Há um universo reprimido em mim, em você, no seu vizinho, na sua professora e sem dúvidas naquela pessoa que o sorriso te faz sorrir.
Ah! Há também um universo reprimido naquele filho da puta, que você tanto odeia e deseja a morte.
Por mais sinceros que sejamos, sempre existe uma pequena desgraça própria que queremos esconder, fingir que não temos. Um exemplo claro é o pastor Marco Feliciano, que se diz um mensageiro de deus, mas na verdade, deve utilizar da religião apenas para benefício próprio. Ele também afirma não ser racista, mas convenhamos que algumas atitudes desse tal senhor afiram o contrário.
Um exemplo claro esse, mas nem sempre é.
Particularmente notei isso em alguns momentos particulares da minha vida.
São desculpas pedidas, declarações de amor inesperadas e alguns sumiços. Todos foram formas (formas foram?) falsas de se existir, ou mais especificamente, falsas maneiras de se agir, já que na verdade não havia sentimento de arrependimento, muito menos de amor e nem a coragem de se dizer o que quer.
Apontar toda essa mentira nas ações alheias é uma tarefa não muito complicada, também. As contradições estão aí para nos mostrar isso mesmo! O quão filho da puta o outro é, mas a questão sempre fica mais complexa quando a puta é a nossa mãe.
Não?
Passar dias, meses, anos, décadas; passar uma vida se passando por algo que no fundo não é, realmente, deve ser extremamente triste. A facilidade de não olhar para os seus próprios faz com que todos nós façamos essa burrice de tentar enganar nós mesmos, mas não tem como negar que isso não ajuda ninguém.
Por mais que os outros acreditem nessa sua mentira de existência, convenhamos, você não é aquilo que posa ser, então vamos lá! Vamos nos assumir!
Não acredito que exista algum mal nisso, afinal, só mudamos para melhor a partir do momento em que assumimos aquilo que fazíamos de "ruim".
Não tem porque fingir que não sente ódio, que ama alguém que na realidade não ama, que é forte sendo que na verdade é uma manteiga mole (entendedores entenderão).
Não adianta, caro ninguém. É inútil esconder toda a filha da putagem que existe em você, pois por mais que ninguém desconfie disso, o seu verdadeiro ser sabe de todos os medos e ações que você tenta esconder.
Então, por favor, leitor imaginário. Me ajude! Vamos sair do armário e vamos assumir tudo aquilo que existe em nós, mas que insistimos em esconder da sociedade que é tão podre quanto nós?
Eu estou saindo! Grito aos céus, hoje, dia 13 de Março de 2013 e afirmo que sou fraca.
Não. Não sou uma pessoa lá muito forte. Nem fisicamente e nem emocionalmente.
E que se for para o meu bem, como ser humano, que daqui algum tempo eu leia essa postagem ridícula e ria do que já fui e me orgulhe do que me tornei, assim como você, caso nada nos tire a vida nos dias que estão por vir.
Assuma o que você realmente é. Pegue o que for bom pra você e deixe o que te faz mal pra trás!
Saia do armário!
Saindo do armário
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Ana Carolina e ET's. Tecnologia do Blogger.



Infelizmente esse texto cai como uma luva na minha vida atual. Só que eu quero deixar de ser um filho da puta. Digamos que eu tenho um lado meio "sentimental", que procuro esconder com todos os meios que posso. Agressividade, isolamento, filhas da putagem são tentativas de escapes que não funcionam. Realmente é difícil você assumir que é um "personagem" (Eu no caso sou um personagem).É muito triste se passar por alguém que não é. Tentar fingir um ser de pedra, frio e indiferente só me fez sentir pior.
ResponderExcluirTudo que as vezes precisamos é de gritar, levar pra fora toda uma angustia que sentimos...
Tenho sim meus defeitos e minhas filhas da putagem naturais mas vi que de tanto tentar me diferenciar de uma sociedade falsa e hipócrita, me tornei um igual falso e hipócrita.
Não deixe de pensar que você é um filho da puta. Quando achar que não é, provavelmente, será mais filho da puta do que nunca.
ExcluirAssuma seus erros, aceite-se como um ser humano falho.
O que pode te fazer melhor como pessoa é o fato de ter consciência disso e tentar ao máximo mudar essas ações ruins, mesmo sabendo que a imperfeição faz parte do seu ser, assim como faz parte de todos nós.
Mas antes de tudo, para uma maior alegria particular: Saia do armário!
Viva a verdade. Pra mim, é isso que vale. Não sei pra você, né.
Flw, senhor anônimo. Volte sempre.
Paz!
Quem é você me responde quem sou eu ?
ResponderExcluirResponde?
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