O capital, o livre mercado, a burguesia, o Estado Neo-liberal, a oferta e a procura, a polícia, a igreja, Jesus, a família, os bons costumes, o patriarcalismo, o público masculino, o privado feminino, a hierarquia familiar, a crença imposta, os impostos, os parcelamentos, as lojas, os eletrônicos, a propaganda, o produto de limpeza ao lado da mulher e vice-versa, os padrões de beleza de mulher para mulher .., a programação, o jornal falsamente sincero, a novela inútil, o programa sensacionalista e anti-ateu, os horários políticos desiguais, a santa classe C protagonista, a trilha sonora animadora e anencéfala, o futebol mercadológico, o entretenimento, o falso lazer, o trabalho assassino, a carga horária massacrante, o salário sinônimo de migalha, a escravidão disfarçada, a vida de gado (proletário), a desmobilização sindical, a traição partidária, a estrela outrora vermelha e agora verde, amarela, sei lá; a falsa esquerda, o excesso de consumo, o endividamento, o sonho de ser burguês, a meta da fama imbecil, o ódio da própria classe, a falta de união, a extinção da saúde, SOS SUS, filas doloridas, o homicídio hospitalar, a benção benzetacil, os funcionários fantasmas, as licitações podres, o privado no público, o viaduto, o IPI reduzido, a passagem do ônibus alta, a super lotação incômoda, o trânsito lento, a violência entre condutores de automóveis, a matança dos lutadores sem terra, a falta de respeito com os índios, o estupro banalizado, a mulher culpabilizada pelo que sofre, o homossexual não livre, a falta de liberdade de escolher o gênero, o rosa para meninas, o azul para meninos, o álcool e os cigarros na venda da esquina, as outras drogas na mesma venda, os antidepressivos na drogaria do outro lado da rua e nas mãos das crianças, a solidão, as energias ruins reunidas em shows com narcóticos e estimulantes, as falsas amizades juvenis, o pseudo senso crítico, o novo fascismo, o sadismo, o egoísmo anti assistência social, o sonho de Ordem e Progresso, a canonização do trabalho assalariado, o endeusamento do dinheiro pseudo natural, o ódio religioso, a chacina dos jovens negros, as cotas para supostos cérebros iguais, a noção inocente de chances iguais, a faculdade dos brancos, a criminalização do Movimento Estudantil recém ressuscitado, a democracia capitalista existente somente em sonhos e discursos conservadores, o medo do socialismo, a luta individual e apenas proletária para se manter o sistema vigente, o desvio do trabalho, o apoio à morte disfarçado de luta em prol da vida, mão de obra em excesso, baixos salários, lucros desnecessários, a desnaturalização do natural, a naturalização das invenções humanas, o tratamento falso com o próximo, o jogo de interesses que não se prende nas relações de mercado, a ideia enraizada na sociedade moderna de sempre tirar lucro em qualquer relação que se tenha, o desrespeito com os outros seres humanos por suas vontades pessoais, a opressão sobre os pobres, negros, mulheres, homossexuais, transsexuais e sobre qualquer ser que se assuma como diferente da grande massa padronizada feito qualquer mercadoria produzida pelos trabalhadores que ainda, nesse sistema nojento e falsamente democrático, não são emancipados como seres humanos ..
Você escreve bem mais do que eu, bro. Mas o que vale é a paixão que se coloca nas palavras.
Abraço!



Belo post!
ResponderExcluirValeu, Mari!
ExcluirPano de Fundo da (Tréplica)
ResponderExcluirBlues da Piedade ( Cazuza )
Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
"Somos iguais em Desgraça."
ExcluirQue bela música, Marcos! o/
Olá, amiga!
ResponderExcluirVim aqui retribuir a tua visita e - Quanto honra! - deparo-me com uma frase minha... Muitíssimo obrigado, viu? É mesmo uma honra! Espero que seja do agrado dos teus leitores!
Quanto a este teu post, - Uau!!! - é simplesmente maravilhoso! Adorei! Sabe aqueles tapas na cara que nos faz bem levar? Foi exatamente o que eu senti ao ler. É forte, pungente e visceral! Maravilhoso! Parabéns! Não deixe nunca de escrever!
GK
Oi, terráqueo! Haha
ExcluirEntão, eu disse que eu teria que compartilhar aquela frase.
É genial!
E obrigada pelo elogio! Realmente, é muito gratificante ler esse tipo de coisa sobre o que escrevo. Obrigada pelo carinho e pela dica!
Abraço!