Pobre daquele que não enxerga o valor das palavras
Numa Era vazia de tão cheia de sentimentos
O foco se vira para o subjetivo, por vezes irreal
enquanto o concreto e sincero passa desapercebido
e escorre pelas mãos.
Os clamores exigem falas e ações puramente sinceras
mas diante da conquista dita esperada o estranho ocorre
Logo surge a preferência pelo obsoleto, o estragado
Há a entrega voluntária para a armadilha
Armadilha de si mesmo.
Assim como o todo desnecessário se impõe sobre o natural
O singular reproduz a destruição do bem e do verdadeiro
Aquilo que preza o contrário não vende a alma ao diabo
Sem grandes surpresas pela partida
pois as palavras tanto expressam quanto alertam
Tristonho é o estado de quem encontra os 7 erros
Notar o discurso milimetricamente obedecido
sendo ignorado ou mal interpretado por aquele perdido
no labirinto dos ideais e manifestos passados e mal usados.
A questão não é o banal, mas sim o valor do que se fala.
Archive for outubro 2013
Bônus, pontos e cascas
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Vênus
É interessante como em alguns momentos certos assuntos são tão presentes e constantes que fazem você finalmente pensar sobre o mesmo e observar certos aspectos que antes não havia notado.
Dessa vez, novamente, o machismo teve seu espaço principal no dia-a-dia, com a adição de ignorância da sociedade sobre esse assunto.
Muitos dos meus iguais não observam a dimensão do machismo na vida das pessoas, assim como eu não observava antes de conviver mais com estudos sobre o assunto na Universidade, e isso é realmente muito preocupante já que esse problema afeta principalmente, mas não somente, as massas.
Se a população não compreende o funcionamento do machismo, como pode combater o mesmo?
Dado o impasse, tentarei explicar algumas situações que muitos nem notam que transbordam machismo e fazer alguns questionamentos pra tentar fazer com que você que esteja lendo isso (provavelmente ninguém) fique incomodado com o assunto e busque compreender cada vez mais essa praga que atordoa a humanidade há tempos e que retira a liberdade de certos seres humanos somente pelo fato de terem uma vagina.
Bom, acredito que todos nós já chegamos a julgar uma mulher pelas roupas que ela usava. É tão comum fazer isso que os responsáveis passam para as crianças, as mesmas reproduzem e continuam reproduzindo esse padrão de comportamento quando crescem e repassam para os filhos esse ato de julgamento e o ciclo se torna praticamente inquebrável.
Justamente por esse teor natural é que poucos se questionam o porque diabos fazemos isso, afinal, não possui sentido lógico algum.
Uma mulher vestir uma roupa curta não a torna uma má pessoa, uma pessoa que vá aceitar se relacionar com qualquer ser humano, nem em uma pessoa que mereça apanhar, ser estrupada e/ou é inferior às mulheres que se vestem "decentemente".
Afinal, o que é se vestir decentemente mesmo? Sair empacotada de roupas num dia de calor para parecer "alguém de bem", "moça pra se casar" enquanto homens que saem sem camisa não sofrem nenhuma represália?
Ninguém observa como isso é uma atitude retrógrada, digna de ser chamada "da idade das pedras". E muitas vezes achamos que ninguém afirma que uma roupa curta diminui o respeito da sociedade por uma mulher, mas em muitas notícias de estrupo e violência doméstica um batalhão de machistas, que talvez nem saibam que são machistas, faz comentários extremamente ofensivos sobre as VÍTIMAS, dificultando ainda mais a situação dessas mulheres e aprisionando outras na ideia de que dependendo da roupa que usam, elas são pessoas ruins que merecem tais abusos.
Toda essa violência contra as roupas curtas está ligada em outro problema causado pelo machismo intrínseco na sociedade, que é a falta de liberdade sexual das mulheres.
Conversando com um amigo, observamos que os julgamentos da sociedade sobre mulheres que fazem sexo (tipo, todas) é tão grave que tira a liberdade das mulheres e prende elas em uma cadeia psicológica que é dificilmente aberta. Aquelas que têm uma vida sexual livre do machismo, mesmo ela sendo mínima, são constantemente julgadas, ofendidas e agredidas psicologicamente.
Ah! Isso tudo enquanto homens são incessantemente encorajados a fazerem sexo (hétero), mesmo quando eles não se sentem a vontade para isso.
Tudo isso e muito mais dá base para que a violência contra a mulher ocorra em níveis estratosféricos sem que a população se incomode com isso e acabe achando ruim quando há uma lei que defenda as mulheres desse tipo mais grave de machismo.
Muitos me questionam sobre não haver uma lei que defenda homens da violência que sofrem de suas mulheres dentro de casa (ria para não chorar), sem pensarem que a quantidade de casos de violência contra a mulher é absurdamente maior e causada justamente por ela ser mulher.
O agressor, muitas vezes companheiro ou ex-companheiro, agride a mulher por ela ser mulher. A comida que não estava pronta na hora que ele chegou no trabalho, o atraso da mulher, a casa suja, a traição, a bebida .. são desculpas para uma agressão realizada somente pelo fato de pairar pelo mundo a ideia de que a mulher é inferior ao homem e que deve servi-lo sempre, nem que seja por meio de agressão.
E também não é fácil para essa mulher se desligar do companheiro, como muitos dizem.
Essa ideia de servidão por parte da mulher também pode estar presente da mente da vítima, além da dependência financeira (muitas mulheres ainda vivem para o lar, e aquelas que trabalham por vezes recebem menos que os homens pelo mesmo trabalho realizado), emocional e da responsabilidade sobre manter a família, sempre defendida como divina pelas religiões hipócritas.
Ah, me esqueci de que a sociedade julga a vítima quando ela continua com o agressor e quando ela corta relações com o mesmo, afinal, as pessoas sempre acabam achando que a mulher é a culpada quando na verdade é vítima.
Triste saber que são fatos tão corriqueiros, tão presentes e explícitos, mas mesmo assim não são questionados por grande parte dos seres humanos que incrivelmente possuem cérebros.
Bom, esses são alguns fatos causados pelo machismo.
Não contei os assovios na rua, estupro no casamento e fora do mesmo, padrões de beleza, diferenças na educação, trabalhos domésticos, brinquedos infantis, trabalho, interesses capitalistas na desigualdade entre sexos, entre outros milhares de aspectos relacionados.
Então, moça e moço, repense sobre esses fatos que você com certeza já viu acontecer e destrua o machismo que há em você.
Ah, desconstrua o machismo dos seus próximos também! A liberdade dos seres necessita de um fim rápido do machismo.
Ah, mais algumas dicas!
Converse com quem quiser, saia quando quiser, estude o que quiser, case e tenha filhos se quiser, trabalhe com o que quiser, seja mulher se quiser, seja homem se quiser, seja hétero, gay, bissexual, crente ou ateu, magro ou gordo! Use as roupas que quiser, faça sexo com quem quiser, dance quando quiser ..
Seja feliz, tendo um pênis ou uma vagina. Ou ambos. Nunca se sabe!
Venus - Lady gaga <3
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Não II
Não!
Eu não quero que fale comigo.
Não me ligue.
Não me chame para sair e beber.
Não me ofereça cigarros e caronas.
Não me inspire confiança e empatia.
Não sorria para mim.
Não me abrace, nem me encoste.
Não me elogie.
Não me chame no chat do Facebook.
Não me converta.
Não me cumprimente e muito menos pergunte como eu vou.
Não me peça informações.
Não me dê responsabilidades.
Não mê defina.
Não me acorde.
Não tire a minha solidão de mim.
Não exponha seus sentimentos para mim.
Não exija nada de mim.
Não espere que eu me importe com você.
Não espere que eu tenha educação.
Não espere que eu tenha paciência com você.
Não espere que eu seja compreensiva ou até mesmo justa.
Não espere que eu espere você.
Não note minha existência.
Obrigada. De nada.
"You would sell your own mother out
And then betray your dead brother with another hypocritical kiss"
Jack White - Hypocritical Kiss
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Masoquismo de Mariazinha
Mariazinha guardava seus sentimentos
Dia e noite ela sofria
Tentava fugir das dores em outro universo
As memórias a atormentavam na insônia
e ela não sabia o que fazer.
Um dia o causador deu as faces
Mariazinha pensou, repensou, pensou de novo
O que fazer, Mariazinha?
Mariazinha mandou ele se foder
e livre do sofrimento ela ficou.
ps: no mesmo dia, Mariazinha passou a madrugada buscando um novo sofrimento para poder se alimentar.
_
Eu ri.
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Perdoai-me as ofensas

Às vezes, ao observar a humanidade surge uma vontade imensa de participar de tudo aquilo que soa comum e agradável às pessoas. Afinal, se todos parecem estar felizes e satisfeitos, o que temer? Não é?
Não.
Essas conversas comuns sobre assuntos banais realizadas em lugares repletos de outros seres humanos agindo exatamente do mesmo modo, consumindo os mesmos alimentos e quiçá usando as mesmas vestimentas. Essas conversas até tragáveis não possuem complexidade de pensamento algum.
E as reflexões?
Aliás, ninguém mais cria teorias de conspiração para dividir com os amigos e aprimorar essas mesmas teorias, sem ficar sempre seguindo tudo aquilo que lê por aí?
Crises do sistema, ataques terroristas, existência de seres superiores (vulgo: deuses), vida extraterrestre, aquecimento global, cotas raciais, transporte público, privacidade virtual, revoluções, drogas, sei lá.
É, página em branco. Eu tenho notado que estamos ficando cada vez mais próximos.
A humanidade me agrada menos segundo após segundo.
Os assuntos banais que esses imbecis não conseguem resolver sozinhos estão ficando mais intensos e constantes.
Ah! A necessidade de atenção anda grave.
A hipocrisia se alastra a cada nova ação.
Acho que não preciso citar a falsidade.
O endeusamento de seres inexistentes e também de sentimentos passageiros soa como natural para as pessoas ao invés de soar como ridículo.
Observando de longe é vista a imagem de um amontoado de crianças que não conseguem lidar com as situações desagradáveis da vida.
A programação está voltada para a ilusão.
Ilusão de que somos especiais.
Ilusão de que somos superiores.
Ilusão de que não merecemos sofrer.
Ilusão de que estamos certos.
Ilusão de que somos bons.
Ilusão de que os outros são nossos servos.
Ilusão de que as pessoas mudam.
Ilusão de que ninguém mente.
Ilusão de que teremos mais uma chance de vida, além dessa.
Ilusão de que estamos sozinhos nesse Universo.
Ilusão de que não podemos morrer no segundo seguinte.
Ilusão de que alguém lê um blog inútil e leva em consideração ideias ruins como essa escrita.
Ilusão de que não somos um bando de idiotas.
O Inimigo - Pitty
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O catavento
Engraçado como um objeto simples, praticamente gratuito e "infantil" pode fazer tanta diferença na vida de uma pessoa. Ou mais precisamente na noite.
Durante todo o dia vários temas importantes e negativos têm sido cogitados a serem expostos nessa página em branco que sempre está a espera de palavras, sentimentos e experiências.
Os dois religiosos que passaram, entregaram um folheto, disseram "Jesus te ama" e saíram criticando um "Thank you". As pessoas que acham que sabem tudo sobre a vida e Marx e acabam sendo sempre inconvenientes e estressantes. Os hipócritas que pregam algo e praticam o contrário. A solidão causada por falta daquele amor irritante que faz as pessoas perderem seus cérebros.
Tudo isso se misturava, tornando difícil a definição de algo a ser dito. Algo a ser desabafado. E de repente um objeto de cor azul chama toda a atenção durante o início de madrugada. (Não. Não é um vibrador azul.)
Você sopra, ele se move e nas fotos fica semelhante a uma flor.
Bonito, simples, divertido e adorável se você tem amor nas coisas simples da vida.
Um catavento.
Mais Of Moons, Birds & Monsters tocando nos fones de ouvido.
E mais chiclete também.
Essa foi a receita para a cura de todos os sentimentos negativos do momento. Toda a repulsa pela humanidade sumiu enquanto a música tocava, o chiclete era mascado e o catavento se movia devido ao sopro.
A zona de conforto finalmente foi compreendida e curtida devidamente.
Não é muito mais fácil ficar trancado dentro de seu quarto com várias porcarias pra comer, o som que aprecia e um catavento?
A vida é tão mais bela quando são praticadas as tais atitudes infantis.
Isso! As tais atitudes simples, cheias de alegria e sem muitas decepções. Além de claro, sem ninguém cobrando coisas de você.
Realmente. Viver assim é muito bom, mas logo vem o sono.
Dormir, acordar, sair de casa, se deparar com outros seres humanos, odiar esses seres humanos e todos os outros, voltar para casa, assistir séries estadunidenses e ser infeliz. Sem ninguém, além do catavento.
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Ana Carolina e ET's. Tecnologia do Blogger.




