
Às vezes, ao observar a humanidade surge uma vontade imensa de participar de tudo aquilo que soa comum e agradável às pessoas. Afinal, se todos parecem estar felizes e satisfeitos, o que temer? Não é?
Não.
Essas conversas comuns sobre assuntos banais realizadas em lugares repletos de outros seres humanos agindo exatamente do mesmo modo, consumindo os mesmos alimentos e quiçá usando as mesmas vestimentas. Essas conversas até tragáveis não possuem complexidade de pensamento algum.
E as reflexões?
Aliás, ninguém mais cria teorias de conspiração para dividir com os amigos e aprimorar essas mesmas teorias, sem ficar sempre seguindo tudo aquilo que lê por aí?
Crises do sistema, ataques terroristas, existência de seres superiores (vulgo: deuses), vida extraterrestre, aquecimento global, cotas raciais, transporte público, privacidade virtual, revoluções, drogas, sei lá.
É, página em branco. Eu tenho notado que estamos ficando cada vez mais próximos.
A humanidade me agrada menos segundo após segundo.
Os assuntos banais que esses imbecis não conseguem resolver sozinhos estão ficando mais intensos e constantes.
Ah! A necessidade de atenção anda grave.
A hipocrisia se alastra a cada nova ação.
Acho que não preciso citar a falsidade.
O endeusamento de seres inexistentes e também de sentimentos passageiros soa como natural para as pessoas ao invés de soar como ridículo.
Observando de longe é vista a imagem de um amontoado de crianças que não conseguem lidar com as situações desagradáveis da vida.
A programação está voltada para a ilusão.
Ilusão de que somos especiais.
Ilusão de que somos superiores.
Ilusão de que não merecemos sofrer.
Ilusão de que estamos certos.
Ilusão de que somos bons.
Ilusão de que os outros são nossos servos.
Ilusão de que as pessoas mudam.
Ilusão de que ninguém mente.
Ilusão de que teremos mais uma chance de vida, além dessa.
Ilusão de que estamos sozinhos nesse Universo.
Ilusão de que não podemos morrer no segundo seguinte.
Ilusão de que alguém lê um blog inútil e leva em consideração ideias ruins como essa escrita.
Ilusão de que não somos um bando de idiotas.
O Inimigo - Pitty
Mostrando postagens com marcador Videos/Músicas. Mostrar todas as postagens
Perdoai-me as ofensas
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcado como:
Adolescente,
Banal,
Blablabla,
Burrice,
Exagero,
Filha da putagem,
Humanidade,
Ibagens,
Insônia,
Madrugada,
Merda,
O inimigo,
Pitty,
Videos/Músicas
|
Comente
Hey, mãe! Eu tenho uma guitarra elétrica
Mãe, eu consegui um emprego!
Mãe, o emprego está uma merda, mas eu consegui que meu projeto de pesquisa fosse aprovado!
Mãe, minha bolsa PIBIC não caiu, mas ainda tenho uma grana.
Mãe, eu comprei meu ingresso para ver Yeah Yeah Yeahs e Red Hot Chili Peppers!
Mãe, minha sobrinha nasceu!
Mãe, eu consegui vender meu ingresso do RiR e pagar minhas contas!
Mãe, minha bolsa PIBIC caiu!
Mãe, a paixonite passou!
Mãe, eu engordei!
Mãe, meu cabelo está crescendo!
Mãe, eu perdi o show da Florence e do Offspring e chorei por isso, mas ok! Eu iria passar mal de tanto calor se tivesse ido!
Mãe, eu sonhei que estava dormindo ao dormir de verdade!
Mãe, eu estou fechando as notas da faculdade sem sofrimento!
Mãe, eu não estou mais chorando sem motivos!
Mãe, uma pessoa que eu não gosto me excluiu do Facebook e me tirou essa responsabilidade!
Mãe, eu estou tendo mais contato com amigos antigos e fazendo novas amizades (acho)!
Mãe, eu afirmei que sou ateísta e você não disse nada de ruim!
Mãe, eu estou sentindo uma leveza na minha vida sem explicação alguma!
Mãe, está calor e mesmo assim eu estou bem!
Mãe, eu estou conseguindo amarrar meu cabelo sem ele se soltar todo!
Mãe, eu vou fazer teatro!
Mãe, eu vou comprar uma bicicleta!
Mãe, eu vou buscar a felicidade!
Mãe, eu vou tentar não ofender mais as pessoas gratuitamente!
Mãe, eu vou tentar ser mais educada!
Mãe, eu vou tentar ressuscitar!
Mãe, te amo e vou ler isso pra você amanhã, pois agora você está dormindo.
Não sou tão ridícula ao ponto de mencionar você no meu blog e nem te mostrar.
Terra de Gigantes
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
I am one
Não garanto um texto bom, mas a necessidade de escrever aflorou nesse momento e lá vamos nós.
É extremamente interessante observar seus próprios defeitos, afinal, com isso você se conhece muito mais e a existência muitas vezes subjetiva demasiadamente acaba chegando um pouco mais perto de nossa compreensão. Mas de que adianta se a tentativa de melhora sobre esses "defeitos" não acontece? Muito pelo contrário, parece que eu, particularmente, notando minhas falhas como ser humano, acabo tornando elas cada vez mais fortes e, assim, me destruindo dia após dia de maneira mais incisiva.
Fora isso, essa compreensão sobre meus próprios defeitos não tem efeito algum no entendimento sobre as falhas alheias.
Não há mais igualdade e a irritabilidade com os "erros" dos outros aumenta sem controle algum.
Relações vão sendo dizimadas por mim e a solidão acaba ficando bem mais aceitável e agradável, sem ser tão temida como antigamente.
Não sei ao certo, mas parece que as pessoas se dão muito bem com a falsidade e suas decepções com outros seres humanos.
Elas simplesmente se igualam e está tudo certo.
Confesso que tentei, mas minhas sucessivas tentativas tem sido em vão.
Uma frase mal compreendida, uma mensagem ignorada, uma ocultação de verdade, uma mentira e pronto. As chances de eu voltar a ser uma pessoa legal com essa pessoa são muito poucas e raramente volto ao estágio anterior.
De repente acordo e o meu circulo de amigos está significantemente pequeno, enquanto o de pessoas filhas da puta está dando duas voltas ao redor do planeta, simplesmente porque elas não se importam com os erros alheios e porque sempre falam o que os seres humanos querem ouvir. Mas pensando bem, talvez esse não seja meu único problema.
Necessidade de manter a autodestruição sempre ativa talvez explique melhor, porém não adianta nada tanta explicação se não há mudança alguma.
Se você, caro ninguém, souber como mudar isso, aceito dicas.
Obrigada!
I'm in a race and it's killing time
I don't need yours I'll keep it with mine
Can't you see these skies are breaking?
Cos I'm in a race and I'm doing fine
Thank you
Two of a kind and no-one home
I'm in a crowd and I'm still alone
Can't you see these skies are breaking?
Cos one of a kind is all I own
I am one
I am
I am one
Não sei se já postei essa música aqui, mas enfim .. Foda-se.
É perfeita.
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Your Life Is a Lie
Liberdade é algo bem mais complexo do que imaginamos ser.
Parece ser tão simples, já que a palavra em si é usada de maneira banal sem nenhum tipo de reflexão e entendimento amplo sobre a mesma, porém, a cada dia e a cada descoberta compreendo que essa palavrinha tão amada por todos possui sentidos tão diversos e barreiras tão grandes para não existir de fato.
Já compreendi os entraves sobre a tal liberdade, como questões de gênero e diferenças de classe, mas não havia notado as diversas barreiras dela no cotidiano, em decisões sobre os rumos da vida, como por exemplo a profissão que cada um pretende seguir.
Obviamente que as questões que envolvem gênero e classe social influenciam nisso tudo, entretanto há algo mais. Algo maior que eu não consigo explicar em termos e nem sei se alguém consegue, mas se parece muito com a falta de auto conhecimento.
Observando escolhas incertas e decisivas, meus hábitos tediosos, minha falta de amigos, meus sorrisos desaparecidos, minhas noites acordadas e lacrimejantes, .. enfim! Observando tudo isso e mais alguns fatos que provocaram felicidade e excesso de falas, criou-se em minha mente um questionamento sobre as escolhas que fazemos na vida.
Será mesmo que escolhemos aquilo que nos deixa feliz ou somente aquilo que soa conveniente e confortante?
Se o irmão fez, o fulano, o vizinho, o ciclano, o amigo, o José ou até mesmo seu inimigo, não quer dizer que você queira fazer, oras!
Se a moda do momento é ser universitário, não quer dizer que isso seja o que você queira para sua vida. Talvez nem seja aquilo que você precise! Aliás, isso é bem provável.
A desculpa para tantas decisões que a sociedade toma para nossas próprias vidas, tirando assim nossa liberdade de SER, é de uma vida melhor; de um futuro próspero e assegurado.
Claro, isso tudo descartando a possibilidade de morrermos hoje engasgados com um pedaço de carne, ou atropelados na rua por um recém habilitado/bêbado/idoso quase cego!
Descartando também que há prosperidade em outros setores que não estão postos dentro das universidades do país. E também sem contar a felicidade que precisamos ter ao colocar em prática nossa profissão.
Somos tão desesperados em catar (sim, catar!) as primeiras oportunidades que surgem, que não pensamos se essas oportunidades são aquelas que nos deixam felizes com nós mesmos. Até fingimos que somos felizes com aquilo que acabamos "escolhendo". E depois nos dizemos livres ..
Não consigo ver a liberdade em um mundo em que criamos regras para tudo, até mesmo para o que vamos escolher para ser nossa profissão pelo resto da vida.
Vida essa que pode acabar no próximo minuto! Que fique claro.
É tudo tão corrido, prático, comprável e infeliz que não sobra tempo nas 24 horas do dia para pensarmos sobre o que é a vida, e qual o sentido da nossa.
Logo, os dias passam, os meses, os anos e as décadas e nossa existência termina sem sentido profundo algum, afinal, fizemos o que todos fizeram e assim nos tornamos parte de uma massa cega, surda e muda que só seguiu ordens invisíveis e imperceptíveis.
Não! Eu não quero isso, principalmente porque não creio em outras oportunidades.
E você?
Quer isso?
_
Título e imagem dessa música com esse clipe perfeito: Your Life Is A Lie - MGMT
Aliás, imagem foda pra caralho! HAUSHUAHUAHS
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Eyes are open and mouth cries
De uns tempos pra cá determinadas sensações têm se demonstrado mais fortes e constantes devido a vários fatores praticamente incontroláveis. Talvez pelo simples caminhar natural das coisas.
A introspecção é agora rotineira e acaba acontecendo sem autocontrole algum.
Pensamentos variados, perdidos à procura de algo, surgem a partir das 0h e vai até às 4h. Logo depois a sonolência, tão esperada sonolência, finalmente aparece aos poucos.
Em outros tempos isso seria mais torturante do que já é atualmente, já que a insônia é marcada principalmente pela solidão que se passa durante a madrugada em que os outros fazem uma das melhores ações nessa vida, que no caso é dormir. Dormir!
Sua vontade de fugir da realidade em sono simplesmente não acontece.
No começo é quase inofensivo, mas com o tempo e a insistência dessa pequena maldição, suas ideias acabam ficando meio foras de órbita e a tristeza toma posse de sua mente. Bom, pelo menos durante a consciente madrugada em frente ao tédio (notebook). Logo sua mente começa a buscar meios receitáveis de voltar ao cronograma diário antigo, mas a esperança de que tudo volte ao normal naturalmente é maior.
Enquanto isso não acontece, a tortura permanece e os pensamentos autodestrutivos não cessam em momento algum.
Insônia, de fato, enlouquece.
Concrete Walls - Fever Ray
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcado como:
Blablabla,
Fever Ray,
Ibagens,
Insônia,
Madrugada,
Masoquismo,
Videos/Músicas
|
Comente
Just do it 'cause you want it
Quase um mês se passou desde o último texto postado aqui neste blog.
Foram dias de milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo, porém, com o tédio presente em todos os momentos. Mudanças quase não aconteceram.
Eu poderia ter colocado em palavras as tensões sentidas durante os dias de eleição ou até mesmo a alegria de ter vencido parte dessa batalha. Escrever sobre a solidão, a falta de amigos e os sábados passados em casa também foram opções que surgiam em minha mente, mas logo eram descartadas por um sentimento de desgosto enorme em redigir algo para leitores inexistentes.
Entrevistas de emprego, discussões vistas, assembleias lotadas, desmobilização dos mobilizados, sentimentos de empatia transformados em ódio, gatos crescidos, analfabetismo funcional, senso comum, cortes de cabelo, alergia ..
São tantos temas sem importância alguma, já que tudo continua do mesmo modo. O máximo que tem se transformado, ou apenas meramente mudado, é a decadência das boas novas.
Por enquanto as coisas têm perdido a cor; a graça.
Sentir-se estagnado deprime e a busca por um novo sentido de vida grita cada vez mais alto nos ouvidos. Essa vontade de algo novo surge à partir do momento em que nota-se que ficar parado, se prendendo em outros seres humanos (que caminharão) não leva à nada além da tristeza em ver a vida passar diante dos olhos sem o mínimo pudor e sem preocupação alguma com aquilo que fica para trás, que no caso é você.
Ou será eu?
Ficaram na mente de algumas pessoas alguns shows, atos, beijos, festas e bebedeiras que eu não me propus a sentir e guardar comigo, e por isso a minha lista de experiências/sabedoria continua quase limpa; sem rabisco algum. E quando o segundo decênio de vida se aproxima, a ânsia de estar sempre escrevendo na tal lista aumenta e se torna quase uma necessidade básica da vida humana. Talvez realmente seja.
Chega!
Está na hora de se libertar de vários pesos e medos passados. Vida perfeita não existe!
Que mal tem retirar um pouco da excessiva importância de alguns aspectos da vida para distribuir para outros "setores" que não são menos importantes?
Que mal tem em tornar a vida cada vez mais completa e, assim, complexa?
Caminhos fáceis. Pra que?
Just Do It - Copacabana Club
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Seven devils in my house
Eu tenho a capacidade de me surpreender sempre com a hipocrisia humana. As pessoas sempre conseguem fazer com que eu tenha a certeza de que, realmente, não vi de tudo nessa vida.
Ajudar é, em suma, uma atitude que não deveria ser feita se o motivo maior seja alguma retribuição, porque logo se torna uma troca de favores, e não uma ação de ajuda, de auxilio. Acredito eu que quando se ajuda alguém, nem se pensa que está ajudando, apenas está se fazendo algo que seu "coração" pedia e que vá auxiliar o outro em determinada situação sem grandes problemas; sem grandes dúvidas, mas hoje eu vejo que o individualismo tem, diariamente, dizimado o real significado dessa ação.
As pessoas não têm a capacidade de fazer algo bom para os outros, simplesmente por fazer, sem muita complicação. Elas fazem algo visando o que você pode oferecer a elas. Elas procuram tirar lucro de você, mesmo que não sejam capitalistas explorando sua força de trabalho. Status, beijos descompromissados, trabalho gratuito, dinheiro .. enfim, as pessoas estão atrás de coisas que os outros seres humanos podem proporcionar através de uma "ajuda". Tudo passageiro, sem significado, sem sentido algum.
Os mesmos ainda se afirmam como os grandes bondosos e sábios que habitam na Terra, o que já tira pontos dos mesmos nos quesitos citados, afinal, quem possui o rei na barriga dificilmente notará seus próprios erros, acreditando cegamente que todas suas ações são boas, por mais podres que sejam.
Não adianta posar em fotos fazendo caridade, cantar palavras de amor ao seu "Deus" (que provavelmente nem existe), intitular-se como um incompreendido dentro de uma família louca, um opositor ao sistema, sendo que com o seu próximo, suas ações mais repulsivas são postas em prática sem o menor pudor; sem a menor preocupação com o sentido daquele que está tão mais próximo do que o suposto criador de tudo.
De que adianta falar de um capitalista sendo que se faz o mesmo com aqueles que estão ao seu redor, sugando tudo que pode dessas pessoas inocentes pra depois descartá-las como se fossem lixo?!
De que adianta criticar um homossexual por aquilo que ele faz em quatro paredes sendo que suas ações com um familiar não te faz um merecedor do céu que tanto nos prometem?!
Bom, para mim essas atitudes hipócritas só servem para piorarmos cada vez mais nosso sentimento de superioridade sobre os outros, agravando o individualismo e dificultando cada vez mais mobilizações por um mundo melhor, com mais paz, respeito e saúde. Se tratássemos os nossos próximos como tratamos os desconhecidos, talvez não estivéssemos dentro de um caos tão assustador.
Se sentíssemos as dores dos outros como sentimentos as nossas, lutando por melhorias com força e união, teríamos mesmo que aguentar tantas dificuldades que aguentamos dia após dia? Acredito que não.
O complicado é saber que dificilmente mudaremos essa nossa mentalidade hipócrita, afinal, somos seres humanos e naturalmente somos desgraçados, creio eu.
Seven Devils - Florence + The Machine
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcado como:
Abelhas,
Banal,
Blablabla,
Burrice,
Filha da putagem,
Florence,
Hipocrisia,
Pé,
Seven Devils,
Sono,
Videos/Músicas
|
Comente
Compro meia entrada para o dia 14!
Levantei já com aquilo fixado em minha mente. Enquanto me preparava para sair de casa e enfrentar alguns compromissos diários, pensava e repensava sobre como tudo se daria.
Cheguei no meu primeiro compromisso do dia, por sorte estava sozinha no mesmo e assim me isolei ainda mais da multidão e foquei minha mente na tela mágica. Logo recebi uma notícia que me tirou o chão, retirou da minha alma toda a alegria que esperava ter ao conquistar aquilo que queria tanto, pois as chances de conquista foram para 1%.
Fiquei desesperada, desanimada, mas em menos de cinco minutos recuperei a animação para obter o que desejava. Através de umas mensagens e um irmão de sangue e de alma consegui algo que era o básico para que meus desejos se tornassem reais.
A hora passava rápido, por mais que minha mente tentasse forçar ela passar lentamente. E o compromisso ficava lá, alheio a mim. O mundo continuou girando normalmente, porém eu mal vi o que acontecia já que eu me sentia fora do planeta Terra, fui parar em um universo completamente distante e irracional.
A hora passou rápido e chegou o momento. Minha ansiedade estava acompanhada somente da ansiedade de uma tal de Mariana. Ambas fixavam seus dedos na tecla que tem a função de atualizar a página por qual estamos navegando. Inocentes que somos, mal imaginávamos que um país inteiro nos acompanhava, repetindo nossas ações e nossos sentimentos.
Quando a corrida começou, minha alma saiu de mim e só voltou horas depois. Nada dava certo, nada carregava, nada era aceito, nada era ouvido ou visto.
Meus ouvidos foram tampados, meus olhos fixados na tal tela mágica e minha voz presa na garganta, só conseguiam sair os palavrões de minha boca.
Com os minutos correndo, minha revolta aumentava mais. Não suportava a ideia de ver meu sonho se vender para outros, enquanto eu e a tal Mariana ficávamos empacadas feito bois presos por uma porteira fechada.
Saí daquela fixação com a cabeça estourando para dar o mínimo de atenção aos outros compromissos que tinha marcado, e após um tempo de relaxamento, voltei ao ápice do desespero humano e como uma doente mental coloquei novamente meus olhos na frente do notebook sem me importar com nada que se passava ao meu lado.
Em meio a bagunça de números criada pela minha mente, de repente acertei e consegui.
O coração acelerou, as mãos tremeram e suaram, minha voz desafinou e a pupila dilatou-se.
Logo peguei o celular, liguei para a tal Mariana e me pus a tentar conseguir o sonho dela para ela também e mesmo com a ajuda de minha sofrida parceira de sala e através de umas dez tentativas, não fui capaz de conquistar dois sonhos com minhas mãos.
A adrenalina caiu e se tornou decepção; perdição, mas há ainda quatro meses cheios de chances de conquistar o outro sonho. Nada é impossível para aqueles que correm atrás.
Espero que não dê nada de errado com a minha conquista, que a tal Mariana também consiga o mesmo que eu e que conheçamos o Rio de Janeiro juntas, ao som de Raul Seixas (homenageado por outros), Capital Inicial, Offspring, Muse e Florence and The Machine.
Self esteem - The Offspring
Se quiser seguir o blog, tem um bagulho no fim da página pra isso.
Tem doido pra tudo mesmo.
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
O que você deseja eu tenho de soja
A dificuldade das pessoas em me agradar e a minha dificuldade em agradar outras pessoas é intrigante.
Há pouco tenho notado que algumas coisas que fiz com certas pessoas, sem maldade alguma, voltaram para mim através de outras pessoas, em outras situações, mas que me fizeram notar a semelhança e o lado ruim do que eu havia feito anteriormente.
Concluí que faço com os outros aquilo que não gosto que façam comigo.
Sou estressada, pseudo piadista, irônica, irritante, infantil, grossa, irresponsável, desleixada, interesseira, super crítica, mau humorada, exagerada, misantropa, apegada ..
Sou umas tantas coisas que eu não gosto nos outros. E por mais que eu queira agradar algumas pessoas que estão ao meu redor, eu não consigo controlar esse jeito espontaneamente chato que possuo.
Por mais que eu tente ser agradável, há aquelas ações que eu faço naturalmente e os outros odeiam. Assim como eu odeio quando os outros fazem isso, mas a intenção de agradar continua lá, mesmo que não tenha funcionado de maneira alguma.
Por mais que eu tente ser agradável, há aquelas ações que eu faço naturalmente e os outros odeiam. Assim como eu odeio quando os outros fazem isso, mas a intenção de agradar continua lá, mesmo que não tenha funcionado de maneira alguma.
Deixo, diariamente, uns compromissos para trás por diferentes questões que me desanimam de fazer os mesmos, porém quando se trata das minhas ações; do que faço com as mãos, com os pés, com minha voz (demasiadamente irritante), eu nunca controlo. Não ligo o que minha mente pretende fazer com o que meu corpo faz.
Às vezes acho que sou duas pessoas. Uma é a Ana que está na minha cabeça e a outra Ana, a mais filha da puta, é a que age. E essa dupla personalidade, se é que posso nomeá-la assim, volta e meia tem desagradado todos que estão em minha volta. Todos. Sem exceção.
É complicado agir por agir e ganhar uma reação do outro ser humano que não lhe agrada, assim como sua ação não agradou o outro. São nessas horas que o outro diz um BASTA para esse meu egoísmo que eu penso na quantidade de ações impensadas que já fiz sem ao menos pensar no sofrimento do outro ao receber esse presente da minha parte.
São nessas horas que desagrado o outro que penso o quanto já fiquei chateada com as ações alheias sem ao menos ter pensado no lado delas.
Afinal, por mais que você queira agradar alguém, geralmente essa pessoa ficará agradada somente com aquilo que ela quer dos outros. E dá para saber exatamente tudo o que o outro deseja e planeja para sua vida em sua mente?
Entretanto, fazer somente aquilo que se tem vontade também tem lá suas desgraças, porque você perde um pouco da visão sobre como suas ações atingem o outro e visa somente a sua satisfação com aquilo que faz ou deixa de fazer.
Adianta valorizar somente a sua própria alegria e esquecer de que não adianta conquistar sua alegria sem ter com quem compartilhar?
Mas mesmo assim, ainda acredito que não adianta nada reparar algumas ações nossas, porque creio que há aquilo que as pessoas gostam e aquilo que elas não gostam. Não existe meio termo, então por mais que você tente ser algo que não é, mas acredita que é o que a outra pessoa quer, não adiantará nada, porque será algo de soja e não vai agradar.
É por essas e outras que meus relacionamentos são falidos.
É por essas e outras que meus relacionamentos são falidos.
O Seu Tipo -
Filarmônica de Pasárgada
Não adianta camiseta do Che
E nem a barba que eu deixei de fazer
Nem mochilão do Chile até Machu Picchu
Eu nunca faço o seu tipo
Não adianta capa preta e coturno
Eu nunca faço o seu tipo
Não adianta capa preta e coturno
No cemitério piquinique noturno
Fazer terror de se mijar o Mogica
Eu nunca faço o seu tipo
Não adianta paletó e gravata
Mamãe madame nem papai magnata
Pagar a conta, abrir a porta do carro
Eu nunca faço o seu tipo
Não adianta roupa de naturista
Perambular pelada pela Paulista
O que você deseja eu tenho de soja
Eu nunca faço o seu tipo
Já bebi shampoo
Já nadei no Tietê
Apareço no Datena pra você ficar com pena
Só você que não me vê
Pelo nível do ibope
Haja blush, photoshop
Cê não quer me conhecer!
Nem precisava aplaudir no final,
Muito obrigada pelo apoio moral
Mas é que ele/a
Mas é que ele/a nunca veio num show
Já fui cover da Madonna, do Elvis e do Magal
Do Bruno e do Marrone, e do Mamonas, do Ramones
Da Sandy, do Sepultura, de Caetano e Raulzito
E eu nunca faço o seu tipo!
(Deus é mais. Que postagem mais sem pé nem cabeça.)
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
TDW
I Cut Like A Bufallo
- The Dead Weather
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Tão natural quanto a luz do dia
Dia 06 de Março de 2013, um dia triste.
No dia 05 o sentimento de perda já atordoava a minha mente e a mente de uma amiga minha por conta de certos acontecimentos. Notícias sobre a perda de um ente querido e a falta de notícias de uma outra pessoa chateavam nossos corações e entristecia nossa conversa pelo celular.
A tristeza, sem dúvidas, já pairava sobre nossas almas no mesmo momento.
Eu fui dormir com a mente focada em sentir e compreender o sentimento ruim que estava tentando ser visto por mim, trabalhado e assim pronto pra me permitir mais uma etapa de evolução.
Senti intensamente a tristeza da perda de algo, ainda indefinido, durante a madrugada. Dormi.
Acordei com essa tristeza correndo pelas minhas veias e vejo a notícia de que o Chorão morreu.
Putz! Toda a angústia que a perda causa foi sentida na hora que li a notícia e continua sendo.
Vi ir embora umas pequenas alegrias, esperanças, amores e um puta artista que tem seu nome cravado eternamente na trilha sonora da minha vida.
Todo esse sentimento de perda em apenas um dia é nada mais, nada menos do que FODA.
Eu, particularmente, me sinto perdida. São pequenas mudanças, que querendo ou não são intensas demais pra se encarar em um dia, juntamente com discussões familiares e cólica.
O ápice de alegria, de uma hora pra outra, virou o ápice da tristeza.
Insegurança
De fato, a palavra insegurança define brilhantemente todo e qualquer momento em que alguém perde algo.
Seja uma coisa, uma pessoa ou um sentimento. Sempre que se remove algo que era da sua rotina, por mais ruim que isso seja, há o estranhamento. O medo de enfrentar uma nova realidade.
Nada como sentir toda a insegurança e medo logo de uma vez, e da maneira mais intensa possível.
É nosso direito sentir muito pelas perdas que temos durante a vida. É nosso dever aprender com essas perdas e propor para nós mesmos novas maneiras de viver.
Continuar
Continuar é exatamente a mensagem que eu tomei pra mim mesma no último texto de merda que postei aqui, e cá estou eu, um dia depois, tendo a dificuldade de continuar após algumas pequenas perdas pessoais.
Definitivamente, isso não é nenhum pouco fácil, ainda mais quando você decide tocar na ferida logo de uma vez, sem tentar se enganar. É dolorido.
Perder é sofrido.
É incômodo ser retirado do mundo onde estava acostumado a viver, com as pessoas em seus devidos lugares e assim os sentimentos, para um lugar em que pequenas peças tenham trocado seus lugares.
As lembranças do que foi vivido e a tentativa de adaptação ao mundo novo são cargas difíceis de se carregar, mas extremamente necessárias para a nossa construção de paisagens novas e vivências diferentes.
Viver o igual jamais será possível e volta e meia eu tenho aprendido isso com minhas perdas.
Céu Azul - Charlie Brown Jr.
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Cólica
Eu vejo dores em você.
Pois é. Há alguns dias eu venho notado em algumas características muito próprias de alguns seres que eu me relaciono momentaneamente, e infelizmente ficou claro e óbvio a tristeza reprimida em cada um desses belos seres humanos perdidos em si mesmos.
Esse estado de espírito dessas pessoas é uma droga, de fato. Falo isso porque já passei por isso e sei bem como o sentimento de "centro do universo" fode com as nossas relações com outros seres humanos.
Os relacionamentos mal resolvidos com ex-namoradxs, ex-amigxs e pais não permitem a evolução dessas pessoas e o que irrita é ver que elas não fazem absolutamente nada pra mudarem a situação delas. Muito pelo contrário, o que esses seres mais fazem é desfocar.
Desfocam a dor, a raiva, a mágoa, a saudade ..
Fazendo com que todos esses sentimentos negativos e antigos nunca se soltem delas.
O pior de tudo é que eu me encontro no meio dessas pessoas, mesmo já tendo passado por isso e aprendido a ver essas decepções diárias de outras maneiras.
Minha mente anseia por relações claras, sinceras, divertidas, leves e evoluídas, mas por alguma razão ainda incompreendida por mim, eu não consigo alcançar pessoas que possam me proporcionar esse estilo de relacionamentos. Ainda vivo diariamente com seres perdidos em suas angústias, presos em mentiras e falta de coragem.
Ainda apanho diariamente dessas pessoas que por estarem perdidas, agem em prol dessa busca desgovernada de um caminho menos sofrido pra elas e acabam se decepcionando e me decepcionando, porque relações criadas pra tamparem uma dor antiga e mal enfrentada nunca vão dar certo. Nunca!
É realmente desanimador abrir seus olhos para novos horizontes e não ver isso em alguns seres que são tão belos e poderiam ter muito mais a oferecer ao próximo ao evoluírem suas mentes e saírem do estado de dor em que insistem em ficar.
Maldito sufoco que sinto em estar em meio a relações mal resolvidas que só são tão mal resolvidas assim pelo fato de algumas pessoas não conseguirem falar o que querem.
A angústia delas ao fazerem milhares de coisas que não agradam elas de maneira alguma chega em mim de tão forte que é. Eu que não tenho absolutamente nada a ver e mal conheço esses seres, consigo sentir a dor delas de longe e consigo ficar angustiada com isso. O que me faz lembrar que eu não posso ficar presa nas pessoas e em suas dúvidas.
Preciso continuar caminhando e que sigam-me os bons. Aqueles que não sentem vontade de estarem presentes de maneira completa comigo, que falem.
Vamos todos nos resolver. Com nós mesmos, com ex-namoradxs, ex-amigxs e nossos pais.
Vamos viver intensamente, mesmo que seja passando a tarde deitados no sofá vendo novela mexicana.
Vamos declarar nosso amor e nossa falta de amor. O que há demais em fazer isso?
Vamos nos assumir. Não tem porque querer sumir, certo?
Let it Fall - Lykke Li
So I weep
And I won't stop until my tears are all shed .. ♫
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Jai Gurudev
O caminho que temos que atravessar para chegar ao ápice de autoconhecimento e paz que podemos conseguir durante essa vida é árduo. Creio que nunca tive a noção disso como hoje.
É estranho acordar em paz, de bem com a vida, mas ter pequenas decepções ao longo do dia que te levam à um lugar que você não imaginaria estar quando abriu os olhos pela manhã.
O tal lugar é um repleto de certezas e dúvidas, paz e angústia, felicidade e tristeza. É um lugar de enfrentamento e mudanças.
A insegurança inexplicável e suas consequentes lágrimas não são mais surpresas para mim, mas o sentimento continua aqui, vivo. Então, definitivamente, não basta tentar raciocinar sobre tudo que ocorre comigo, passa comigo, passa em mim, me atravessa e me muda. Não muda nada ficar fixado em um modo de raciocinar sobre as coisas sem sentir elas, afinal, a compreensão vem naturalmente com os devidos sentimentos escorrendo pelas nossas veias.
Nada como estar no centro desse motim de sentimentos incertos. Isso me faz muito bem, já que aquilo que deve ficar para trás, ficará justamente quando esse momento chega e minha alma permeia por outros caminhos. Caminhos esses muito mais altos e sensíveis.
A despedida é uma dádiva, de fato. Pois é com a partida do que é ultrapassado em minha vida que eu posso prosseguir e assim evoluir.
É bom acreditar nesse lado mais belo e pacífico da vida e dos sofrimentos que passamos, espero do fundo da alma carregar essas crenças e compreensões para o resto da vida. Elas elevam a força, a paz e o amor que há dentro de mim e de todas as criaturas e não se baseiam em idolatria sobre ideias alheias, mas sim autocompreensão.
Desejo que continuemos então a viver a felicidade, a tristeza, a raiva, a paz, a insegurança, a confiança, a solidão, a harmonia, o ódio e a aceitação ..
Enfim, vamos viver a vida, caro leitor imaginário.
A paz infinita está no fim do caminho.
Mantra - Nando Reis
By Your Grace/Jai Gurudev - Krishna Das
Glórias do Divino - Prem Baba
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
O machismo agônico do dia
É incrível como em um dia qualquer o mundo resolve lhe mostrar uma mensagem desde a hora que acorda até a hora que vai dormir. É preciso estar sempre atento para notar as mensagens que recebemos dia após dia.
Hoje a mensagem que recebi foi de como o ser humano do sexo feminino tem uma predisposição social (se é que isso existe) para servir as vontades dos seres humanos do sexo masculino.
Desde a novela com mensagens subliminares machistas, a caminhada pela rua com olhares descarados e assovios desrespeitosos, até a situação em que sou cobrada por falar com mais de um homem, mesmo que eu não esteja falando nada além do que bons amigos falam.
Enfim, vivi finalmente em um mundo onde o machismo reina nos quatro cantos.
Eu me reconheci, como mulher, sendo nada além de um objeto medíocre para a sociedade.
Voltemos para dois fatos dos que citei anteriormente.
Primeiro, a caminhada constrangedora pelas ruas da cidade de Franca depois das 19h.
Como podem olhar de uma maneira repulsiva uma mulher, maior de idade, mas que aparenta ser uma mera adolescente?
Obviamente que os homens que me encararam, assoviaram e buzinaram não possuíam minha identidade em mãos para saber que eu tenho 18 anos.
Já passei por mais de dez situações em que as pessoas me questionavam se eu tinha mesmo a idade que tenho, então é complicado acreditar na ideia de que os homens que estavam nas ruas mexiam comigo com a consciência de que sou maior de idade.
Um ano a mais, ou a menos não tira o constrangimento que toma o nosso corpo e nossa mente ao passar por esse tipo de situação.
Uma garota de 13 anos e uma mulher de 30 sentem o mesmo ao passarem por esse tipo de situação que parece ser natural até hoje.
É agônico. Nos deixa intimidadas, sem braços, pernas, ou língua para revidar tamanha invasão e desrespeito.
Não bastasse esse fato, ainda como mulher, tenho que aguentar os questionamentos sobre a minha simples vontade de conversar com pessoas, sem segundas intenções e sem preocupações sobre o que escondem suas roupas debaixo.
É complicado querer manter diálogo sobre filmes, músicas, política e afins com mais de um ser humano, que tem o sexo definido como "masculino" na sua carteira de identidade, sem parecer que está se envolvendo intimamente com todos.
É desanimador ver como homens podem andar nas ruas normalmente, mesmo sem camiseta, sem serem desrespeitados. Mais desanimador ainda é ver que eles podem e devem conversar com várias mulheres, até mesmo com intenções mais intensas, e nós mulheres ainda temos que nos reservar a nossa missão de servir esses seres humanos, que só por serem homens parecem possuir mais privilégios nos seus relacionamentos, nas ruas, nos trabalhos e em qualquer espaço que a Terra abriga.
Os movimentos conservadores, os revolucionários, a casa em que eu amo viver, a faculdade em que eu estudo, o Facebook que leio diariamente, a televisão que assisto, os amigos que tenho, o mundo em que vivo ..Todos cheios de sexismo.
Ainda há a ideia maçante de que homens são melhores que mulheres ou as mulheres são melhores que os homens.
Por que nunca podem ser iguais?
Por que o respeito pelas pessoas não pode ser o mesmo, independentemente de sexo, de cor, de classe social, de crença e de não crença?
Me digam!
ps: Isso é um pedaço da minha revolta feminista. Sim! FEMINISTA!
O feminismo não se baseia só nessa postagem revoltada minha e não é machismo ao contrário.
Quer conhecer mais? Estude. Pesquise. Não se baseie em uma postagem pessoal, muito menos nas
atitudes sexistas de algumas pessoas que se intitulam "feministas" sendo que NÃO são.
Não julgue uma das maiores lutas por igualdade por um método simplista de observação.
Toda a sensação postada resumida em uma música, em uma palavra.
Agônico - Zé Ramalho
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Baby, did your forget to take your meds?
O pequeno surto de "criatividade" que tive quando criei esse blog desapareceu lindamente.
Ou talvez eu tenha esgotado tal "criatividade" com apenas dois assuntos: Facebook e amor.
Mentira, os dois acontecimentos mais importantes foram: Facebook e prova de carro.
Aliás, a falta de acontecimentos em minha vida também tem uma grande parcela de culpa nesse enorme branco que me vem em mente quando penso em escrever uma postagem idiota no blog.
A preguiça que habita em mim desde 1994 também coopera para a atual situação do blog. Mesmo que não exista acontecimentos interessantes em minha vida, eu não tenho a capacidade de procurar absolutamente nada para falar sobre isso aqui. Nem tenho vontade.
Não tenho refletido sobre nada. Nem sobre o Facebook, nem sobre pessoas de merda, nem sobre filmes fodásticos que eu vejo, muito menos sobre A Usurpadora.
Enfim, é isso. Apenas isso.
Perdão, caro ninguém.
Meds - Placebo
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Are you steady now?
É estranho. Muito estranho.
Como as pessoas podem não fazer aquilo que eu gostaria que elas fizessem?
Como a vida pode não seguir o caminho que eu planejei para ela em minha mente?
Fere o nosso ego ver que as coisas não funcionam como gostaríamos. Dói ver que nosso roteiro, milimetricamente definido pelos nossos sonhos; pelas nossas vontades, não é utilizado por absolutamente ninguém que nos rodeia e muito menos pelo destino, caso ele realmente exista, tal como deus.
É realmente uma pena perceber que a vida não é um teatro de fantoches, no qual eu fico com o comando.
Seria uma maravilha para o comandante dessa patifaria, mas não para os comandados. E aí sim entra o paradoxo dessa postagem ruim e inútil.
Como uma pessoa que, supostamente, busca defender uma sociedade igualitária pode querer o comando da vida daqueles que participam de sua vida e assim a fazem ser uma vida de fato?
Como uma pessoa que defende a ideia de que cada um deve gostar daquilo que te faz bem e seguir seus sonhos, não compreende a ideia de uma pessoa próxima valorizar coisas que ela não valoriza?
Talvez seja a influência dos pais que sofreu durante alguns tantos anos de criação de personalidade, ou até mesmo do espírito de propriedade sobre qualquer coisa e pessoa que vem se espalhando além do sistema em si, chegando na alma de cada mísero ser humano que habita nesse vasto mundo.
Pode ser só sua essência, imutável, que clama por poder sobre a vida do outro, mas mesmo com qualquer possível explicação aqui citada, o paradoxo de liberdade e igualdade, porém com a continuação do termo propriedade que vai além de objetos, terras e afins.
Posse sobre as vontades do outro .. Que absurdo.
Me vejo como aqueles estúpidos que saem às ruas para protestarem contra o casamento homoafetivo, ou como aqueles (que podem ser os mesmos do caso anterior) que saem às ruas contra a legalização do aborto.
A imbecilidade é a mesma, mas graças a mim a autocrítica me permite mudança de opinião e atitude.
Steady as she goes - The Raconteurs
(nada a ver, mas é um vício novo)
(nada a ver, mas é um vício novo)
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Roda gigante
Cidadão Boilesen é um documentário extremamente esclarecedor e bem feito sobre o empresário dinamarquês e presidente da Ultragás, Henning Albert Boilesen, e sua participação direta na repressão ocorrida na época da ditadura militar no Brasil.
O documentário mostra claramente algo que não é muito comentado quando se fala sobre o regime militar no Brasil, que é a participação de grandes empresários na repressão com suas ajudas financeiras. Apesar de que Boilesen teve, segundo o documentário, uma participação mais intensa na repressão do que outros empresários: ele participava ativamente das sessões de tortura, além de trazer um instrumento de tortura de fora para ser utilizado na OBAN, principalmente, que foi batizado como Pianola Boilesen em sua homenagem.
Devido a sua participação intensa, que ia além do financiamento das torturas, Boilesen foi julgado e justiçado pelo MRT em conjunto da ALN no dia 15 de Abril de 1971.
O documentário em si não mostra somente a ligação de Henning Boilesen ao regime militar e as opressões, como também esclarece todo o contexto ideológico existente na época, onde qualquer um que se opunha à ditadura que havia sido instaurada no Brasil era considerado comunista e terrorista, em suma, um perigo à paz nacional, sendo que na verdade a paz foi tirada justamente pelo regime militar. Além de ser repleto de comentários de ex-militares, ex-militantes, jornalistas e pessoas ligadas ao Boilesen.
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Ana Carolina e ET's. Tecnologia do Blogger.





