Vocês criam um meio homicida de todo que nele habita
São milhares de anos ajeitando o solo para expulsar nós mesmos
Um ambiente inteiramente hostil
Desde pequena cercada pelo desagradável
com a potencialidade de sentir os extremos
Aquele que somente se externava no enrijecimento dos braços e das pernas
Na cegueira dos olhos e dos lábios
O sintoma é dizimado pelo controle diário
Frascos vermelhos, sabor de cereja, talvez
Porém o potencial continua
Evolui a cada novo acontecimento agregado à memória
Me engole
Te engole em mim
Estica, chacoalha, bagunça, alfineta, rasga
Sufoca!
E vem sufocando dia após dia até não dar mais
Tudo desmorona e pesa a mente
Não há para quem externar, pois todos já foram embora
Não há para onde externar, a não ser em tapas e puxões
Apenas há a descoberta de que as lágrimas, quando constantes
Ressecam as pálpebras.
E a solução? A solução é química
Made in Laboratório
Podem me bater agora
Eu só sinto sono
Paroxetina e Clonazepam
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Ana Carolina e ET's. Tecnologia do Blogger.


