Bom, esse texto vai ser extremamente grande e diferente de todos aqueles que já postei nesse blog e é o único que eu gostaria que fosse lido por muitas pessoas. Muitas pessoas mesmo, porque é um assunto bastante relevante para todos, ao contrário dos outros textos que aqui se encontram. Além disso, é um assunto bem importante para mim e trata de um período significativo da minha vida, no qual a epilepsia "definiu" muitos dos rumos que acabei tomando. Sei lá.
Então, já deixando claro, primeiramente eu vou contar rapidamente, eu espero, minha experiência com a epilepsia e depois tem uma matéria de um site que foi feito especialmente para o Dia Nacional e Latino-americano da Conscientização sobre a Epilepsia, assim como esse meu depoimento.
Ah, queria pontuar que isso não é de interesse somente de quem tem epilepsia, porque por mais que os sofrimentos atinjam diretamente a pessoa que a "possui", é algo que acaba afetando todos aqueles que rodeiam essa pessoa, afinal, quando alguém tem alguma crise epilética perto de você, com certeza isso vai te atingir de algum modo e você vai ter que ajudar essa pessoa, querendo ou não. E para isso, informações não são dispensáveis de maneira alguma.
Então, já deixando claro, primeiramente eu vou contar rapidamente, eu espero, minha experiência com a epilepsia e depois tem uma matéria de um site que foi feito especialmente para o Dia Nacional e Latino-americano da Conscientização sobre a Epilepsia, assim como esse meu depoimento.
Ah, queria pontuar que isso não é de interesse somente de quem tem epilepsia, porque por mais que os sofrimentos atinjam diretamente a pessoa que a "possui", é algo que acaba afetando todos aqueles que rodeiam essa pessoa, afinal, quando alguém tem alguma crise epilética perto de você, com certeza isso vai te atingir de algum modo e você vai ter que ajudar essa pessoa, querendo ou não. E para isso, informações não são dispensáveis de maneira alguma.
Well, tudo que estou falando é baseado nas informações que minha mãe me deu e nas minhas poucas lembranças sobre o período que tive "fortes" crises epiléticas e me tratei.
Segundo ela, eu tinha epilepsia desde bebê, mas ninguém sabia porque nenhum médico observou alguma crise em mim, já que elas eram bem sutis.
A primeira crise mais notável que tive foi na escola, em 2002 eu acho, na frente de outras crianças e professoras. Sortuda eu, não?!
Bom, esse é o dia que eu mais me recordo, então vou contar todos os detalhes que guardo até hoje comigo.
Eu lembro que a sala estava numa tremenda bagunça, e todas os meus coleguinhas (wtf) da época falavam muito alto e então minha cabeça começou a doer bastante.
Olhei para trás para falar para minha amiga naquela época e minha visão já começou a ficar meio desconexa. Quando virei para frente, nada. Apaguei totalmente.
Só explicando, eu não tinha convulsão forte, aquelas que fazem as pessoas caírem e tal, as crises que eu tive nesse tempo eram perdas de consciência e enrijecimento do corpo, sendo que na maioria das crises eu fiquei na mesma posição que estava quando ainda tinha consciência e uma vez eu perdi a consciência mas continuei me locomovendo. Enfim, voltando para a escola .. haushauah .. eu retomei minha consciência algumas vezes, mas mesmo assim não conseguia falar, nem me mover. E a consciência ia e voltava.
Um tempo depois que apaguei, lembro-me de ter retomado minha consciência e visto todos me olhando aterrorizados e ouvia também o desespero dos professores tentando evitar alguma complicação e depois me levando para casa, para que meus pais me levassem ao médico.
Eles me levaram e até lá eu já tinha melhorado, segundo minha mãe. O médico disse que era só por ter ficado muito tempo sem comer e me liberou sem grandes problemas.
Segundo ela, eu tinha epilepsia desde bebê, mas ninguém sabia porque nenhum médico observou alguma crise em mim, já que elas eram bem sutis.
A primeira crise mais notável que tive foi na escola, em 2002 eu acho, na frente de outras crianças e professoras. Sortuda eu, não?!
Bom, esse é o dia que eu mais me recordo, então vou contar todos os detalhes que guardo até hoje comigo.
Eu lembro que a sala estava numa tremenda bagunça, e todas os meus coleguinhas (wtf) da época falavam muito alto e então minha cabeça começou a doer bastante.
Olhei para trás para falar para minha amiga naquela época e minha visão já começou a ficar meio desconexa. Quando virei para frente, nada. Apaguei totalmente.
Só explicando, eu não tinha convulsão forte, aquelas que fazem as pessoas caírem e tal, as crises que eu tive nesse tempo eram perdas de consciência e enrijecimento do corpo, sendo que na maioria das crises eu fiquei na mesma posição que estava quando ainda tinha consciência e uma vez eu perdi a consciência mas continuei me locomovendo. Enfim, voltando para a escola .. haushauah .. eu retomei minha consciência algumas vezes, mas mesmo assim não conseguia falar, nem me mover. E a consciência ia e voltava.
Um tempo depois que apaguei, lembro-me de ter retomado minha consciência e visto todos me olhando aterrorizados e ouvia também o desespero dos professores tentando evitar alguma complicação e depois me levando para casa, para que meus pais me levassem ao médico.
Eles me levaram e até lá eu já tinha melhorado, segundo minha mãe. O médico disse que era só por ter ficado muito tempo sem comer e me liberou sem grandes problemas.
Mas não. Não era só isso. Depois dessa crise, eu fui tendo várias outras mais fortes do que essa primeira, porque nas outras vezes eu não retomava a consciência de maneira alguma durante a crise e muitas eu nem me lembro, porque eu "desligava" mesmo.
Uma vez eu tive uma dessas crises em casa, que se não me engano, foi a primeira que minha mãe presenciou de fato.
Ela tinha um salão de beleza no fundo de casa, então passava muito tempo lá e eu sozinha dentro de casa. Nesse dia eu cheguei e fui para dentro, para estudar (eu estudava nessa época) e depois quando ela entrou eu estava sentada na mesa, com o lápis na mão totalmente paralisada e com os olhos revirados, logo depois eu comecei a falar com uma voz grossa xingamentos em várias línguas diferentes, afinal, era o capeta. Brincadeira! Continuando, minha mãe se desesperou, chamou minha tia que morava perto de nós para ajudar ela e minha avó materna, que tinha epilepsia também, foi juntamente com minha tia e quando chegaram lá em casa todos começaram a chorar.. Oh, céus. Oh, vida. (só que não)
Informações inúteis a parte, dessa vez a crise foi realmente muito forte e eu tive que tomar gardenal (uhul, vida loka).
Uma vez eu tive uma dessas crises em casa, que se não me engano, foi a primeira que minha mãe presenciou de fato.
Ela tinha um salão de beleza no fundo de casa, então passava muito tempo lá e eu sozinha dentro de casa. Nesse dia eu cheguei e fui para dentro, para estudar (eu estudava nessa época) e depois quando ela entrou eu estava sentada na mesa, com o lápis na mão totalmente paralisada e com os olhos revirados, logo depois eu comecei a falar com uma voz grossa xingamentos em várias línguas diferentes, afinal, era o capeta. Brincadeira! Continuando, minha mãe se desesperou, chamou minha tia que morava perto de nós para ajudar ela e minha avó materna, que tinha epilepsia também, foi juntamente com minha tia e quando chegaram lá em casa todos começaram a chorar.. Oh, céus. Oh, vida. (só que não)
Informações inúteis a parte, dessa vez a crise foi realmente muito forte e eu tive que tomar gardenal (uhul, vida loka).
Depois disso eu fui fazer tratamento e tomei um remédio chamado tegretol, que era ruim demais, mas era divertido porque eu tomava com uma seringa.
Crianças serão sempre crianças haushauah ..
Mesmo tomando esse remédio eu continuei tendo crises, na casa dos outros aliás (que vergonha), então eu tive que tomar um remédio mais forte que era o Depakene.
A partir daí não tive mais crises e em 2006, eu acho, Deus me curou .. brincadeira ..
Então o tratamento teve seus efeitos e eu não tinha mais epilepsia, portanto poderia parar de tomar os remédios e cá estou eu até hoje de boas.
Crianças serão sempre crianças haushauah ..
Mesmo tomando esse remédio eu continuei tendo crises, na casa dos outros aliás (que vergonha), então eu tive que tomar um remédio mais forte que era o Depakene.
A partir daí não tive mais crises e em 2006, eu acho, Deus me curou .. brincadeira ..
Então o tratamento teve seus efeitos e eu não tinha mais epilepsia, portanto poderia parar de tomar os remédios e cá estou eu até hoje de boas.
Parece algo rápido e tranquilo, e para mim foi realmente bem tranquilo porque eu era uma criança e não tinha nem noção da proporção disso na minha vida e na vida dos meus pais. Na verdade eu achava isso muito legal, porque minhas dores de cabeça passavam com as crises e eu tinha uma pegadinha pronta pra fazer com minhas amigas. Mas na realidade, eu tinha horário pra tudo, por causa dos remédios, não podia ficar na rua por causa das crises e dormir na casa dos outros era impensável, então deu uma zuada na minha vida, querendo ou não.
Agora eu não tenho mais problemas com a epilepsia, mas muita gente tem e para o resto da vida, então seria meio egoísta da minha parte ignorar esse assunto que ainda é um tabu para as pessoas, porque muitas acham que é possessão demoníaca, como eu brinquei no meu depoimento, ou que você pode pegar epilepsia se chegar perto de alguém tendo uma crise, principalmente quando se trata de convulsão muito forte, que assusta muito as pessoas. E toda essa desinformação da sociedade prejudica MUITO quem tem epilepsia, porque há um preconceito enorme e muitas vezes por essa falta de informação, as pessoas com epilepsia não tem o tratamento que deveriam ter, agravando mais o problema, além de afetar as relações com outras pessoas, manutenção de emprego e estudos, etc.
Então, aproveitando essa data, gostaria de pedir à você, que aguentou ler isso tudo, que pelo menos não tenha preconceito conosco, pessoas epiléticas.
Eu não sou mais epilética, mas foda-se. Me coloco ao lado dos que ainda sofrem (ou não) com isso, porque eu já fui epilética e eu não vou deixar isso de lado. Não vou jogar parte da minha história para debaixo do tapete, porque eu não tenho vergonha alguma disso.
Portanto, relaxe que se alguém tiver uma crise perto de você, não é demônio algum e você não vai pegar.
Se isso chegar a acontecer, simplesmente ajude a pessoa, porque não há risco algum para você e não custa nada você parar e auxiliar alguém que está perdendo o controle de si mesmo por alguns instantes.
Acredite, é muito triste estar nessa sozinho.
Agora eu não tenho mais problemas com a epilepsia, mas muita gente tem e para o resto da vida, então seria meio egoísta da minha parte ignorar esse assunto que ainda é um tabu para as pessoas, porque muitas acham que é possessão demoníaca, como eu brinquei no meu depoimento, ou que você pode pegar epilepsia se chegar perto de alguém tendo uma crise, principalmente quando se trata de convulsão muito forte, que assusta muito as pessoas. E toda essa desinformação da sociedade prejudica MUITO quem tem epilepsia, porque há um preconceito enorme e muitas vezes por essa falta de informação, as pessoas com epilepsia não tem o tratamento que deveriam ter, agravando mais o problema, além de afetar as relações com outras pessoas, manutenção de emprego e estudos, etc.
Então, aproveitando essa data, gostaria de pedir à você, que aguentou ler isso tudo, que pelo menos não tenha preconceito conosco, pessoas epiléticas.
Eu não sou mais epilética, mas foda-se. Me coloco ao lado dos que ainda sofrem (ou não) com isso, porque eu já fui epilética e eu não vou deixar isso de lado. Não vou jogar parte da minha história para debaixo do tapete, porque eu não tenho vergonha alguma disso.
Portanto, relaxe que se alguém tiver uma crise perto de você, não é demônio algum e você não vai pegar.
Se isso chegar a acontecer, simplesmente ajude a pessoa, porque não há risco algum para você e não custa nada você parar e auxiliar alguém que está perdendo o controle de si mesmo por alguns instantes.
Acredite, é muito triste estar nessa sozinho.
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Matéria do Bem Paraná de hoje, com o título Um em cada 26 brasileiros teve, tem ou terá epilepsiaDoentes são vítimas de preconceito. Hoje é Dia Nacional da Conscientização sobre a Epilepsia
Uma em cada 26 pessoas já foi, é ou será acometida pela epilepsia. Embora seja possível controlar as crises em 70% dos casos, ao menos 40% desses pacientes, ou seja, 780 mil estão recebendo tratamento inadequado ou não recebem tratamento algum. O alerta é da Academia Brasileira de Neurologia. Para o Dia Nacional da Conscientização sobre a Epilepsia, hoje, será lançada uma campanha de conscientização com ações diversas, em diversos estados brasileiros.
As pessoas que convivem com a epilepsia muitas vezes são vítimas de preconceito e de exclusão social. Muitas se afastam do convívio com amigos e familiares, tem dificuldade de acesso à escola e ao mercado de trabalho. Segundo a Organização Mundial de Saúde 70 a 80% das pessoas com epilepsia poderiam apresentar condições de vida melhores se recebessem tratamento adequado. De acordo com o o médico do núcleo de doenças complexas da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Carlos Danton Machado, desmitificar a epilepsia por meio de informações corretas contribui para diminuir o preconceito sofrido pelo doente. A pessoa com epilepsia é perfeitamente capaz de levar vida normal: estudar, trabalhar, praticar esportes e conviver bem com todos.
“É importante esclarecer que o transtorno não é contagioso; a pessoa saudável não pega a doença tocando em uma pessoa em estado de crise. A doença também não é um tipo de loucura e muito menos possessão demoníaca. Muita gente ainda acredita nisso, o que é triste. Mitos como estes são preconceituosos e amplificam o sofrimento”, disse.
A epilepsia é caracterizada por crises repetidas, que não sejam causadas por intoxicação ou alterações no metabolismo. Possui causas variadas como: traumatismo craniano, tumores cerebrais, sequela de sofrimento fetal e infecção do sistema nervoso. Uma porcentagem muito pequena das epilepsias tem causa hereditária.
Cerca de 70% das pessoas com epilepsia levam vida normal tomando medicamentos. Os outros 30%, que não respondem bem ao tratamento farmacológico, podem ser submetidos à cirurgia ou a outros tratamentos.
Segundo Machado, conhecer o modo de manifestação da doença e saber lidar com ela sem preconceitos é a melhor maneira de garantir uma vida melhor e mais saudável.
“Diante de uma crise epilética é importante manter a calma. Posicione a pessoa de lado. Afaste os objetos que ofereçam risco. Não tente desenrolar a língua. Não coloque objetos na boca, não dê substâncias para cheirar nem dê líquidos para ela beber. Esfregar álcool, vinagre ou outras substâncias no corpo da pessoa também não são indicados. Se a crise durar mais que de 5 a 10 minutos, chame uma ambulância”, explica. O diagnóstico da epilepsia é simples e pode ser feito em uma entrevista com o médico. O tratamento também é simples e eficaz, e os medicamentos necessários estão disponíveis gratuitamente no SUS.
As pessoas que convivem com a epilepsia muitas vezes são vítimas de preconceito e de exclusão social. Muitas se afastam do convívio com amigos e familiares, tem dificuldade de acesso à escola e ao mercado de trabalho. Segundo a Organização Mundial de Saúde 70 a 80% das pessoas com epilepsia poderiam apresentar condições de vida melhores se recebessem tratamento adequado. De acordo com o o médico do núcleo de doenças complexas da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Carlos Danton Machado, desmitificar a epilepsia por meio de informações corretas contribui para diminuir o preconceito sofrido pelo doente. A pessoa com epilepsia é perfeitamente capaz de levar vida normal: estudar, trabalhar, praticar esportes e conviver bem com todos.
“É importante esclarecer que o transtorno não é contagioso; a pessoa saudável não pega a doença tocando em uma pessoa em estado de crise. A doença também não é um tipo de loucura e muito menos possessão demoníaca. Muita gente ainda acredita nisso, o que é triste. Mitos como estes são preconceituosos e amplificam o sofrimento”, disse.
A epilepsia é caracterizada por crises repetidas, que não sejam causadas por intoxicação ou alterações no metabolismo. Possui causas variadas como: traumatismo craniano, tumores cerebrais, sequela de sofrimento fetal e infecção do sistema nervoso. Uma porcentagem muito pequena das epilepsias tem causa hereditária.
Cerca de 70% das pessoas com epilepsia levam vida normal tomando medicamentos. Os outros 30%, que não respondem bem ao tratamento farmacológico, podem ser submetidos à cirurgia ou a outros tratamentos.
Segundo Machado, conhecer o modo de manifestação da doença e saber lidar com ela sem preconceitos é a melhor maneira de garantir uma vida melhor e mais saudável.
“Diante de uma crise epilética é importante manter a calma. Posicione a pessoa de lado. Afaste os objetos que ofereçam risco. Não tente desenrolar a língua. Não coloque objetos na boca, não dê substâncias para cheirar nem dê líquidos para ela beber. Esfregar álcool, vinagre ou outras substâncias no corpo da pessoa também não são indicados. Se a crise durar mais que de 5 a 10 minutos, chame uma ambulância”, explica. O diagnóstico da epilepsia é simples e pode ser feito em uma entrevista com o médico. O tratamento também é simples e eficaz, e os medicamentos necessários estão disponíveis gratuitamente no SUS.
O que fazer durante uma crise?
Fora do ambiente hospitalar o observador deve voltar a cabeça do paciente para o lado, se possível, sobre uma almofada ou travesseiro. Isso ajuda a proteger contra traumatismos na cabeça e também evitar que ocorra aspiração de alimentos, salivação ou vômitos para o pulmão. Não se deve tentar puxar a língua do paciente, pois o observador pode sofrer lesão grave da mão e neste tipo de crise, ao contrario dos desmaios, a língua costuma ficar em sua posição normal. Geralmente a crise dura alguns segundos a minutos e o paciente pode ser levado ao hospital com tranqüilidade, se a crise for inédita ou conforme orientação médica. Caso a crise dure mais que 5 minutos, deve-se levar o paciente imediatamente ao hospital, para que se possam usar medicamentos para abortar a crise.
Fora do ambiente hospitalar o observador deve voltar a cabeça do paciente para o lado, se possível, sobre uma almofada ou travesseiro. Isso ajuda a proteger contra traumatismos na cabeça e também evitar que ocorra aspiração de alimentos, salivação ou vômitos para o pulmão. Não se deve tentar puxar a língua do paciente, pois o observador pode sofrer lesão grave da mão e neste tipo de crise, ao contrario dos desmaios, a língua costuma ficar em sua posição normal. Geralmente a crise dura alguns segundos a minutos e o paciente pode ser levado ao hospital com tranqüilidade, se a crise for inédita ou conforme orientação médica. Caso a crise dure mais que 5 minutos, deve-se levar o paciente imediatamente ao hospital, para que se possam usar medicamentos para abortar a crise.
Sem tratamento, há danos irreversíveis
Se fica sem tratamento por muito tempo, o prejuízo é imenso para o indivíduo e para o Estado.
São questões que reforçar o fato de que, apesar de a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para portadores de epilepsia estar desenhada e implantada, ainda funciona de forma precária, assimétrica e desproporcional às necessidades dos pacientes. Os motivos são vários: o treinamento em epilepsia é insuficiente, o retorno às unidades de saúde é muito demorado, os Centros de Neurologia estão sobrecarregados (com recursos pessoais e diagnósticos insuficientes) e a comunidade não conhece bem a doença. Uma das soluções capazes controlar as crises epilépticas em 50% dos pacientes com epilepsia é fazer este atendimento na rede básica de saúde.
Atualmente a ABN atua nesse sentido, participando da Comissão do Ministério da Saúde/OPAS para elaborar o Caderno de Ações Básicas de Saúde (CAB) em epilepsia para capacitar os profissionais que atuam neste nível de atendimento.
Se fica sem tratamento por muito tempo, o prejuízo é imenso para o indivíduo e para o Estado.
São questões que reforçar o fato de que, apesar de a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para portadores de epilepsia estar desenhada e implantada, ainda funciona de forma precária, assimétrica e desproporcional às necessidades dos pacientes. Os motivos são vários: o treinamento em epilepsia é insuficiente, o retorno às unidades de saúde é muito demorado, os Centros de Neurologia estão sobrecarregados (com recursos pessoais e diagnósticos insuficientes) e a comunidade não conhece bem a doença. Uma das soluções capazes controlar as crises epilépticas em 50% dos pacientes com epilepsia é fazer este atendimento na rede básica de saúde.
Atualmente a ABN atua nesse sentido, participando da Comissão do Ministério da Saúde/OPAS para elaborar o Caderno de Ações Básicas de Saúde (CAB) em epilepsia para capacitar os profissionais que atuam neste nível de atendimento.
Para a população em geral, o risco de ter epilepsia é de 1%
Para a população em geral o risco de ter epilepsia é de 1%. Se um dos pais apresentar a doença, esse risco aumenta para 2 a 4 %. Porém se os dois tiverem crises, o risco pode chegar a 30%. Já para irmão gêmeos, quando um deles tem crises epilépticas, o risco para o outro é de 10 a 20 % se não forem gêmeosidênticos é de 80% se forem idênticos.
O exame mais importante para o diagnóstico de epilepsia é o Eletroencefalograma (EEG), que pode ser realizado no intervalo ou durante as crises, quando então a chance de identificar o local e a causa do problema é bem maior. O EEG ajuda o médico na classificação do tipo de epilepsia, na escolha da medicação mais adequada, na definição do tempo de tratamento e na programação de outros exames complementares como, por exemplo, a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética que podem identificar lesões cerebrais e constatar a causa da epilepsia. Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por “sintomática”, ou seja, a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual a doença subjacente se manifestou; em 65% dos casos não se identifica nenhuma causa, é a epilepsia “idiopática”.
A escolha da medicação antiepiléptica a ser utilizada é feita com base no tipo de crise apresentada pelo paciente e resultado dos exames complementares. 70% das pessoas com epilepsia têm as crises completamente controladas com esses medicamentos. E o primeiro passo para o controle adequado das crises é o uso coreto destas medicações, respeitando rigorosamente a orientação do médico quanto às doses e horários em que devem ser tomadas. Em geral a medicação deve ser usada por anos ou até o final da vida. Para os 30 % restantes que não controlam as crises com medicamentos, há alternativas, como o tratamento cirúrgico, que promove a remoção da parte do cérebro que dá origem à descargas elétricas que causam a crise. Em determinadas situações o médico pode recomendar a mudança no padrão alimentar, que pode levar a uma alteração no metabolismo do paciente, favorecendo o controle das crises.
Para a população em geral o risco de ter epilepsia é de 1%. Se um dos pais apresentar a doença, esse risco aumenta para 2 a 4 %. Porém se os dois tiverem crises, o risco pode chegar a 30%. Já para irmão gêmeos, quando um deles tem crises epilépticas, o risco para o outro é de 10 a 20 % se não forem gêmeosidênticos é de 80% se forem idênticos.
O exame mais importante para o diagnóstico de epilepsia é o Eletroencefalograma (EEG), que pode ser realizado no intervalo ou durante as crises, quando então a chance de identificar o local e a causa do problema é bem maior. O EEG ajuda o médico na classificação do tipo de epilepsia, na escolha da medicação mais adequada, na definição do tempo de tratamento e na programação de outros exames complementares como, por exemplo, a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética que podem identificar lesões cerebrais e constatar a causa da epilepsia. Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por “sintomática”, ou seja, a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual a doença subjacente se manifestou; em 65% dos casos não se identifica nenhuma causa, é a epilepsia “idiopática”.
A escolha da medicação antiepiléptica a ser utilizada é feita com base no tipo de crise apresentada pelo paciente e resultado dos exames complementares. 70% das pessoas com epilepsia têm as crises completamente controladas com esses medicamentos. E o primeiro passo para o controle adequado das crises é o uso coreto destas medicações, respeitando rigorosamente a orientação do médico quanto às doses e horários em que devem ser tomadas. Em geral a medicação deve ser usada por anos ou até o final da vida. Para os 30 % restantes que não controlam as crises com medicamentos, há alternativas, como o tratamento cirúrgico, que promove a remoção da parte do cérebro que dá origem à descargas elétricas que causam a crise. Em determinadas situações o médico pode recomendar a mudança no padrão alimentar, que pode levar a uma alteração no metabolismo do paciente, favorecendo o controle das crises.


