Beira-mar

Sabe, amigo? Às vezes a vida faz isso mesmo. Fica pregando umas peças, te tapeando ao passar uma imagem de que agora vai! Tudo está aparentemente dando certo e vai continuar assim.
De repente parece que a gente finalmente soube escolher quem vale a pena colocar nas nossas vidas, ao invés de ir criando relações superestimadas que logo menos acabam nos deixando na mão. Do nada, nossos planos de carreira começam a finalmente fluir, seguir o caminho que sempre sonhamos e não mais que um ano e pouco já alcançaremos o patamar de sucesso desejado. E num toque de mágica, descobrimos que os problemas não são nada além de meros mal entendidos.
Mas todos esses sentimentos e essas ideias vão se desmanchando pouco a pouco, sozinhas, e não tem como arrumar a bagunça. Até mesmo porque é aí que se descobre que nem tudo depende de nós mesmos, ou de pensamentos positivos, ou quiçá de bondosos deuses.
A vida independe das nossas vontades, apenas do nosso respirar.
As escolhas, vontades e ações alheias independem dos nossos planejamentos mentais para acontecerem. Nem sempre essa é uma relação justa.
Na verdade, nem sempre é uma luta justa. E por mais que queiramos tonar tudo repleto de paz, amor e alegria, as guerras, o ódio e a tristeza vão chegar e bater em nossas portas. Se não abrirmos, vão entrar pela janela. Mais fortalecidos e prontos para destruir todo aquele sonho de areia que construímos à beira-mar.


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