Mudou

Tcharam! O blog mudou!
Há muitos dias estou tentando mudar o design do blog, porém, como não tenho uma boa relação com o Blogger, essa mudança foi árdua. Troquei de template várias vezes, mudei o plano de funo umas quinhentas e resolvi até mesmo mudar o nome do blog e, assim, seu endereço.
Cheguei a pensar que teria que postar todos os textos antigos novamente, porque acabei fodendo com o blog lindamente. Mas sem problemas. Somente eu vi o que fiz com esse blog, afinal, quando notei que as minhas ideias não iam dar certo facilmente, privei o blog por um tempo.
Menos mal!
Enfim, a aparência do blog ficou menos juvenil, creio eu. Apesar de que ainda não encontrei um plano de fundo decente, mas como já me estressei bastante hoje procurando templates, editando o menos problemático que encontrei e testando várias imagens no background, acabei pegando a imagem menos irritante e pronto.

Bom, sobre o novo nome!
O que tenho a dizer é que não é novo, porque já tive um blog falido com o mesmo nome e como esse não é muito diferente, acho que não tenho problemas com azar mais.
É uma palavra só e bem simples, mas que tem muito sentido. Bom, na verdade tem o verdadeiro sentido do blog: algo desprezível, mesquinho, inútil.
Ah! As postagens devem continuar o mesmo lixo de sempre.
Talvez eu mude o meu modo de escrever. Talvez eu nem escreva ..
A preguiça decidirá!

Enfim, tudo devidamente explicado!
Terminemos então com a fonte do novo velho nome do blog e que me descreve tão bem.


Poema em linha reta


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.




Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)




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