Mostrando postagens com marcador MGMT. Mostrar todas as postagens
O catavento
Engraçado como um objeto simples, praticamente gratuito e "infantil" pode fazer tanta diferença na vida de uma pessoa. Ou mais precisamente na noite.
Durante todo o dia vários temas importantes e negativos têm sido cogitados a serem expostos nessa página em branco que sempre está a espera de palavras, sentimentos e experiências.
Os dois religiosos que passaram, entregaram um folheto, disseram "Jesus te ama" e saíram criticando um "Thank you". As pessoas que acham que sabem tudo sobre a vida e Marx e acabam sendo sempre inconvenientes e estressantes. Os hipócritas que pregam algo e praticam o contrário. A solidão causada por falta daquele amor irritante que faz as pessoas perderem seus cérebros.
Tudo isso se misturava, tornando difícil a definição de algo a ser dito. Algo a ser desabafado. E de repente um objeto de cor azul chama toda a atenção durante o início de madrugada. (Não. Não é um vibrador azul.)
Você sopra, ele se move e nas fotos fica semelhante a uma flor.
Bonito, simples, divertido e adorável se você tem amor nas coisas simples da vida.
Um catavento.
Mais Of Moons, Birds & Monsters tocando nos fones de ouvido.
E mais chiclete também.
Essa foi a receita para a cura de todos os sentimentos negativos do momento. Toda a repulsa pela humanidade sumiu enquanto a música tocava, o chiclete era mascado e o catavento se movia devido ao sopro.
A zona de conforto finalmente foi compreendida e curtida devidamente.
Não é muito mais fácil ficar trancado dentro de seu quarto com várias porcarias pra comer, o som que aprecia e um catavento?
A vida é tão mais bela quando são praticadas as tais atitudes infantis.
Isso! As tais atitudes simples, cheias de alegria e sem muitas decepções. Além de claro, sem ninguém cobrando coisas de você.
Realmente. Viver assim é muito bom, mas logo vem o sono.
Dormir, acordar, sair de casa, se deparar com outros seres humanos, odiar esses seres humanos e todos os outros, voltar para casa, assistir séries estadunidenses e ser infeliz. Sem ninguém, além do catavento.
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Your Life Is a Lie
Liberdade é algo bem mais complexo do que imaginamos ser.
Parece ser tão simples, já que a palavra em si é usada de maneira banal sem nenhum tipo de reflexão e entendimento amplo sobre a mesma, porém, a cada dia e a cada descoberta compreendo que essa palavrinha tão amada por todos possui sentidos tão diversos e barreiras tão grandes para não existir de fato.
Já compreendi os entraves sobre a tal liberdade, como questões de gênero e diferenças de classe, mas não havia notado as diversas barreiras dela no cotidiano, em decisões sobre os rumos da vida, como por exemplo a profissão que cada um pretende seguir.
Obviamente que as questões que envolvem gênero e classe social influenciam nisso tudo, entretanto há algo mais. Algo maior que eu não consigo explicar em termos e nem sei se alguém consegue, mas se parece muito com a falta de auto conhecimento.
Observando escolhas incertas e decisivas, meus hábitos tediosos, minha falta de amigos, meus sorrisos desaparecidos, minhas noites acordadas e lacrimejantes, .. enfim! Observando tudo isso e mais alguns fatos que provocaram felicidade e excesso de falas, criou-se em minha mente um questionamento sobre as escolhas que fazemos na vida.
Será mesmo que escolhemos aquilo que nos deixa feliz ou somente aquilo que soa conveniente e confortante?
Se o irmão fez, o fulano, o vizinho, o ciclano, o amigo, o José ou até mesmo seu inimigo, não quer dizer que você queira fazer, oras!
Se a moda do momento é ser universitário, não quer dizer que isso seja o que você queira para sua vida. Talvez nem seja aquilo que você precise! Aliás, isso é bem provável.
A desculpa para tantas decisões que a sociedade toma para nossas próprias vidas, tirando assim nossa liberdade de SER, é de uma vida melhor; de um futuro próspero e assegurado.
Claro, isso tudo descartando a possibilidade de morrermos hoje engasgados com um pedaço de carne, ou atropelados na rua por um recém habilitado/bêbado/idoso quase cego!
Descartando também que há prosperidade em outros setores que não estão postos dentro das universidades do país. E também sem contar a felicidade que precisamos ter ao colocar em prática nossa profissão.
Somos tão desesperados em catar (sim, catar!) as primeiras oportunidades que surgem, que não pensamos se essas oportunidades são aquelas que nos deixam felizes com nós mesmos. Até fingimos que somos felizes com aquilo que acabamos "escolhendo". E depois nos dizemos livres ..
Não consigo ver a liberdade em um mundo em que criamos regras para tudo, até mesmo para o que vamos escolher para ser nossa profissão pelo resto da vida.
Vida essa que pode acabar no próximo minuto! Que fique claro.
É tudo tão corrido, prático, comprável e infeliz que não sobra tempo nas 24 horas do dia para pensarmos sobre o que é a vida, e qual o sentido da nossa.
Logo, os dias passam, os meses, os anos e as décadas e nossa existência termina sem sentido profundo algum, afinal, fizemos o que todos fizeram e assim nos tornamos parte de uma massa cega, surda e muda que só seguiu ordens invisíveis e imperceptíveis.
Não! Eu não quero isso, principalmente porque não creio em outras oportunidades.
E você?
Quer isso?
_
Título e imagem dessa música com esse clipe perfeito: Your Life Is A Lie - MGMT
Aliás, imagem foda pra caralho! HAUSHUAHUAHS
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Ana Carolina e ET's. Tecnologia do Blogger.




