta diferença na vida de uma pessoa. Ou mais precisamente na noite.
Durante todo o dia vários temas importantes e negativos têm sido cogitados a serem expostos nessa página em branco que sempre está a espera de palavras, sentimentos e experiências.
Os dois religiosos que passaram, entregaram um folheto, disseram "Jesus te ama" e saíram criticando um "Thank you". As pessoas que acham que sabem tudo sobre a vida e Marx e acabam sendo sempre inconvenientes e estressantes. Os hipócritas que pregam algo e praticam o contrário. A solidão causada por falta daquele amor irritante que faz as pessoas perderem seus cérebros.
Tudo isso se misturava, tornando difícil a definição de algo a ser dito. Algo a ser desabafado. E de repente um objeto de cor azul chama toda a atenção durante o início de madrugada. (Não. Não é um vibrador azul.)
Você sopra, ele se move e nas fotos fica semelhante a uma flor.
Bonito, simples, divertido e adorável se você tem amor nas coisas simples da vida.
Um catavento.
Mais Of Moons, Birds & Monsters tocando nos fones de ouvido.
E mais chiclete também.
Essa foi a receita para a cura de todos os sentimentos negativos do momento. Toda a repulsa pela humanidade sumiu enquanto a música tocava, o chiclete era mascado e o catavento se movia devido ao sopro.
A zona de conforto finalmente foi compreendida e curtida devidamente.
Não é muito mais fácil ficar trancado dentro de seu quarto com várias porcarias pra comer, o som que aprecia e um catavento?
A vida é tão mais bela quando são praticadas as tais atitudes infantis.
Isso! As tais atitudes simples, cheias de alegria e sem muitas decepções. Além de claro, sem ninguém cobrando coisas de você.
Realmente. Viver assim é muito bom, mas logo vem o sono.
Dormir, acordar, sair de casa, se deparar com outros seres humanos, odiar esses seres humanos e todos os outros, voltar para casa, assistir séries estadunidenses e ser infeliz. Sem ninguém, além do catavento.
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Não
Não seja misantropo.
Não seja religioso.
Não seja ambicioso.
Não seja trapaceiro.
Não seja interesseiro.
Não seja vergonhoso.
Não seja orgulhoso.
Não seja imbecil.
Não seja infantil.
Não seja alienado.
Não fique calado!
Por favor!
Não demonstre ser algo aos outros sendo que você não é.
Não pense que é melhor alguém por algo insignificante que fez ou conquistou.
Não ache que pode humilhar alguém sem sofrer represálias.
Não fale que quer o bem de alguém, quando na verdade quer estragar a vida dessa pessoa.
Não saia falando para o mundo inteiro sobre pessoas que você mal conhece.
Não fique trancafiado dentro do seu quarto.
Não despreze os pequenos talentos das pessoas.
Não desconte todas suas frustrações em seu cabelo.
Não idealize alguém.
Não banque o amoroso com todos se não possui amor por todos, e muito menos se depois sai falando mal dessas pessoas.
Não chame alguém de chato só porque essa pessoa tomou atitudes iguais as suas.
Não pense que todos são seus servos, e que devem fazer tudo o que você manda.
Não odeie todo mundo.
Não fale que segue um ideal, sendo que suas ações mostram que você não faz isso.
Não mande recados e mensagens para alguém com o intuito de puxar assunto, sendo que anteriormente você foi um babaca ao extremo com essa pessoa.
Não ache que sua opinião, baseada em mero senso comum, é válida, apesar de estar ligeiramente correta.
Não manipule as pessoas.
Não omita informações.
Não seja grosseiro com o seu próximo.
Enfim, não coloque defeito em todo mundo o tempo todo, como eu faço.
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Pseudo aniversário
Parabéns para nós! "Hoje o blog Vil comemora 1 ano após sua primeira postagem!"
Bom, as aspas tiveram que ser colocadas porque não é bem essa a real história sobre essa comemoração de aniversário.
Após uns três blogs sem grande sucesso e uma maré de nada para fazer, veio a ideia de retomar a escrita banal e adolescente que é exposta gratuitamente para as pessoas, que também não têm nada para fazer da vida, em um blog.
Como já havia o blog Vil salvo nessa conta do blogger, fomos lá (Ana e os E.T's, caso você não saiba) e mudamos completamente tudo que havia nele, até mesmo excluindo as postagens antigas e daí veio o primeiro texto do blog Design Your Universe, que na realidade foi mais um desabafo extremamente pessoal, infantil e sem nenhuma pretensão de fazer sucesso.
De fato, não fez sucesso algum, como de costume, mas deu ensejo para que outros textos fossem escritos sempre, mesmo sendo muito ruins.
O primeiro texto publicado foi excluído para não causar futuros problemas e assim não temos a data dele salva.
A ideia era sempre fugir das responsabilidades da universidade, além de também falar sobre experiências próprias sem tornar o DYU um diário pessoal ridículo, sendo que o segundo objetivo infelizmente não deu muito certo, pois o ser terrestre tomou o comando disso devido ao egoísmo natural desse ser desgraçado. E assim os textos têm ficado cada vez mais pessoais, humanos e ridículos, principalmente depois da mudança de nome, que voltou para Vil, e design.
A conversa entre a humanidade terrestre e a extraterrestre foi se degradando e somente hoje, no pseudo aniversário do blog, é que notamos o que aconteceu e o quão ruim foi para as reflexões mais profundas que aqui eram publicadas.
Mas tudo bem! Hoje é o pseudo aniversário do blog que já existia desde 2011 (sem a participação dos alienígenas), que depois mudou de nome, e depois mudou de nome de novo e agora comemora 1 ano após a primeira publicação, que na verdade é a segunda, já que a primeira foi apagada e não consta no sistema a data de publicação dela, senhor(a).
Complexo?
Bom, é desse modo que "nossas" mentes interligadas funcionam. E por mais que toda essa ideia de blog tenha ficado muito perdida e bagunçada, assim como a vida de seus autores, era necessário uma data e/ou um texto que pudesse marcar o início de algo tão bom que é expor em palavras sentimentos reprimidos, opiniões e experiências em um lugar pessoal, mas também público, o que pode agradar muitas pessoas, apesar de desagradar a maioria que lê esses posts inúteis.
Enfim ..
Obrigada, ninguém!
Você é muito amado por ler esse blog, mesmo ele sendo tão ruim.
Só que não!
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Hey, mãe! Eu tenho uma guitarra elétrica
Mãe, eu consegui um emprego!
Mãe, o emprego está uma merda, mas eu consegui que meu projeto de pesquisa fosse aprovado!
Mãe, minha bolsa PIBIC não caiu, mas ainda tenho uma grana.
Mãe, eu comprei meu ingresso para ver Yeah Yeah Yeahs e Red Hot Chili Peppers!
Mãe, minha sobrinha nasceu!
Mãe, eu consegui vender meu ingresso do RiR e pagar minhas contas!
Mãe, minha bolsa PIBIC caiu!
Mãe, a paixonite passou!
Mãe, eu engordei!
Mãe, meu cabelo está crescendo!
Mãe, eu perdi o show da Florence e do Offspring e chorei por isso, mas ok! Eu iria passar mal de tanto calor se tivesse ido!
Mãe, eu sonhei que estava dormindo ao dormir de verdade!
Mãe, eu estou fechando as notas da faculdade sem sofrimento!
Mãe, eu não estou mais chorando sem motivos!
Mãe, uma pessoa que eu não gosto me excluiu do Facebook e me tirou essa responsabilidade!
Mãe, eu estou tendo mais contato com amigos antigos e fazendo novas amizades (acho)!
Mãe, eu afirmei que sou ateísta e você não disse nada de ruim!
Mãe, eu estou sentindo uma leveza na minha vida sem explicação alguma!
Mãe, está calor e mesmo assim eu estou bem!
Mãe, eu estou conseguindo amarrar meu cabelo sem ele se soltar todo!
Mãe, eu vou fazer teatro!
Mãe, eu vou comprar uma bicicleta!
Mãe, eu vou buscar a felicidade!
Mãe, eu vou tentar não ofender mais as pessoas gratuitamente!
Mãe, eu vou tentar ser mais educada!
Mãe, eu vou tentar ressuscitar!
Mãe, te amo e vou ler isso pra você amanhã, pois agora você está dormindo.
Não sou tão ridícula ao ponto de mencionar você no meu blog e nem te mostrar.
Terra de Gigantes
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Dia Latino-americano e Nacional de Conscientização sobre a Epilepsia
Bom, esse texto vai ser extremamente grande e diferente de todos aqueles que já postei nesse blog e é o único que eu gostaria que fosse lido por muitas pessoas. Muitas pessoas mesmo, porque é um assunto bastante relevante para todos, ao contrário dos outros textos que aqui se encontram. Além disso, é um assunto bem importante para mim e trata de um período significativo da minha vida, no qual a epilepsia "definiu" muitos dos rumos que acabei tomando. Sei lá.
Então, já deixando claro, primeiramente eu vou contar rapidamente, eu espero, minha experiência com a epilepsia e depois tem uma matéria de um site que foi feito especialmente para o Dia Nacional e Latino-americano da Conscientização sobre a Epilepsia, assim como esse meu depoimento.
Ah, queria pontuar que isso não é de interesse somente de quem tem epilepsia, porque por mais que os sofrimentos atinjam diretamente a pessoa que a "possui", é algo que acaba afetando todos aqueles que rodeiam essa pessoa, afinal, quando alguém tem alguma crise epilética perto de você, com certeza isso vai te atingir de algum modo e você vai ter que ajudar essa pessoa, querendo ou não. E para isso, informações não são dispensáveis de maneira alguma.
Então, já deixando claro, primeiramente eu vou contar rapidamente, eu espero, minha experiência com a epilepsia e depois tem uma matéria de um site que foi feito especialmente para o Dia Nacional e Latino-americano da Conscientização sobre a Epilepsia, assim como esse meu depoimento.
Ah, queria pontuar que isso não é de interesse somente de quem tem epilepsia, porque por mais que os sofrimentos atinjam diretamente a pessoa que a "possui", é algo que acaba afetando todos aqueles que rodeiam essa pessoa, afinal, quando alguém tem alguma crise epilética perto de você, com certeza isso vai te atingir de algum modo e você vai ter que ajudar essa pessoa, querendo ou não. E para isso, informações não são dispensáveis de maneira alguma.
Well, tudo que estou falando é baseado nas informações que minha mãe me deu e nas minhas poucas lembranças sobre o período que tive "fortes" crises epiléticas e me tratei.
Segundo ela, eu tinha epilepsia desde bebê, mas ninguém sabia porque nenhum médico observou alguma crise em mim, já que elas eram bem sutis.
A primeira crise mais notável que tive foi na escola, em 2002 eu acho, na frente de outras crianças e professoras. Sortuda eu, não?!
Bom, esse é o dia que eu mais me recordo, então vou contar todos os detalhes que guardo até hoje comigo.
Eu lembro que a sala estava numa tremenda bagunça, e todas os meus coleguinhas (wtf) da época falavam muito alto e então minha cabeça começou a doer bastante.
Olhei para trás para falar para minha amiga naquela época e minha visão já começou a ficar meio desconexa. Quando virei para frente, nada. Apaguei totalmente.
Só explicando, eu não tinha convulsão forte, aquelas que fazem as pessoas caírem e tal, as crises que eu tive nesse tempo eram perdas de consciência e enrijecimento do corpo, sendo que na maioria das crises eu fiquei na mesma posição que estava quando ainda tinha consciência e uma vez eu perdi a consciência mas continuei me locomovendo. Enfim, voltando para a escola .. haushauah .. eu retomei minha consciência algumas vezes, mas mesmo assim não conseguia falar, nem me mover. E a consciência ia e voltava.
Um tempo depois que apaguei, lembro-me de ter retomado minha consciência e visto todos me olhando aterrorizados e ouvia também o desespero dos professores tentando evitar alguma complicação e depois me levando para casa, para que meus pais me levassem ao médico.
Eles me levaram e até lá eu já tinha melhorado, segundo minha mãe. O médico disse que era só por ter ficado muito tempo sem comer e me liberou sem grandes problemas.
Segundo ela, eu tinha epilepsia desde bebê, mas ninguém sabia porque nenhum médico observou alguma crise em mim, já que elas eram bem sutis.
A primeira crise mais notável que tive foi na escola, em 2002 eu acho, na frente de outras crianças e professoras. Sortuda eu, não?!
Bom, esse é o dia que eu mais me recordo, então vou contar todos os detalhes que guardo até hoje comigo.
Eu lembro que a sala estava numa tremenda bagunça, e todas os meus coleguinhas (wtf) da época falavam muito alto e então minha cabeça começou a doer bastante.
Olhei para trás para falar para minha amiga naquela época e minha visão já começou a ficar meio desconexa. Quando virei para frente, nada. Apaguei totalmente.
Só explicando, eu não tinha convulsão forte, aquelas que fazem as pessoas caírem e tal, as crises que eu tive nesse tempo eram perdas de consciência e enrijecimento do corpo, sendo que na maioria das crises eu fiquei na mesma posição que estava quando ainda tinha consciência e uma vez eu perdi a consciência mas continuei me locomovendo. Enfim, voltando para a escola .. haushauah .. eu retomei minha consciência algumas vezes, mas mesmo assim não conseguia falar, nem me mover. E a consciência ia e voltava.
Um tempo depois que apaguei, lembro-me de ter retomado minha consciência e visto todos me olhando aterrorizados e ouvia também o desespero dos professores tentando evitar alguma complicação e depois me levando para casa, para que meus pais me levassem ao médico.
Eles me levaram e até lá eu já tinha melhorado, segundo minha mãe. O médico disse que era só por ter ficado muito tempo sem comer e me liberou sem grandes problemas.
Mas não. Não era só isso. Depois dessa crise, eu fui tendo várias outras mais fortes do que essa primeira, porque nas outras vezes eu não retomava a consciência de maneira alguma durante a crise e muitas eu nem me lembro, porque eu "desligava" mesmo.
Uma vez eu tive uma dessas crises em casa, que se não me engano, foi a primeira que minha mãe presenciou de fato.
Ela tinha um salão de beleza no fundo de casa, então passava muito tempo lá e eu sozinha dentro de casa. Nesse dia eu cheguei e fui para dentro, para estudar (eu estudava nessa época) e depois quando ela entrou eu estava sentada na mesa, com o lápis na mão totalmente paralisada e com os olhos revirados, logo depois eu comecei a falar com uma voz grossa xingamentos em várias línguas diferentes, afinal, era o capeta. Brincadeira! Continuando, minha mãe se desesperou, chamou minha tia que morava perto de nós para ajudar ela e minha avó materna, que tinha epilepsia também, foi juntamente com minha tia e quando chegaram lá em casa todos começaram a chorar.. Oh, céus. Oh, vida. (só que não)
Informações inúteis a parte, dessa vez a crise foi realmente muito forte e eu tive que tomar gardenal (uhul, vida loka).
Uma vez eu tive uma dessas crises em casa, que se não me engano, foi a primeira que minha mãe presenciou de fato.
Ela tinha um salão de beleza no fundo de casa, então passava muito tempo lá e eu sozinha dentro de casa. Nesse dia eu cheguei e fui para dentro, para estudar (eu estudava nessa época) e depois quando ela entrou eu estava sentada na mesa, com o lápis na mão totalmente paralisada e com os olhos revirados, logo depois eu comecei a falar com uma voz grossa xingamentos em várias línguas diferentes, afinal, era o capeta. Brincadeira! Continuando, minha mãe se desesperou, chamou minha tia que morava perto de nós para ajudar ela e minha avó materna, que tinha epilepsia também, foi juntamente com minha tia e quando chegaram lá em casa todos começaram a chorar.. Oh, céus. Oh, vida. (só que não)
Informações inúteis a parte, dessa vez a crise foi realmente muito forte e eu tive que tomar gardenal (uhul, vida loka).
Depois disso eu fui fazer tratamento e tomei um remédio chamado tegretol, que era ruim demais, mas era divertido porque eu tomava com uma seringa.
Crianças serão sempre crianças haushauah ..
Mesmo tomando esse remédio eu continuei tendo crises, na casa dos outros aliás (que vergonha), então eu tive que tomar um remédio mais forte que era o Depakene.
A partir daí não tive mais crises e em 2006, eu acho, Deus me curou .. brincadeira ..
Então o tratamento teve seus efeitos e eu não tinha mais epilepsia, portanto poderia parar de tomar os remédios e cá estou eu até hoje de boas.
Crianças serão sempre crianças haushauah ..
Mesmo tomando esse remédio eu continuei tendo crises, na casa dos outros aliás (que vergonha), então eu tive que tomar um remédio mais forte que era o Depakene.
A partir daí não tive mais crises e em 2006, eu acho, Deus me curou .. brincadeira ..
Então o tratamento teve seus efeitos e eu não tinha mais epilepsia, portanto poderia parar de tomar os remédios e cá estou eu até hoje de boas.
Parece algo rápido e tranquilo, e para mim foi realmente bem tranquilo porque eu era uma criança e não tinha nem noção da proporção disso na minha vida e na vida dos meus pais. Na verdade eu achava isso muito legal, porque minhas dores de cabeça passavam com as crises e eu tinha uma pegadinha pronta pra fazer com minhas amigas. Mas na realidade, eu tinha horário pra tudo, por causa dos remédios, não podia ficar na rua por causa das crises e dormir na casa dos outros era impensável, então deu uma zuada na minha vida, querendo ou não.
Agora eu não tenho mais problemas com a epilepsia, mas muita gente tem e para o resto da vida, então seria meio egoísta da minha parte ignorar esse assunto que ainda é um tabu para as pessoas, porque muitas acham que é possessão demoníaca, como eu brinquei no meu depoimento, ou que você pode pegar epilepsia se chegar perto de alguém tendo uma crise, principalmente quando se trata de convulsão muito forte, que assusta muito as pessoas. E toda essa desinformação da sociedade prejudica MUITO quem tem epilepsia, porque há um preconceito enorme e muitas vezes por essa falta de informação, as pessoas com epilepsia não tem o tratamento que deveriam ter, agravando mais o problema, além de afetar as relações com outras pessoas, manutenção de emprego e estudos, etc.
Então, aproveitando essa data, gostaria de pedir à você, que aguentou ler isso tudo, que pelo menos não tenha preconceito conosco, pessoas epiléticas.
Eu não sou mais epilética, mas foda-se. Me coloco ao lado dos que ainda sofrem (ou não) com isso, porque eu já fui epilética e eu não vou deixar isso de lado. Não vou jogar parte da minha história para debaixo do tapete, porque eu não tenho vergonha alguma disso.
Portanto, relaxe que se alguém tiver uma crise perto de você, não é demônio algum e você não vai pegar.
Se isso chegar a acontecer, simplesmente ajude a pessoa, porque não há risco algum para você e não custa nada você parar e auxiliar alguém que está perdendo o controle de si mesmo por alguns instantes.
Acredite, é muito triste estar nessa sozinho.
Agora eu não tenho mais problemas com a epilepsia, mas muita gente tem e para o resto da vida, então seria meio egoísta da minha parte ignorar esse assunto que ainda é um tabu para as pessoas, porque muitas acham que é possessão demoníaca, como eu brinquei no meu depoimento, ou que você pode pegar epilepsia se chegar perto de alguém tendo uma crise, principalmente quando se trata de convulsão muito forte, que assusta muito as pessoas. E toda essa desinformação da sociedade prejudica MUITO quem tem epilepsia, porque há um preconceito enorme e muitas vezes por essa falta de informação, as pessoas com epilepsia não tem o tratamento que deveriam ter, agravando mais o problema, além de afetar as relações com outras pessoas, manutenção de emprego e estudos, etc.
Então, aproveitando essa data, gostaria de pedir à você, que aguentou ler isso tudo, que pelo menos não tenha preconceito conosco, pessoas epiléticas.
Eu não sou mais epilética, mas foda-se. Me coloco ao lado dos que ainda sofrem (ou não) com isso, porque eu já fui epilética e eu não vou deixar isso de lado. Não vou jogar parte da minha história para debaixo do tapete, porque eu não tenho vergonha alguma disso.
Portanto, relaxe que se alguém tiver uma crise perto de você, não é demônio algum e você não vai pegar.
Se isso chegar a acontecer, simplesmente ajude a pessoa, porque não há risco algum para você e não custa nada você parar e auxiliar alguém que está perdendo o controle de si mesmo por alguns instantes.
Acredite, é muito triste estar nessa sozinho.
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Matéria do Bem Paraná de hoje, com o título Um em cada 26 brasileiros teve, tem ou terá epilepsiaDoentes são vítimas de preconceito. Hoje é Dia Nacional da Conscientização sobre a Epilepsia
Uma em cada 26 pessoas já foi, é ou será acometida pela epilepsia. Embora seja possível controlar as crises em 70% dos casos, ao menos 40% desses pacientes, ou seja, 780 mil estão recebendo tratamento inadequado ou não recebem tratamento algum. O alerta é da Academia Brasileira de Neurologia. Para o Dia Nacional da Conscientização sobre a Epilepsia, hoje, será lançada uma campanha de conscientização com ações diversas, em diversos estados brasileiros.
As pessoas que convivem com a epilepsia muitas vezes são vítimas de preconceito e de exclusão social. Muitas se afastam do convívio com amigos e familiares, tem dificuldade de acesso à escola e ao mercado de trabalho. Segundo a Organização Mundial de Saúde 70 a 80% das pessoas com epilepsia poderiam apresentar condições de vida melhores se recebessem tratamento adequado. De acordo com o o médico do núcleo de doenças complexas da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Carlos Danton Machado, desmitificar a epilepsia por meio de informações corretas contribui para diminuir o preconceito sofrido pelo doente. A pessoa com epilepsia é perfeitamente capaz de levar vida normal: estudar, trabalhar, praticar esportes e conviver bem com todos.
“É importante esclarecer que o transtorno não é contagioso; a pessoa saudável não pega a doença tocando em uma pessoa em estado de crise. A doença também não é um tipo de loucura e muito menos possessão demoníaca. Muita gente ainda acredita nisso, o que é triste. Mitos como estes são preconceituosos e amplificam o sofrimento”, disse.
A epilepsia é caracterizada por crises repetidas, que não sejam causadas por intoxicação ou alterações no metabolismo. Possui causas variadas como: traumatismo craniano, tumores cerebrais, sequela de sofrimento fetal e infecção do sistema nervoso. Uma porcentagem muito pequena das epilepsias tem causa hereditária.
Cerca de 70% das pessoas com epilepsia levam vida normal tomando medicamentos. Os outros 30%, que não respondem bem ao tratamento farmacológico, podem ser submetidos à cirurgia ou a outros tratamentos.
Segundo Machado, conhecer o modo de manifestação da doença e saber lidar com ela sem preconceitos é a melhor maneira de garantir uma vida melhor e mais saudável.
“Diante de uma crise epilética é importante manter a calma. Posicione a pessoa de lado. Afaste os objetos que ofereçam risco. Não tente desenrolar a língua. Não coloque objetos na boca, não dê substâncias para cheirar nem dê líquidos para ela beber. Esfregar álcool, vinagre ou outras substâncias no corpo da pessoa também não são indicados. Se a crise durar mais que de 5 a 10 minutos, chame uma ambulância”, explica. O diagnóstico da epilepsia é simples e pode ser feito em uma entrevista com o médico. O tratamento também é simples e eficaz, e os medicamentos necessários estão disponíveis gratuitamente no SUS.
As pessoas que convivem com a epilepsia muitas vezes são vítimas de preconceito e de exclusão social. Muitas se afastam do convívio com amigos e familiares, tem dificuldade de acesso à escola e ao mercado de trabalho. Segundo a Organização Mundial de Saúde 70 a 80% das pessoas com epilepsia poderiam apresentar condições de vida melhores se recebessem tratamento adequado. De acordo com o o médico do núcleo de doenças complexas da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Carlos Danton Machado, desmitificar a epilepsia por meio de informações corretas contribui para diminuir o preconceito sofrido pelo doente. A pessoa com epilepsia é perfeitamente capaz de levar vida normal: estudar, trabalhar, praticar esportes e conviver bem com todos.
“É importante esclarecer que o transtorno não é contagioso; a pessoa saudável não pega a doença tocando em uma pessoa em estado de crise. A doença também não é um tipo de loucura e muito menos possessão demoníaca. Muita gente ainda acredita nisso, o que é triste. Mitos como estes são preconceituosos e amplificam o sofrimento”, disse.
A epilepsia é caracterizada por crises repetidas, que não sejam causadas por intoxicação ou alterações no metabolismo. Possui causas variadas como: traumatismo craniano, tumores cerebrais, sequela de sofrimento fetal e infecção do sistema nervoso. Uma porcentagem muito pequena das epilepsias tem causa hereditária.
Cerca de 70% das pessoas com epilepsia levam vida normal tomando medicamentos. Os outros 30%, que não respondem bem ao tratamento farmacológico, podem ser submetidos à cirurgia ou a outros tratamentos.
Segundo Machado, conhecer o modo de manifestação da doença e saber lidar com ela sem preconceitos é a melhor maneira de garantir uma vida melhor e mais saudável.
“Diante de uma crise epilética é importante manter a calma. Posicione a pessoa de lado. Afaste os objetos que ofereçam risco. Não tente desenrolar a língua. Não coloque objetos na boca, não dê substâncias para cheirar nem dê líquidos para ela beber. Esfregar álcool, vinagre ou outras substâncias no corpo da pessoa também não são indicados. Se a crise durar mais que de 5 a 10 minutos, chame uma ambulância”, explica. O diagnóstico da epilepsia é simples e pode ser feito em uma entrevista com o médico. O tratamento também é simples e eficaz, e os medicamentos necessários estão disponíveis gratuitamente no SUS.
O que fazer durante uma crise?
Fora do ambiente hospitalar o observador deve voltar a cabeça do paciente para o lado, se possível, sobre uma almofada ou travesseiro. Isso ajuda a proteger contra traumatismos na cabeça e também evitar que ocorra aspiração de alimentos, salivação ou vômitos para o pulmão. Não se deve tentar puxar a língua do paciente, pois o observador pode sofrer lesão grave da mão e neste tipo de crise, ao contrario dos desmaios, a língua costuma ficar em sua posição normal. Geralmente a crise dura alguns segundos a minutos e o paciente pode ser levado ao hospital com tranqüilidade, se a crise for inédita ou conforme orientação médica. Caso a crise dure mais que 5 minutos, deve-se levar o paciente imediatamente ao hospital, para que se possam usar medicamentos para abortar a crise.
Fora do ambiente hospitalar o observador deve voltar a cabeça do paciente para o lado, se possível, sobre uma almofada ou travesseiro. Isso ajuda a proteger contra traumatismos na cabeça e também evitar que ocorra aspiração de alimentos, salivação ou vômitos para o pulmão. Não se deve tentar puxar a língua do paciente, pois o observador pode sofrer lesão grave da mão e neste tipo de crise, ao contrario dos desmaios, a língua costuma ficar em sua posição normal. Geralmente a crise dura alguns segundos a minutos e o paciente pode ser levado ao hospital com tranqüilidade, se a crise for inédita ou conforme orientação médica. Caso a crise dure mais que 5 minutos, deve-se levar o paciente imediatamente ao hospital, para que se possam usar medicamentos para abortar a crise.
Sem tratamento, há danos irreversíveis
Se fica sem tratamento por muito tempo, o prejuízo é imenso para o indivíduo e para o Estado.
São questões que reforçar o fato de que, apesar de a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para portadores de epilepsia estar desenhada e implantada, ainda funciona de forma precária, assimétrica e desproporcional às necessidades dos pacientes. Os motivos são vários: o treinamento em epilepsia é insuficiente, o retorno às unidades de saúde é muito demorado, os Centros de Neurologia estão sobrecarregados (com recursos pessoais e diagnósticos insuficientes) e a comunidade não conhece bem a doença. Uma das soluções capazes controlar as crises epilépticas em 50% dos pacientes com epilepsia é fazer este atendimento na rede básica de saúde.
Atualmente a ABN atua nesse sentido, participando da Comissão do Ministério da Saúde/OPAS para elaborar o Caderno de Ações Básicas de Saúde (CAB) em epilepsia para capacitar os profissionais que atuam neste nível de atendimento.
Se fica sem tratamento por muito tempo, o prejuízo é imenso para o indivíduo e para o Estado.
São questões que reforçar o fato de que, apesar de a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para portadores de epilepsia estar desenhada e implantada, ainda funciona de forma precária, assimétrica e desproporcional às necessidades dos pacientes. Os motivos são vários: o treinamento em epilepsia é insuficiente, o retorno às unidades de saúde é muito demorado, os Centros de Neurologia estão sobrecarregados (com recursos pessoais e diagnósticos insuficientes) e a comunidade não conhece bem a doença. Uma das soluções capazes controlar as crises epilépticas em 50% dos pacientes com epilepsia é fazer este atendimento na rede básica de saúde.
Atualmente a ABN atua nesse sentido, participando da Comissão do Ministério da Saúde/OPAS para elaborar o Caderno de Ações Básicas de Saúde (CAB) em epilepsia para capacitar os profissionais que atuam neste nível de atendimento.
Para a população em geral, o risco de ter epilepsia é de 1%
Para a população em geral o risco de ter epilepsia é de 1%. Se um dos pais apresentar a doença, esse risco aumenta para 2 a 4 %. Porém se os dois tiverem crises, o risco pode chegar a 30%. Já para irmão gêmeos, quando um deles tem crises epilépticas, o risco para o outro é de 10 a 20 % se não forem gêmeosidênticos é de 80% se forem idênticos.
O exame mais importante para o diagnóstico de epilepsia é o Eletroencefalograma (EEG), que pode ser realizado no intervalo ou durante as crises, quando então a chance de identificar o local e a causa do problema é bem maior. O EEG ajuda o médico na classificação do tipo de epilepsia, na escolha da medicação mais adequada, na definição do tempo de tratamento e na programação de outros exames complementares como, por exemplo, a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética que podem identificar lesões cerebrais e constatar a causa da epilepsia. Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por “sintomática”, ou seja, a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual a doença subjacente se manifestou; em 65% dos casos não se identifica nenhuma causa, é a epilepsia “idiopática”.
A escolha da medicação antiepiléptica a ser utilizada é feita com base no tipo de crise apresentada pelo paciente e resultado dos exames complementares. 70% das pessoas com epilepsia têm as crises completamente controladas com esses medicamentos. E o primeiro passo para o controle adequado das crises é o uso coreto destas medicações, respeitando rigorosamente a orientação do médico quanto às doses e horários em que devem ser tomadas. Em geral a medicação deve ser usada por anos ou até o final da vida. Para os 30 % restantes que não controlam as crises com medicamentos, há alternativas, como o tratamento cirúrgico, que promove a remoção da parte do cérebro que dá origem à descargas elétricas que causam a crise. Em determinadas situações o médico pode recomendar a mudança no padrão alimentar, que pode levar a uma alteração no metabolismo do paciente, favorecendo o controle das crises.
Para a população em geral o risco de ter epilepsia é de 1%. Se um dos pais apresentar a doença, esse risco aumenta para 2 a 4 %. Porém se os dois tiverem crises, o risco pode chegar a 30%. Já para irmão gêmeos, quando um deles tem crises epilépticas, o risco para o outro é de 10 a 20 % se não forem gêmeosidênticos é de 80% se forem idênticos.
O exame mais importante para o diagnóstico de epilepsia é o Eletroencefalograma (EEG), que pode ser realizado no intervalo ou durante as crises, quando então a chance de identificar o local e a causa do problema é bem maior. O EEG ajuda o médico na classificação do tipo de epilepsia, na escolha da medicação mais adequada, na definição do tempo de tratamento e na programação de outros exames complementares como, por exemplo, a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética que podem identificar lesões cerebrais e constatar a causa da epilepsia. Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por “sintomática”, ou seja, a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual a doença subjacente se manifestou; em 65% dos casos não se identifica nenhuma causa, é a epilepsia “idiopática”.
A escolha da medicação antiepiléptica a ser utilizada é feita com base no tipo de crise apresentada pelo paciente e resultado dos exames complementares. 70% das pessoas com epilepsia têm as crises completamente controladas com esses medicamentos. E o primeiro passo para o controle adequado das crises é o uso coreto destas medicações, respeitando rigorosamente a orientação do médico quanto às doses e horários em que devem ser tomadas. Em geral a medicação deve ser usada por anos ou até o final da vida. Para os 30 % restantes que não controlam as crises com medicamentos, há alternativas, como o tratamento cirúrgico, que promove a remoção da parte do cérebro que dá origem à descargas elétricas que causam a crise. Em determinadas situações o médico pode recomendar a mudança no padrão alimentar, que pode levar a uma alteração no metabolismo do paciente, favorecendo o controle das crises.
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I am one
Escrito por Et's e/ou
ll
Não garanto um texto bom, mas a necessidade de escrever aflorou nesse momento e lá vamos nós.
É extremamente interessante observar seus próprios defeitos, afinal, com isso você se conhece muito mais e a existência muitas vezes subjetiva demasiadamente acaba chegando um pouco mais perto de nossa compreensão. Mas de que adianta se a tentativa de melhora sobre esses "defeitos" não acontece? Muito pelo contrário, parece que eu, particularmente, notando minhas falhas como ser humano, acabo tornando elas cada vez mais fortes e, assim, me destruindo dia após dia de maneira mais incisiva.
Fora isso, essa compreensão sobre meus próprios defeitos não tem efeito algum no entendimento sobre as falhas alheias.
Não há mais igualdade e a irritabilidade com os "erros" dos outros aumenta sem controle algum.
Relações vão sendo dizimadas por mim e a solidão acaba ficando bem mais aceitável e agradável, sem ser tão temida como antigamente.
Não sei ao certo, mas parece que as pessoas se dão muito bem com a falsidade e suas decepções com outros seres humanos.
Elas simplesmente se igualam e está tudo certo.
Confesso que tentei, mas minhas sucessivas tentativas tem sido em vão.
Uma frase mal compreendida, uma mensagem ignorada, uma ocultação de verdade, uma mentira e pronto. As chances de eu voltar a ser uma pessoa legal com essa pessoa são muito poucas e raramente volto ao estágio anterior.
De repente acordo e o meu circulo de amigos está significantemente pequeno, enquanto o de pessoas filhas da puta está dando duas voltas ao redor do planeta, simplesmente porque elas não se importam com os erros alheios e porque sempre falam o que os seres humanos querem ouvir. Mas pensando bem, talvez esse não seja meu único problema.
Necessidade de manter a autodestruição sempre ativa talvez explique melhor, porém não adianta nada tanta explicação se não há mudança alguma.
Se você, caro ninguém, souber como mudar isso, aceito dicas.
Obrigada!
I'm in a race and it's killing time
I don't need yours I'll keep it with mine
Can't you see these skies are breaking?
Cos I'm in a race and I'm doing fine
Thank you
Two of a kind and no-one home
I'm in a crowd and I'm still alone
Can't you see these skies are breaking?
Cos one of a kind is all I own
I am one
I am
I am one
Não sei se já postei essa música aqui, mas enfim .. Foda-se.
É perfeita.
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Não se importar
As surpresas também cessaram, tornando cada novidade, por mais ruim que fosse, apenas uma nova informação acerca da vida inútil que temos.
Ah! Os grandes sentimentos se perderam no meio do caminho como um objeto qualquer; o qual solta suas peças e as deixa para trás, uma por uma, até que tudo se perca por aí.
Os assuntos importantes têm perdido seu valor na lista de prioridades e o Nada, que ainda não possui uma definição concreta, toma todo o espaço na existência gradativamente.
O passado não tem mais importância. Não há novo, portanto, não existe a previsão de um futuro.
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Menas
A cada palavra grosseira de um pseudo superior
A cada ocultação da verdade de um amor
A cada lágrima derramada durante a dor
Menos coração.
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Your Life Is a Lie
Liberdade é algo bem mais complexo do que imaginamos ser.
Parece ser tão simples, já que a palavra em si é usada de maneira banal sem nenhum tipo de reflexão e entendimento amplo sobre a mesma, porém, a cada dia e a cada descoberta compreendo que essa palavrinha tão amada por todos possui sentidos tão diversos e barreiras tão grandes para não existir de fato.
Já compreendi os entraves sobre a tal liberdade, como questões de gênero e diferenças de classe, mas não havia notado as diversas barreiras dela no cotidiano, em decisões sobre os rumos da vida, como por exemplo a profissão que cada um pretende seguir.
Obviamente que as questões que envolvem gênero e classe social influenciam nisso tudo, entretanto há algo mais. Algo maior que eu não consigo explicar em termos e nem sei se alguém consegue, mas se parece muito com a falta de auto conhecimento.
Observando escolhas incertas e decisivas, meus hábitos tediosos, minha falta de amigos, meus sorrisos desaparecidos, minhas noites acordadas e lacrimejantes, .. enfim! Observando tudo isso e mais alguns fatos que provocaram felicidade e excesso de falas, criou-se em minha mente um questionamento sobre as escolhas que fazemos na vida.
Será mesmo que escolhemos aquilo que nos deixa feliz ou somente aquilo que soa conveniente e confortante?
Se o irmão fez, o fulano, o vizinho, o ciclano, o amigo, o José ou até mesmo seu inimigo, não quer dizer que você queira fazer, oras!
Se a moda do momento é ser universitário, não quer dizer que isso seja o que você queira para sua vida. Talvez nem seja aquilo que você precise! Aliás, isso é bem provável.
A desculpa para tantas decisões que a sociedade toma para nossas próprias vidas, tirando assim nossa liberdade de SER, é de uma vida melhor; de um futuro próspero e assegurado.
Claro, isso tudo descartando a possibilidade de morrermos hoje engasgados com um pedaço de carne, ou atropelados na rua por um recém habilitado/bêbado/idoso quase cego!
Descartando também que há prosperidade em outros setores que não estão postos dentro das universidades do país. E também sem contar a felicidade que precisamos ter ao colocar em prática nossa profissão.
Somos tão desesperados em catar (sim, catar!) as primeiras oportunidades que surgem, que não pensamos se essas oportunidades são aquelas que nos deixam felizes com nós mesmos. Até fingimos que somos felizes com aquilo que acabamos "escolhendo". E depois nos dizemos livres ..
Não consigo ver a liberdade em um mundo em que criamos regras para tudo, até mesmo para o que vamos escolher para ser nossa profissão pelo resto da vida.
Vida essa que pode acabar no próximo minuto! Que fique claro.
É tudo tão corrido, prático, comprável e infeliz que não sobra tempo nas 24 horas do dia para pensarmos sobre o que é a vida, e qual o sentido da nossa.
Logo, os dias passam, os meses, os anos e as décadas e nossa existência termina sem sentido profundo algum, afinal, fizemos o que todos fizeram e assim nos tornamos parte de uma massa cega, surda e muda que só seguiu ordens invisíveis e imperceptíveis.
Não! Eu não quero isso, principalmente porque não creio em outras oportunidades.
E você?
Quer isso?
_
Título e imagem dessa música com esse clipe perfeito: Your Life Is A Lie - MGMT
Aliás, imagem foda pra caralho! HAUSHUAHUAHS
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Coragem
Medo de dirigir, medo de parar, medo de adoecer, medo de curar, medo de acreditar, medo de duvidar, medo de confiar, medo de desconfiar, medo de depositar, medo de sacar, medo de expor, medo de esconder, medo expressar, medo de guardar, medo de falar, medo de ouvir, medo de avançar, medo de recuar, medo de cozinhar, medo de passar fome, medo de acender, medo de apagar, medo de sair, medo de ficar, medo de socializar, medo de anti socializar, medo de abrir, medo de fechar, medo de retrucar, medo de perdoar, medo de sorrir, medo de chorar, medo de vestir, medo de despir, medo de confirmar, medo de cancelar, medo de assistir, medo de ler, medo de observar, medo de ignorar, medo de comer, medo de vomitar, medo de hidratar, medo de coçar, medo de tratar, medo de automutilar, medo de roer, medo de lixar, medo de servir, medo de ordenar, medo de respeitar, medo de responder, medo de desativar, medo de postar, medo de inscrever, medo de deixar passar, medo de vender, medo de comprar, medo de viajar, medo de Franca, medo de trabalhar, medo de vadiar, medo de desenhar, medo de riscar, medo de injetar, medo de tomar (com um copo de água), medo de dormir, medo de acordar, medo de sorrir, medo de chorar, medo de amar,
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Eyes are open and mouth cries
De uns tempos pra cá determinadas sensações têm se demonstrado mais fortes e constantes devido a vários fatores praticamente incontroláveis. Talvez pelo simples caminhar natural das coisas.
A introspecção é agora rotineira e acaba acontecendo sem autocontrole algum.
Pensamentos variados, perdidos à procura de algo, surgem a partir das 0h e vai até às 4h. Logo depois a sonolência, tão esperada sonolência, finalmente aparece aos poucos.
Em outros tempos isso seria mais torturante do que já é atualmente, já que a insônia é marcada principalmente pela solidão que se passa durante a madrugada em que os outros fazem uma das melhores ações nessa vida, que no caso é dormir. Dormir!
Sua vontade de fugir da realidade em sono simplesmente não acontece.
No começo é quase inofensivo, mas com o tempo e a insistência dessa pequena maldição, suas ideias acabam ficando meio foras de órbita e a tristeza toma posse de sua mente. Bom, pelo menos durante a consciente madrugada em frente ao tédio (notebook). Logo sua mente começa a buscar meios receitáveis de voltar ao cronograma diário antigo, mas a esperança de que tudo volte ao normal naturalmente é maior.
Enquanto isso não acontece, a tortura permanece e os pensamentos autodestrutivos não cessam em momento algum.
Insônia, de fato, enlouquece.
Concrete Walls - Fever Ray
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Blablabla,
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Mudou
Tcharam! O blog mudou!
Há muitos dias estou tentando mudar o design do blog, porém, como não tenho uma boa relação com o Blogger, essa mudança foi árdua. Troquei de template várias vezes, mudei o plano de funo umas quinhentas e resolvi até mesmo mudar o nome do blog e, assim, seu endereço.
Cheguei a pensar que teria que postar todos os textos antigos novamente, porque acabei fodendo com o blog lindamente. Mas sem problemas. Somente eu vi o que fiz com esse blog, afinal, quando notei que as minhas ideias não iam dar certo facilmente, privei o blog por um tempo.
Menos mal!
Enfim, a aparência do blog ficou menos juvenil, creio eu. Apesar de que ainda não encontrei um plano de fundo decente, mas como já me estressei bastante hoje procurando templates, editando o menos problemático que encontrei e testando várias imagens no background, acabei pegando a imagem menos irritante e pronto.
Bom, sobre o novo nome!
O que tenho a dizer é que não é novo, porque já tive um blog falido com o mesmo nome e como esse não é muito diferente, acho que não tenho problemas com azar mais.
É uma palavra só e bem simples, mas que tem muito sentido. Bom, na verdade tem o verdadeiro sentido do blog: algo desprezível, mesquinho, inútil.
Ah! As postagens devem continuar o mesmo lixo de sempre.
Talvez eu mude o meu modo de escrever. Talvez eu nem escreva ..
A preguiça decidirá!
Enfim, tudo devidamente explicado!
Terminemos então com a fonte do novo velho nome do blog e que me descreve tão bem.
Poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)
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19
"...
Remember when Ronnie died and you said you wished it was me?
Well guess what, I am dead, dead to you as can be!
I'm sorry mama, I never meant to hurt you
I Never meant to make you cry
But tonight I'm cleanin' out my closet! ..."
Eminem - Cleanin' Out My Closet
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Single Ladies
Poderia eu escrever sobre diversos acontecimentos recentes e de extrema importância.
Poderia eu escrever sobre diversas pessoas de extrema importância.
Poderia eu escrever sobre diversos tema sem importância alguma, porém, escreverei sobre tudo ou quem sabe, sobre nada.
Há tempos a mudança tem se tornado cada vez mais diária e necessária, mas a consciência disso tudo era muito pouca. Não notava a importância daquilo e como se dava. Simplesmente mudava!
As análises sobre o Universo foram ficando mais sérias; profundas, enquanto as críticas sobre os outros seres humanos foram degradando aos poucos.
De fato, quando a mente se abre, torna-se impossível a regressão ao tamanho original. E com tantas poucas leituras, parece quase impossível tamanha expansão de horizonte ocorrer. Claro, se seguirmos as ideias compartilhadas por aí, em uma rede social qualquer.
Enfim, impossível ou possível (ou indiferente), mudanças estão acontecendo e finalmente a consciência sobre isso está se clareando, tornando toda essa jornada pessoal mais racional e com prováveis ganhos futuramente, além de tornar a vida mais leve.
Se não me engano, anteriormente eu havia citado planos de vida contínuos, e veja só, hoje a certeza de que se possui a vida somente uma única vez paira sobre os criadores desse blog. E sem dúvida alguma já foram escritos textos e ditas palavras contra diversos estilos musicais, mas que agora se tornam quase uma vergonha que necessita ser varrida para debaixo do tapete e deixada no passado. Além da preocupação já esquecida em obter atenção, e para isso, agradar as pessoas, deixando os gostos pessoais de lado e tornando essa mísera vida mais ridícula e sem importância do que já é por natureza.
Todas essas singelas, porém importantes mudanças foram realizadas pelas desconstruções diárias sobre tudo aquilo que passa na TV como verdades incontestáveis, que na realidade são demasiadamente contestáveis. Necessitam ser contestadas urgentemente, pelo bem da humanidade podre que habita a Terra!
Acredite, você não precisa acreditar em deus algum, nem precisa gastar seu suado salário em bens materiais para ser alguém na vida, não precisa usar rosa se for menina e também não precisa usar azul se for menino, ah .. você não precisa nem se encaixar nesses dois quesitos! Sem contar a ideia de que temos que casar e ter filhos que já é historicamente desmascarada. Escutar funk não te deixa mais ignorante, o PT não é de esquerda, cabelo cacheado/crespo não é ruim e famílias não são constituídas somente por pai, mãe e filhos.
Acredite, você não precisa acreditar em mim! Todas essas conclusões são tiradas de mudanças rotineiras, que se levadas a sério, só ajudam em uma maior compreensão de vida e de mundo. Isso torna esse curto período de existência algo um pouco válido.
Por mais que o escritor disso passe a vida praticamente dentro de um quarto, o entendimento sobre a vida tem se encaminhado com êxito e a felicidade, por mais simples que seja, tem acontecido mesmo sem muitos bens materiais, leituras e relacionamentos.
Talvez tenha sido encontrado o sentido; o rumo a se seguir, ou não. Mas o fato de falar tudo isso para si mesmo, e consequentemente para os outros, dava-se necessário e cá estamos com mais um texto chulo que não irá alterar o fato de que quando morrermos, iremos para debaixo da terra e em alguns anos ninguém se lembrará mais de nós.
Portanto, já dizia Carl Sagan “Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você.” .. Ouvindo Beyoncé!
Pense em uma música que expressa Quase toda a independência que uma mulher pode ter atualmente
..
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Tchau
Por motivos de: postagens vagabundas, vou dar um tempo nesse blog.
Voltarei somente com algo digno de ser exposto para um monte de nada.
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Errado V
Escrito por Et's e/ou
ll
Se acaso me quiseres
Não sou dessas mulheres!
Não sou dessas que possuem um gosto musical fixado
Que afirma que tudo no Brasil é lixo
tendo um mundo sonoro americanizado.
Se acaso me quiseres
Não sou dessas mulheres!
Não sou dessas que possuem uma paixão pelo mercado.
Quero que haja justiça social em demasia;
Que tudo que aqui se crie, seja socializado.
Se acaso me quiseres
Não sou dessas mulheres!
Não sou dessas que gostam de tudo que é padronizado
Que vive infeliz com seu cabelo longo
por medo da ideia de que cabelo curto é masculinizado.
Se acaso me quiseres
Não sou dessas mulheres!
Não sou dessas que ficam se preocupando em ter um namorado
Fazendo aqui um poema errôneo de desqualificação feminina
que nada mais é do que um "Viva!" ao patriarcado.
_
"Mim" não conjuga verbo.
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Diário da renovação
Eu tenho preguiça. Muita preguiça.
O sono me envolve durante todo o dia e a vontade de redigir aqui os acontecimentos que não quero esquecer praticamente inexiste. Na realidade, inexiste completamente.
De repente a rotina mudou totalmente e eu ainda não consegui processar tal troca de realidade realizada por duas situações decisivas na minha vida, por enquanto. Tais acontecimentos são: o novo emprego e a viagem.
Em meio a correria da busca de documentos, entrevistas e montagem de bagagem para a ida à um congresso, minha consciência sobre o que acontecia já havia se perdido e somente agora tenho reconquistado parte da mesma.
Arrumei tudo e parti para Goiânia com a ânsia de participar ativamente da construção do movimento estudantil nacional. Perdi toda a alegria em participar do movimento.
Observei um sofrimento desnecessário em meio a festas e jovens despolitizados e desinteressados para com a realidade em que vivemos, e mesmo aqueles que notei algum tipo de vontade de mudar o caos em que vivemos, não consegui acreditar e prestigiar suas ações.
Festas, estádio, gritos e bebidas alcoólicas não representam absolutamente ninguém.
Voltei com novas certezas e um posicionamento mais crítico sobre aquilo que eu apoiava e seguia cegamente. Revi meus ideais perante ao contexto em que eu os colocava em prática e mudei. Felizmente mudei, e não somente nesse aspecto. Mudei minha rotina, afinal, começo agora a passar tardes fora de casa trabalhando.
Novas pessoas, novas conversas, novas informações e uma enxurrada de responsabilidades e copos de café.
Obrigada, Shiva! Uma nova rotina acontece juntamente com novas ideias. Isso é um novo universo em que habito, e essa renovação tem me proporcionado amor. Mais amor.
Aqueles ódios passados estão ficando definitivamente no passado, afinal, o presente agora é outro, de fato.
Está ficando tudo muito pessoal, muito diário de um adolescente maconheiro .. É o sono. Mas tudo bem.
Gravei aqui, nesse poço de inutilidades, acontecimentos importantes na minha vida que podem e devem mudar completamente os rumos da minha história.
Que no futuro eu leia tudo isso e consiga dar a devida importância à essas escrituras diarescas*.
_
*Não sei não, mas acho que inventei essa palavra diaresca.
Láááá no fim da página tem um bang pra seguir esse blog, portanto, não vá lá!
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Mariana
Dia 26 de Maio. O dia em que nasceu uma das maiores dádivas que surgiram em minha vidinha medíocre.
De fato, eu não imaginava que um dia seria amiga dela. Não partilhávamos do mesmo modo de estudar, nem dos mesmos gostos.
Enquanto uma não dormia de tanto ler, a outra não lia de tanto dormir, mas é notável já como meus amigos são diferentes de mim e acho que é isso que torna essas amizades mais fortes e especiais.
Enquanto uma não dormia de tanto ler, a outra não lia de tanto dormir, mas é notável já como meus amigos são diferentes de mim e acho que é isso que torna essas amizades mais fortes e especiais.
Bom, nos tornamos amigas e o tempo foi tornando isso extremamente forte. Tão forte ao ponto de nem precisarmos colocar em palavras o que pensamos ou sentimos, porque a outra já possui a capacidade de compreender sem que seja necessária tamanha explicação. Partilhamos de momentos parecidos, ideias parecidas e até mesmo gostos parecidos, mesmo que ainda existam diferenças e todas essas semelhanças foram sendo construídas por ambas naturalmente, através das trocas mais sinceras que tivemos e temos a cada conversa.
A distância torna mais difícil o contato, é claro, mas nota-se que quando há sinceridade de ambas as partes, não somente no aspecto de "dizer a verdade" como também de "sentir de verdade", a parceria continua firmemente.
Falo aqui da minha amiga, irmã, conselheira, mãe, filha, parceira nas idiotices, piadista ..
Enfim, falo aqui de um dos poucos motivos que me fazem ainda respirar e aguentar esse mundo.
Faço de um tudo para essa pessoa, afinal, quando o amor é verdadeiro, não existem limites para a ação do mesmo e eu espero que esse amor perdure nesse plano por muito, muito tempo. Em outros planos eu sei que durará até a eternidade.
Faço de um tudo para essa pessoa, afinal, quando o amor é verdadeiro, não existem limites para a ação do mesmo e eu espero que esse amor perdure nesse plano por muito, muito tempo. Em outros planos eu sei que durará até a eternidade.
Hoje é um dia de festa. Agradeço aos céus por mais um ano com a Mariana e que eu tenha a oportunidade de passar mais vários decênios ao lado de uma pessoa tão amada para tudo o que precisar. Tudo!
Feliz aniversário, pequena! Paz, luz e gratidão.
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Just do it 'cause you want it
Quase um mês se passou desde o último texto postado aqui neste blog.
Foram dias de milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo, porém, com o tédio presente em todos os momentos. Mudanças quase não aconteceram.
Eu poderia ter colocado em palavras as tensões sentidas durante os dias de eleição ou até mesmo a alegria de ter vencido parte dessa batalha. Escrever sobre a solidão, a falta de amigos e os sábados passados em casa também foram opções que surgiam em minha mente, mas logo eram descartadas por um sentimento de desgosto enorme em redigir algo para leitores inexistentes.
Entrevistas de emprego, discussões vistas, assembleias lotadas, desmobilização dos mobilizados, sentimentos de empatia transformados em ódio, gatos crescidos, analfabetismo funcional, senso comum, cortes de cabelo, alergia ..
São tantos temas sem importância alguma, já que tudo continua do mesmo modo. O máximo que tem se transformado, ou apenas meramente mudado, é a decadência das boas novas.
Por enquanto as coisas têm perdido a cor; a graça.
Sentir-se estagnado deprime e a busca por um novo sentido de vida grita cada vez mais alto nos ouvidos. Essa vontade de algo novo surge à partir do momento em que nota-se que ficar parado, se prendendo em outros seres humanos (que caminharão) não leva à nada além da tristeza em ver a vida passar diante dos olhos sem o mínimo pudor e sem preocupação alguma com aquilo que fica para trás, que no caso é você.
Ou será eu?
Ficaram na mente de algumas pessoas alguns shows, atos, beijos, festas e bebedeiras que eu não me propus a sentir e guardar comigo, e por isso a minha lista de experiências/sabedoria continua quase limpa; sem rabisco algum. E quando o segundo decênio de vida se aproxima, a ânsia de estar sempre escrevendo na tal lista aumenta e se torna quase uma necessidade básica da vida humana. Talvez realmente seja.
Chega!
Está na hora de se libertar de vários pesos e medos passados. Vida perfeita não existe!
Que mal tem retirar um pouco da excessiva importância de alguns aspectos da vida para distribuir para outros "setores" que não são menos importantes?
Que mal tem em tornar a vida cada vez mais completa e, assim, complexa?
Caminhos fáceis. Pra que?
Just Do It - Copacabana Club
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Seven devils in my house
Eu tenho a capacidade de me surpreender sempre com a hipocrisia humana. As pessoas sempre conseguem fazer com que eu tenha a certeza de que, realmente, não vi de tudo nessa vida.
Ajudar é, em suma, uma atitude que não deveria ser feita se o motivo maior seja alguma retribuição, porque logo se torna uma troca de favores, e não uma ação de ajuda, de auxilio. Acredito eu que quando se ajuda alguém, nem se pensa que está ajudando, apenas está se fazendo algo que seu "coração" pedia e que vá auxiliar o outro em determinada situação sem grandes problemas; sem grandes dúvidas, mas hoje eu vejo que o individualismo tem, diariamente, dizimado o real significado dessa ação.
As pessoas não têm a capacidade de fazer algo bom para os outros, simplesmente por fazer, sem muita complicação. Elas fazem algo visando o que você pode oferecer a elas. Elas procuram tirar lucro de você, mesmo que não sejam capitalistas explorando sua força de trabalho. Status, beijos descompromissados, trabalho gratuito, dinheiro .. enfim, as pessoas estão atrás de coisas que os outros seres humanos podem proporcionar através de uma "ajuda". Tudo passageiro, sem significado, sem sentido algum.
Os mesmos ainda se afirmam como os grandes bondosos e sábios que habitam na Terra, o que já tira pontos dos mesmos nos quesitos citados, afinal, quem possui o rei na barriga dificilmente notará seus próprios erros, acreditando cegamente que todas suas ações são boas, por mais podres que sejam.
Não adianta posar em fotos fazendo caridade, cantar palavras de amor ao seu "Deus" (que provavelmente nem existe), intitular-se como um incompreendido dentro de uma família louca, um opositor ao sistema, sendo que com o seu próximo, suas ações mais repulsivas são postas em prática sem o menor pudor; sem a menor preocupação com o sentido daquele que está tão mais próximo do que o suposto criador de tudo.
De que adianta falar de um capitalista sendo que se faz o mesmo com aqueles que estão ao seu redor, sugando tudo que pode dessas pessoas inocentes pra depois descartá-las como se fossem lixo?!
De que adianta criticar um homossexual por aquilo que ele faz em quatro paredes sendo que suas ações com um familiar não te faz um merecedor do céu que tanto nos prometem?!
Bom, para mim essas atitudes hipócritas só servem para piorarmos cada vez mais nosso sentimento de superioridade sobre os outros, agravando o individualismo e dificultando cada vez mais mobilizações por um mundo melhor, com mais paz, respeito e saúde. Se tratássemos os nossos próximos como tratamos os desconhecidos, talvez não estivéssemos dentro de um caos tão assustador.
Se sentíssemos as dores dos outros como sentimentos as nossas, lutando por melhorias com força e união, teríamos mesmo que aguentar tantas dificuldades que aguentamos dia após dia? Acredito que não.
O complicado é saber que dificilmente mudaremos essa nossa mentalidade hipócrita, afinal, somos seres humanos e naturalmente somos desgraçados, creio eu.
Seven Devils - Florence + The Machine
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Monstros?
O facebook tem sido um lugar de muitas polêmicas durante esse ano de 2013.
Vários assuntos que são discutidos a séculos pela sociedade, que eu pensava que haviam sido esquecidos de tão redundantes voltaram a tona nessa rede social, e um desses assuntos é a redução da maioridade penal para 16 anos.
Ando meio desatualizada, como de costume, confesso. Não sei muito bem como toda essa conversa sobre a redução da maioridade penal veio a tona e tenho uma preguiça absurda de pesquisar o que de fato aconteceu para que todos voltassem a falar dessa possibilidade e vomitar seus argumentos banais, como sempre!
Se não me engano um jovem foi assaltado por outro jovem, de 17 anos, e logo depois foi assassinado pelo mesmo e a partir disso alguém, que desconheço, puxou a possibilidade de diminuírem a maioridade penal.
Li muitas postagens, comentários e imagens com frases de efeito no Facebook ao longo da semana. Não comentei nenhuma até hoje e compartilhei apenas uma, com um teor irônico, sem a intenção de incentivar discussões maiores e assim dores de cabeça e no coração. Porém, como não escrevo nesse adorável blog há uma semana e não tenho um leque de assuntos interessantes para me inspirar, colocarei aqui minha atual (e mutável) opinião sobre essa questão. Se você leu isso até agora, já aviso que é o momento de desistir. O post não vai ser legal, exatamente como nunca é.
Bom, um tempo atrás, quando eu não pensava sobre a questão, comentei algo com um tom a favor da redução da maioridade penal, sem embasamento algum para tal comentário, assim como a grande maioria das pessoas fazem. Algo banal, repugnante.
Hoje, com quase um ano e meio de graduação, afirmo que sou contra essa redução. Não interessa a ninguém isso e eu tenho consciência disso, mas mesmo assim continuarei colocando minha opinião aqui.
Eu vejo, atualmente, a sociedade de um modo mais amplo, sem fixar minha opinião apenas em um sentimento pessoal sobre alguns fatos que acontecem, porque na grande maioria das vezes esses fatos não estão isolados, mas sim ligados em vários aspectos que a sociedade abriga. Afirmar que jovens de 16 anos são monstros e devem ir para a cadeia é muito fácil de se falar, porém ao lidar com a vida de outro ser humano, o simplismo é algo muito perigoso. Não podemos deixar que discursos fáceis sejam aceitos sendo que podem e vão interferir diretamente na vida de outras pessoas.
Não, reacionários! Não estou aqui defendendo menores infratores e não mudaria meu discurso se algo acontecesse com um conhecido meu, mas eu acredito que sair prendendo todo mundo também não adianta, principalmente porque o Estado não garante os direitos básicos dos cidadãos, principalmente dos mais pobres. Além de que com falta de presídios e leis que permitem a saída rápida de alguns acusados, essa ideia de prender não adianta muito.
O Estado, que hoje sustenta o sistema, não oferece condições para que todos tenham condições dignas de vida e chances iguais, simplesmente porque isso não ajuda em absolutamente nada o sistema e nada disso irá mudar enquanto esse sistema que necessita das desigualdades continuar.
Não temos educação de qualidade, não temos creches o suficiente, não temos saúde decente, não temos saneamento básico, não temos uma sociedade sem preconceitos, não temos uma polícia que nos proteja, não temos combate decente às drogas, não temos assistência social em grande escala nas áreas que mais necessitam, não temos trabalhos dignos, não temos uma democracia verdadeira e muito menos representantes que procuram melhorar as condições .. Em suma não temos um sistema/sociedade que se interesse por essas questões, então como queremos cobrar algo de um jovem de 16 anos?
Se o sistema, o Estado; a sociedade garantissem tudo isso e ainda assim um jovem de 16 anos cometesse uma atrocidade como é a de matar outro ser humano por um celular, tudo bem .. Pensemos em reavaliar como essas pessoas estão sendo punidas, mas porra .. Não temos condições decentes no Brasil!
Somos uma sociedade preconceituosa, que não aceita nem o casamento homoafetivo, que renegamos nossos ancestrais africanos, que criticamos a Globo mas nos alienamos por qualquer discurso barato de "Ordem e Progresso".
Que ordem é essa? Querem se manter como simples produtos usados pelo sistema para conseguir cada vez mais lucro e depois ser jogado fora como um nada, sem questionar?
Querem que todos sigam o padrão burguês de se viver a vida?
E esse tal progresso? É progresso para quem?
Para a fábrica? Para o seu patrão? Acredite, colega. Não é trabalhando, se matando e poupando um dinheiro aqui e outro ali que o mundo irá te ver como um burguês que obteve sucesso com seu mérito pessoal, simplesmente porque isso não vai acontecer.
Não é pensando que só é bandido quem quer e que quem não tem nada é por falta de mérito que seu mundo será um lugar melhor. Adianta algo ficar criticando o tal Big Brother se a mentalidade pequena continua em vigor?
É muito fácil querer enjaular os outros seres humanos que incomodam sua "integridade como ser humano", sendo que quando falamos de violência sexual em uma universidade pública ninguém move um dedo pra tentar mudar a situação. Tantas crianças sendo violentadas todos os dias e ninguém faz absolutamente nada, e quando suas casas são roubadas clamam pela redução da maioridade penal!
Ah, sociedade. Repense seus atos para depois apontar o dedo para o outro.
ps: Minha argumentação foi demasiadamente fraca, mas eu não pretendo ficar trabalhando horas e horas em um texto pra esse blog. Não escrevo pra ficar bom e muito menos pra ser convincente.
Conversas tiram de uma maneira melhor minha opinião sobre isso tudo, através de uma argumentação pautada em vários outros aspectos que não abordei aqui por preguiça.
Se quiser seguir o blog, tem um esquema no fim da página para que você faça essa merda.
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Ana Carolina e ET's. Tecnologia do Blogger.









