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Entre le royaume des vivants et des morts


Meses sombrios de falta em fartura,
vice-versa talvez,
em que as dores foram agudas
expostas pela palidez
do rosto;
da boca;
dos olhos;
do corpo todo de uma vez.

Das vontades também
Essas últimas que
por sua vez
foram sumindo a cada cólica
Pontada à pontada
Sofrimento à sofrimento
Derrota à derrota
Cheguei ao estado de
[quase morta]

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Sem nervosismo, meus caros!
A morte sempre é encarada como momento de tristeza, sofrimento e até mesmo interrupção, inconstância. Todavia, na verdade é o oposto de tudo isso.
Não que a morte signifique alegria e exaltação, mas sim um grande nada que pode ser até confortável se não existe uma relutância interna em sentir neutralidade perante a todos os acontecimentos e sentimentos que a vida constantemente nos traz.
A ansiedade, a doença, a demissão, a falta de dinheiro, a ofensa, a baixa autoestima, as derrotas, os fins, as relações conturbadas, a alegria alheia, o estresse cotidiano, a pressão externa, o golpe, as desigualdades, as brigas, as mudanças, as perspectivas, enfim, o tudo agora produz nada.
Confesso que sinto falta do nervosismo exacerbado, das lágrimas perante o belo e o horrível, da necessidade de jogar pra fora tudo que há em mim através da escrita, do querer. Eu quero querer!
O querer querer é tão grande que tento tirar algo para traduzir em palavras enquanto o meu corpo me avisa que há algo de errado por meio da dor que suporto sem muita dificuldade pelo fato de não haver nada além de um mero incômodo físico, como de costume.
E é com grande pesar que finalizo o único pseudo texto que, com muito esforço, escrevo após quase um ano sem elaborar nada neste adorável espaço.
A dor não é tão forte a ponto de me fazer sentir algo para vomitar aqui.


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