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Attack

O ser humano é ruim, meu amigo
A generalização é bem pior, porém
É!
O ser humano é ruim, em sua grande maioria.
Nesses ruins há a necessidade
De arruinar, ruir, roer, rasgar, retirar
Roubar a alegria alheia.
Invejar, talvez.
Como num filme, um se alimenta do outro
Não. Não digo de uma troca.
É roubo! Desigual.
Um sai mais jovial, alegre e poderoso
O outro sai desgastado, tristonho
Tamanha a fraqueza que quase não resta força
Força pra chorar. Nada além.

Tudo por baixo dos panos.
Os sorrisos aliviam os tapas
Um tênis aqui, um assunto puxado acolá 
Copos quebrados, recolados e com suas marcas
Marcas não empresariais, mas quase.
Marcas de dores, de cores.
Vermelho
O sangue que nos une a todo custo
Mas já basta!
Aquela velha história de defesa do bem estar
Amor ao próximo?
Não. E o conformismo acaba aqui
Assim como começa no outro lado da rua.



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Às vezes, olhando as postagens no blog, a personalidade de um dos escritores soa como depressiva, raivosa. Sei lá.
Houve sim certos momentos em que a depressão era como um arroz de festa na vida do mesmo, mas não mais.
Acredite. Há uma enorme vontade de expor em palavras a alegria, a paz, a falta de sofrimento exagerado que anda tão presente por aqui. Mas parece que não é necessário.
Essas coisas boas que acontecem, nós curtimos. Certo?
Ninguém morre engasgado com tanta belezura e leveza. Só com as dores.
Mas enfim .. Ainda aparecerá um texto feliz por aqui.
Acredite, sr ninguém!



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Bônus, pontos e cascas

Pobre daquele que não enxerga o valor das palavras
Numa Era vazia de tão cheia de sentimentos
O foco se vira para o subjetivo, por vezes irreal
enquanto o concreto e sincero passa desapercebido
e escorre pelas mãos.

Os clamores exigem falas e ações puramente sinceras
mas diante da conquista dita esperada o estranho ocorre
Logo surge a preferência pelo obsoleto, o estragado
Há a entrega voluntária para a armadilha
Armadilha de si mesmo.

Assim como o todo desnecessário se impõe sobre o natural
O singular reproduz a destruição do bem e do verdadeiro
Aquilo que preza o contrário não vende a alma ao diabo
Sem grandes surpresas pela partida
pois as palavras tanto expressam quanto alertam

Tristonho é o estado de quem encontra os 7 erros
Notar o discurso milimetricamente obedecido
sendo ignorado ou mal interpretado por aquele perdido
no labirinto dos ideais e manifestos passados e mal usados.
A questão não é o banal, mas sim o valor do que se fala.


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Não II

Não!

Eu não quero que fale comigo.
Não me ligue.
Não me chame para sair e beber.
Não me ofereça cigarros e caronas.
Não me inspire confiança e empatia. 
Não sorria para mim.
Não me abrace, nem me encoste. 
Não me elogie. 
Não me chame no chat do Facebook.
Não me converta. 
Não me cumprimente e muito menos pergunte como eu vou.
Não me peça informações. 
Não me dê responsabilidades.
Não mê defina.
Não me acorde.

Não tire a minha solidão de mim. 

Não exponha seus sentimentos para mim. 
Não exija nada de mim.
Não espere que eu me importe com você.
Não espere que eu tenha educação.
Não espere que eu tenha paciência com você.
Não espere que eu seja compreensiva ou até mesmo justa.
Não espere que eu espere você.

Não note minha existência. 
Obrigada. De nada. 



"You would sell your own mother out
And then betray your dead brother with another hypocritical kiss"
Jack White - Hypocritical Kiss



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Perdoai-me as ofensas








Às vezes, ao observar a humanidade surge uma vontade imensa de participar de tudo aquilo que soa comum e agradável às pessoas. Afinal, se todos parecem estar felizes e satisfeitos, o que temer? Não é?
Não.
Essas conversas comuns sobre assuntos banais realizadas em lugares repletos de outros seres humanos agindo exatamente do mesmo modo, consumindo os mesmos alimentos e quiçá usando as mesmas vestimentas. Essas conversas até tragáveis não possuem complexidade de pensamento algum.
E as reflexões?
Aliás, ninguém mais cria teorias de conspiração para dividir com os amigos e aprimorar essas mesmas teorias, sem ficar sempre seguindo tudo aquilo que lê por aí?
Crises do sistema, ataques terroristas, existência de seres superiores (vulgo: deuses), vida extraterrestre, aquecimento global, cotas raciais, transporte público, privacidade virtual, revoluções, drogas, sei lá.

É, página em branco. Eu tenho notado que estamos ficando cada vez mais próximos.
A humanidade me agrada menos segundo após segundo.
Os assuntos banais que esses imbecis não conseguem resolver sozinhos estão ficando mais intensos e constantes.
Ah! A necessidade de atenção anda grave.
A hipocrisia se alastra a cada nova ação.
Acho que não preciso citar a falsidade.
O endeusamento de seres inexistentes e também de sentimentos passageiros soa como natural para as pessoas ao invés de soar como ridículo.
Observando de longe é vista a imagem de um amontoado de crianças que não conseguem lidar com as situações desagradáveis da vida.

A programação está voltada para a ilusão.
Ilusão de que somos especiais.
Ilusão de que somos superiores.
Ilusão de que não merecemos sofrer.
Ilusão de que estamos certos.
Ilusão de que somos bons.
Ilusão de que os outros são nossos servos.
Ilusão de que as pessoas mudam.
Ilusão de que ninguém mente.
Ilusão de que teremos mais uma chance de vida, além dessa.
Ilusão de que estamos sozinhos nesse Universo.
Ilusão de que não podemos morrer no segundo seguinte.
Ilusão de que alguém lê um blog inútil e leva em consideração ideias ruins como essa escrita.
Ilusão de que não somos um bando de idiotas.


O Inimigo - Pitty


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O catavento


Engraçado como um objeto simples, praticamente gratuito e "infantil" pode fazer tanta diferença na vida de uma pessoa. Ou mais precisamente na noite.

Durante todo o dia vários temas importantes e negativos têm sido cogitados a serem expostos nessa página em branco que sempre está a espera de palavras, sentimentos e experiências.
Os dois religiosos que passaram, entregaram um folheto, disseram "Jesus te ama" e saíram criticando um "Thank you". As pessoas que acham que sabem tudo sobre a vida e Marx e acabam sendo sempre inconvenientes e estressantes. Os hipócritas que pregam algo e praticam o contrário. A solidão causada por falta daquele amor irritante que faz as pessoas perderem seus cérebros.
Tudo isso se misturava, tornando difícil a definição de algo a ser dito. Algo a ser desabafado. E de repente um objeto de cor azul chama toda a atenção durante o início de madrugada. (Não. Não é um vibrador azul.)

Você sopra, ele se move e nas fotos fica semelhante a uma flor.
Bonito, simples, divertido e adorável se você tem amor nas coisas simples da vida.
Um catavento.
Mais Of Moons, Birds & Monsters tocando nos fones de ouvido.
E mais chiclete também.
Essa foi a receita para a cura de todos os sentimentos negativos do momento. Toda a repulsa pela humanidade sumiu enquanto a música tocava, o chiclete era mascado e o catavento se movia devido ao sopro.
A zona de conforto finalmente foi compreendida e curtida devidamente.
Não é muito mais fácil ficar trancado dentro de seu quarto com várias porcarias pra comer, o som que aprecia e um catavento?
A vida é tão mais bela quando são praticadas as tais atitudes infantis.
Isso! As tais atitudes simples, cheias de alegria e sem muitas decepções. Além de claro, sem ninguém cobrando coisas de você.
Realmente. Viver assim é muito bom, mas logo vem o sono.
Dormir, acordar, sair de casa, se deparar com outros seres humanos, odiar esses seres humanos e todos os outros, voltar para casa, assistir séries estadunidenses e ser infeliz. Sem ninguém, além do catavento.


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Não

Não seja misantropo.
Não seja religioso.
Não seja ambicioso.
Não seja trapaceiro.
Não seja interesseiro.
Não seja vergonhoso.
Não seja orgulhoso.
Não seja imbecil.
Não seja infantil.
Não seja alienado.
Não fique calado!

Por favor!

Não demonstre ser algo aos outros sendo que você não é.
Não pense que é melhor alguém por algo insignificante que fez ou conquistou.
Não ache que pode humilhar alguém sem sofrer represálias.
Não fale que quer o bem de alguém, quando na verdade quer estragar a vida dessa pessoa.
Não saia falando para o mundo inteiro sobre pessoas que você mal conhece.
Não fique trancafiado dentro do seu quarto.
Não despreze os pequenos talentos das pessoas.
Não desconte todas suas frustrações em seu cabelo.
Não idealize alguém.
Não banque o amoroso com todos se não possui amor por todos, e muito menos se depois sai falando mal dessas pessoas.
Não chame alguém de chato só porque essa pessoa tomou atitudes iguais as suas.
Não pense que todos são seus servos, e que devem fazer tudo o que você manda.
Não odeie todo mundo.
Não fale que segue um ideal, sendo que suas ações mostram que você não faz isso.
Não mande recados e mensagens para alguém com o intuito de puxar assunto, sendo que anteriormente você foi um babaca ao extremo com essa pessoa.
Não ache que sua opinião, baseada em mero senso comum, é válida, apesar de estar ligeiramente correta.
Não manipule as pessoas.
Não omita informações.
Não seja grosseiro com o seu próximo.
Enfim, não coloque defeito em todo mundo o tempo todo, como eu faço.



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Hey, mãe! Eu tenho uma guitarra elétrica

Mãe, eu consegui um emprego!
Mãe, o emprego está uma merda, mas eu consegui que meu projeto de pesquisa fosse aprovado!
Mãe, minha bolsa PIBIC não caiu, mas ainda tenho uma grana.
Mãe, eu comprei meu ingresso para ver Yeah Yeah Yeahs e Red Hot Chili Peppers!
Mãe, minha sobrinha nasceu!
Mãe, eu consegui vender meu ingresso do RiR e pagar minhas contas!
Mãe, minha bolsa PIBIC caiu!
Mãe, a paixonite passou!
Mãe, eu engordei!
Mãe, meu cabelo está crescendo!
Mãe, eu perdi o show da Florence e do Offspring e chorei por isso, mas ok! Eu iria passar mal de tanto calor se tivesse ido!
Mãe, eu sonhei que estava dormindo ao dormir de verdade!
Mãe, eu estou fechando as notas da faculdade sem sofrimento!
Mãe, eu não estou mais chorando sem motivos!
Mãe, uma pessoa que eu não gosto me excluiu do Facebook e me tirou essa responsabilidade!
Mãe, eu estou tendo mais contato com amigos antigos e fazendo novas amizades (acho)!
Mãe, eu afirmei que sou ateísta e você não disse nada de ruim!
Mãe, eu estou sentindo uma leveza na minha vida sem explicação alguma!
Mãe, está calor e mesmo assim eu estou bem!
Mãe, eu estou conseguindo amarrar meu cabelo sem ele se soltar todo!
Mãe, eu vou fazer teatro!
Mãe, eu vou comprar uma bicicleta!
Mãe, eu vou buscar a felicidade!
Mãe, eu vou tentar não ofender mais as pessoas gratuitamente!
Mãe, eu vou tentar ser mais educada!
Mãe, eu vou tentar ressuscitar!
Mãe, te amo e vou ler isso pra você amanhã, pois agora você está dormindo.
Não sou tão ridícula ao ponto de mencionar você no meu blog e nem te mostrar.

Terra de Gigantes



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I am one

Não garanto um texto bom, mas a necessidade de escrever aflorou nesse momento e lá vamos nós.

É extremamente interessante observar seus próprios defeitos, afinal, com isso você se conhece muito mais e a existência muitas vezes subjetiva demasiadamente acaba chegando um pouco mais perto de nossa compreensão. Mas de que adianta se a tentativa de melhora sobre esses "defeitos" não acontece? Muito pelo contrário, parece que eu, particularmente, notando minhas falhas como ser humano, acabo tornando elas cada vez mais fortes e, assim, me destruindo dia após dia de maneira mais incisiva.
Fora isso, essa compreensão sobre meus próprios defeitos não tem efeito algum no entendimento sobre as falhas alheias.
Não há mais igualdade e a irritabilidade com os "erros" dos outros aumenta sem controle algum.
Relações vão sendo dizimadas por mim e a solidão acaba ficando bem mais aceitável e agradável, sem ser tão temida como antigamente.

Não sei ao certo, mas parece que as pessoas se dão muito bem com a falsidade e suas decepções com outros seres humanos.
Elas simplesmente se igualam e está tudo certo.
Confesso que tentei, mas minhas sucessivas tentativas tem sido em vão.
Uma frase mal compreendida, uma mensagem ignorada, uma ocultação de verdade, uma mentira e pronto. As chances de eu voltar a ser uma pessoa legal com essa pessoa são muito poucas e raramente volto ao estágio anterior.
De repente acordo e o meu circulo de amigos está significantemente pequeno, enquanto o de pessoas filhas da puta está dando duas voltas ao redor do planeta, simplesmente porque elas não se importam com os erros alheios e porque sempre falam o que os seres humanos querem ouvir. Mas pensando bem, talvez esse não seja meu único problema.
Necessidade de manter a autodestruição sempre ativa talvez explique melhor, porém não adianta nada tanta explicação se não há mudança alguma.
Se você, caro ninguém, souber como mudar isso, aceito dicas.
Obrigada!


I'm in a race and it's killing time
I don't need yours I'll keep it with mine
Can't you see these skies are breaking?
Cos I'm in a race and I'm doing fine
Thank you

Two of a kind and no-one home
I'm in a crowd and I'm still alone
Can't you see these skies are breaking?
Cos one of a kind is all I own

I am one
I am
I am one

Não sei se já postei essa música aqui, mas enfim .. Foda-se.
É perfeita.


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Não se importar


Já se foram os tempos em que a fuga era necessária e a inquietação dava-se por horas e em quase todos os dias.
As surpresas também cessaram, tornando cada novidade, por mais ruim que fosse, apenas uma nova informação acerca da vida inútil que temos.
Ah! Os grandes sentimentos se perderam no meio do caminho como um objeto qualquer; o qual solta suas peças e as deixa para trás, uma por uma, até que tudo se perca por aí.
Os assuntos importantes têm perdido seu valor na lista de prioridades e o Nada, que ainda não possui uma definição concreta, toma todo o espaço na existência gradativamente.
O passado não tem mais importância. Não há novo, portanto, não existe a previsão de um futuro.



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Your Life Is a Lie


Liberdade é algo bem mais complexo do que imaginamos ser.
Parece ser tão simples, já que a palavra em si é usada de maneira banal sem nenhum tipo de reflexão e entendimento amplo sobre a mesma, porém, a cada dia e a cada descoberta compreendo que essa palavrinha tão amada por todos possui sentidos tão diversos e barreiras tão grandes para não existir de fato.
Já compreendi os entraves sobre a tal liberdade, como questões de gênero e diferenças de classe, mas não havia notado as diversas barreiras dela no cotidiano, em decisões sobre os rumos da vida, como por exemplo a profissão que cada um pretende seguir.
Obviamente que as questões que envolvem gênero e classe social influenciam nisso tudo, entretanto há algo mais. Algo maior que eu não consigo explicar em termos e nem sei se alguém consegue, mas se parece muito com a falta de auto conhecimento.
Observando escolhas incertas e decisivas, meus hábitos tediosos, minha falta de amigos, meus sorrisos desaparecidos, minhas noites acordadas e lacrimejantes, .. enfim! Observando tudo isso e mais alguns fatos que provocaram felicidade e excesso de falas, criou-se em minha mente um questionamento sobre as escolhas que fazemos na vida.
Será mesmo que escolhemos aquilo que nos deixa feliz ou somente aquilo que soa conveniente e confortante? 
Se o irmão fez, o fulano, o vizinho, o ciclano, o amigo, o José ou até mesmo seu inimigo, não quer dizer que você queira fazer, oras!
Se a moda do momento é ser universitário, não quer dizer que isso seja o que você queira para sua vida. Talvez nem seja aquilo que você precise! Aliás, isso é bem provável.
A desculpa para tantas decisões que a sociedade toma para nossas próprias vidas, tirando assim nossa liberdade de SER, é de uma vida melhor; de um futuro próspero e assegurado.
Claro, isso tudo descartando a possibilidade de morrermos hoje engasgados com um pedaço de carne, ou atropelados na rua por um recém habilitado/bêbado/idoso quase cego!
Descartando também que há prosperidade em outros setores que não estão postos dentro das universidades do país. E também sem contar a felicidade que precisamos ter ao colocar em prática nossa profissão.
Somos tão desesperados em catar (sim, catar!) as primeiras oportunidades que surgem, que não pensamos se essas oportunidades são aquelas que nos deixam felizes com nós mesmos. Até fingimos que somos felizes com aquilo que acabamos "escolhendo". E depois nos dizemos livres ..
Não consigo ver a liberdade em um mundo em que criamos regras para tudo, até mesmo para o que vamos escolher para ser nossa profissão pelo resto da vida.
Vida essa que pode acabar no próximo minuto! Que fique claro.
É tudo tão corrido, prático, comprável e infeliz que não sobra tempo nas 24 horas do dia para pensarmos sobre o que é a vida, e qual o sentido da nossa.
Logo, os dias passam, os meses, os anos e as décadas e nossa existência termina sem sentido profundo algum, afinal, fizemos o que todos fizeram e assim nos tornamos parte de uma massa cega, surda e muda que só seguiu ordens invisíveis e imperceptíveis.
Não! Eu não quero isso, principalmente porque não creio em outras oportunidades.
E você?
Quer isso?



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Título e imagem dessa música com esse clipe perfeito: Your Life Is A Lie - MGMT
Aliás, imagem foda pra caralho! HAUSHUAHUAHS

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Coragem


Medo de dirigir, medo de parar, medo de adoecer, medo de curar, medo de acreditar, medo de duvidar, medo de confiar, medo de desconfiar, medo de depositar, medo de sacar, medo de expor, medo de esconder, medo expressar, medo de guardar, medo de falar, medo de ouvir, medo de avançar, medo de recuar, medo de cozinhar, medo de passar fome, medo de acender, medo de apagar, medo de sair, medo de ficar, medo de socializar, medo de anti socializar, medo de abrir, medo de fechar, medo de retrucar, medo de perdoar, medo de sorrir, medo de chorar, medo de vestir, medo de despir, medo de confirmar, medo de cancelar, medo de assistir, medo de ler, medo de observar, medo de ignorar, medo de comer, medo de vomitar, medo de hidratar, medo de coçar, medo de tratar, medo de automutilar, medo de roer, medo de lixar, medo de servir, medo de ordenar, medo de respeitar, medo de responder, medo de desativar, medo de postar, medo de inscrever, medo de deixar passar, medo de vender, medo de comprar, medo de viajar, medo de Franca, medo de trabalhar, medo de vadiar, medo de desenhar, medo de riscar, medo de injetar, medo de tomar (com um copo de água), medo de dormir, medo de acordar, medo de sorrir, medo de chorar, medo de amar,medo de odiar, medo de morrer, medo de viver.



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Eyes are open and mouth cries


De uns tempos pra cá determinadas sensações têm se demonstrado mais fortes e constantes devido a vários fatores praticamente incontroláveis. Talvez pelo simples caminhar natural das coisas.
A introspecção é agora rotineira e acaba acontecendo sem autocontrole algum.
Pensamentos variados, perdidos à procura de algo, surgem a partir das 0h e vai até às 4h. Logo depois a sonolência, tão esperada sonolência, finalmente aparece aos poucos.
Em outros tempos isso seria mais torturante do que já é atualmente, já que a insônia é marcada principalmente pela solidão que se passa durante a madrugada em que os outros fazem uma das melhores ações nessa vida, que no caso é dormir. Dormir!
Sua vontade de fugir da realidade em sono simplesmente não acontece.
No começo é quase inofensivo, mas com o tempo e a insistência dessa pequena maldição, suas ideias acabam ficando meio foras de órbita e a tristeza toma posse de sua mente. Bom, pelo menos durante a consciente madrugada em frente ao tédio (notebook). Logo sua mente começa a buscar meios receitáveis de voltar ao cronograma diário antigo, mas a esperança de que tudo volte ao normal naturalmente é maior.
Enquanto isso não acontece, a tortura permanece e os pensamentos autodestrutivos não cessam em momento algum.
Insônia, de fato, enlouquece.

Concrete Walls - Fever Ray



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Mudou

Tcharam! O blog mudou!
Há muitos dias estou tentando mudar o design do blog, porém, como não tenho uma boa relação com o Blogger, essa mudança foi árdua. Troquei de template várias vezes, mudei o plano de funo umas quinhentas e resolvi até mesmo mudar o nome do blog e, assim, seu endereço.
Cheguei a pensar que teria que postar todos os textos antigos novamente, porque acabei fodendo com o blog lindamente. Mas sem problemas. Somente eu vi o que fiz com esse blog, afinal, quando notei que as minhas ideias não iam dar certo facilmente, privei o blog por um tempo.
Menos mal!
Enfim, a aparência do blog ficou menos juvenil, creio eu. Apesar de que ainda não encontrei um plano de fundo decente, mas como já me estressei bastante hoje procurando templates, editando o menos problemático que encontrei e testando várias imagens no background, acabei pegando a imagem menos irritante e pronto.

Bom, sobre o novo nome!
O que tenho a dizer é que não é novo, porque já tive um blog falido com o mesmo nome e como esse não é muito diferente, acho que não tenho problemas com azar mais.
É uma palavra só e bem simples, mas que tem muito sentido. Bom, na verdade tem o verdadeiro sentido do blog: algo desprezível, mesquinho, inútil.
Ah! As postagens devem continuar o mesmo lixo de sempre.
Talvez eu mude o meu modo de escrever. Talvez eu nem escreva ..
A preguiça decidirá!

Enfim, tudo devidamente explicado!
Terminemos então com a fonte do novo velho nome do blog e que me descreve tão bem.


Poema em linha reta


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.




Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)




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Diário da renovação

Eu tenho preguiça. Muita preguiça.
O sono me envolve durante todo o dia e a vontade de redigir aqui os acontecimentos que não quero esquecer praticamente inexiste. Na realidade, inexiste completamente.
De repente a rotina mudou totalmente e eu ainda não consegui processar tal troca de realidade realizada por duas situações decisivas na minha vida, por enquanto. Tais acontecimentos são: o novo emprego e a viagem.
Em meio a correria da busca de documentos, entrevistas e montagem de bagagem para a ida à um congresso, minha consciência sobre o que acontecia já havia se perdido e somente agora tenho reconquistado parte da mesma.
Arrumei tudo e parti para Goiânia com a ânsia de participar ativamente da construção do movimento estudantil nacional. Perdi toda a alegria em participar do movimento.
Observei um sofrimento desnecessário em meio a festas e jovens despolitizados e desinteressados para com a realidade em que vivemos, e mesmo aqueles que notei algum tipo de vontade de mudar o caos em que vivemos, não consegui acreditar e prestigiar suas ações.
Festas, estádio, gritos e bebidas alcoólicas não representam absolutamente ninguém.
Voltei com novas certezas e um posicionamento mais crítico sobre aquilo que eu apoiava e seguia cegamente. Revi meus ideais perante ao contexto em que eu os colocava em prática e mudei. Felizmente mudei, e não somente nesse aspecto. Mudei minha rotina, afinal, começo agora a passar tardes fora de casa trabalhando.
Novas pessoas, novas conversas, novas informações e uma enxurrada de responsabilidades e copos de café.
Obrigada, Shiva! Uma nova rotina acontece juntamente com novas ideias. Isso é um novo universo em que habito, e essa renovação tem me proporcionado amor. Mais amor.
Aqueles ódios passados estão ficando definitivamente no passado, afinal, o presente agora é outro, de fato.

Está ficando tudo muito pessoal, muito diário de um adolescente maconheiro .. É o sono. Mas tudo bem.
Gravei aqui, nesse poço de inutilidades, acontecimentos importantes na minha vida que podem e devem mudar completamente os rumos da minha história.
Que no futuro eu leia tudo isso e consiga dar a devida importância à essas escrituras diarescas*.


_
*Não sei não, mas acho que inventei essa palavra diaresca.
Láááá no fim da página tem um bang pra seguir esse blog, portanto, não vá lá!

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Mariana

Dia 26 de Maio. O dia em que nasceu uma das maiores dádivas que surgiram em minha vidinha medíocre.

De fato, eu não imaginava que um dia seria amiga dela. Não partilhávamos do mesmo modo de estudar, nem dos mesmos gostos.
Enquanto uma não dormia de tanto ler, a outra não lia de tanto dormir, mas é notável já como meus amigos são diferentes de mim e acho que é isso que torna essas amizades mais fortes e especiais.
Bom, nos tornamos amigas e o tempo foi tornando isso extremamente forte. Tão forte ao ponto de nem precisarmos colocar em palavras o que pensamos ou sentimos, porque a outra já possui a capacidade de compreender sem que seja necessária tamanha explicação. Partilhamos de momentos parecidos, ideias parecidas e até mesmo gostos parecidos, mesmo que ainda existam diferenças e todas essas semelhanças foram sendo construídas por ambas naturalmente, através das trocas mais sinceras que tivemos e temos a cada conversa.
A distância torna mais difícil o contato, é claro, mas nota-se que quando há sinceridade de ambas as partes, não somente no aspecto de "dizer a verdade" como também de "sentir de verdade", a parceria continua firmemente. 
Falo aqui da minha amiga, irmã, conselheira, mãe, filha, parceira nas idiotices, piadista ..
Enfim, falo aqui de um dos poucos motivos que me fazem ainda respirar e aguentar esse mundo.
Faço de um tudo para essa pessoa, afinal, quando o amor é verdadeiro, não existem limites para a ação do mesmo e eu espero que esse amor perdure nesse plano por muito, muito tempo. Em outros planos eu sei que durará até a eternidade.
Hoje é um dia de festa. Agradeço aos céus por mais um ano com a Mariana e que eu tenha a oportunidade de passar mais vários decênios ao lado de uma pessoa tão amada para tudo o que precisar. Tudo!
Feliz aniversário, pequena! Paz, luz e gratidão.


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Just do it 'cause you want it

Quase um mês se passou desde o último texto postado aqui neste blog.
Foram dias de milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo, porém, com o tédio presente em todos os momentos. Mudanças quase não aconteceram.
Eu poderia ter colocado em palavras as tensões sentidas durante os dias de eleição ou até mesmo a alegria de ter vencido parte dessa batalha. Escrever sobre a solidão, a falta de amigos e os sábados passados em casa também foram opções que surgiam em minha mente, mas logo eram descartadas por um sentimento de desgosto enorme em redigir algo para leitores inexistentes.

Entrevistas de emprego, discussões vistas, assembleias lotadas, desmobilização dos mobilizados, sentimentos de empatia transformados em ódio, gatos crescidos, analfabetismo funcional, senso comum, cortes de cabelo, alergia ..
São tantos temas sem importância alguma, já que tudo continua do mesmo modo. O máximo que tem se transformado, ou apenas meramente mudado, é a decadência das boas novas.
Por enquanto as coisas têm perdido a cor; a graça.
Sentir-se estagnado deprime e a busca por um novo sentido de vida grita cada vez mais alto nos ouvidos. Essa vontade de algo novo surge à partir do momento em que nota-se que ficar parado, se prendendo em outros seres humanos (que caminharão) não leva à nada além da tristeza em ver a vida passar diante dos olhos sem o mínimo pudor e sem preocupação alguma com aquilo que fica para trás, que no caso é você.
Ou será eu?
Ficaram na mente de algumas pessoas alguns shows, atos, beijos, festas e bebedeiras que eu não me propus a sentir e guardar comigo, e por isso a minha lista de experiências/sabedoria continua quase limpa; sem rabisco algum. E quando o segundo decênio de vida se aproxima, a ânsia de estar sempre escrevendo na tal lista aumenta e se torna quase uma necessidade básica da vida humana. Talvez realmente seja.
Chega!
Está na hora de se libertar de vários pesos e medos passados. Vida perfeita não existe!
Que mal tem retirar um pouco da excessiva importância de alguns aspectos da vida para distribuir para outros "setores" que não são menos importantes?
Que mal tem em tornar a vida cada vez mais completa e, assim, complexa?
Caminhos fáceis. Pra que?

Just Do It - Copacabana Club



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Seven devils in my house

Eu tenho a capacidade de me surpreender sempre com a hipocrisia humana. As pessoas sempre conseguem fazer com que eu tenha a certeza de que, realmente, não vi de tudo nessa vida.
Ajudar é, em suma, uma atitude que não deveria ser feita se o motivo maior seja alguma retribuição, porque logo se torna uma troca de favores, e não uma ação de ajuda, de auxilio. Acredito eu que quando se ajuda alguém, nem se pensa que está ajudando, apenas está se fazendo algo que seu "coração" pedia e que vá auxiliar o outro em determinada situação sem grandes problemas; sem grandes dúvidas, mas hoje eu vejo que o individualismo tem, diariamente, dizimado o real significado dessa ação.
As pessoas não têm a capacidade de fazer algo bom para os outros, simplesmente por fazer, sem muita complicação. Elas fazem algo visando o que você pode oferecer a elas. Elas procuram tirar lucro de você, mesmo que não sejam capitalistas explorando sua força de trabalho. Status, beijos descompromissados, trabalho gratuito, dinheiro .. enfim, as pessoas estão atrás de coisas que os outros seres humanos podem proporcionar através de uma "ajuda". Tudo passageiro, sem significado, sem sentido algum.
Os mesmos ainda se afirmam como os grandes bondosos e sábios que habitam na Terra, o que já tira pontos dos mesmos nos quesitos citados, afinal, quem possui o rei na barriga dificilmente notará seus próprios erros, acreditando cegamente que todas suas ações são boas, por mais podres que sejam.
Não adianta posar em fotos fazendo caridade, cantar palavras de amor ao seu "Deus" (que provavelmente nem existe), intitular-se como um incompreendido dentro de uma família louca, um opositor ao sistema, sendo que com o seu próximo, suas ações mais repulsivas são postas em prática sem o menor pudor; sem a menor preocupação com o sentido daquele que está tão mais próximo do que o suposto criador de tudo.
De que adianta falar de um capitalista sendo que se faz o mesmo com aqueles que estão ao seu redor, sugando tudo que pode dessas pessoas inocentes pra depois descartá-las como se fossem lixo?!
De que adianta criticar um homossexual por aquilo que ele faz em quatro paredes sendo que suas ações com um familiar não te faz um merecedor do céu que tanto nos prometem?!
Bom, para mim essas atitudes hipócritas só servem para piorarmos cada vez mais nosso sentimento de superioridade sobre os outros, agravando o individualismo e dificultando cada vez mais mobilizações por um mundo melhor, com mais paz, respeito e saúde. Se tratássemos os nossos próximos como tratamos os desconhecidos, talvez não estivéssemos dentro de um caos tão assustador.
Se sentíssemos as dores dos outros como sentimentos as nossas, lutando por melhorias com força e união, teríamos mesmo que aguentar tantas dificuldades que aguentamos dia após dia? Acredito que não.
O complicado é saber que dificilmente mudaremos essa nossa mentalidade hipócrita, afinal, somos seres humanos e naturalmente somos desgraçados, creio eu.


Seven Devils - Florence + The Machine 



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Monstros?

O facebook tem sido um lugar de muitas polêmicas durante esse ano de 2013.
Vários assuntos que são discutidos a séculos pela sociedade, que eu pensava que haviam sido esquecidos de tão redundantes voltaram a tona nessa rede social, e um desses assuntos é a redução da maioridade penal para 16 anos.
Ando meio desatualizada, como de costume, confesso. Não sei muito bem como toda essa conversa sobre a redução da maioridade penal veio a tona e tenho uma preguiça absurda de pesquisar o que de fato aconteceu para que todos voltassem a falar dessa possibilidade e vomitar seus argumentos banais, como sempre!
Se não me engano um jovem foi assaltado por outro jovem, de 17 anos, e logo depois foi assassinado pelo mesmo e a partir disso alguém, que desconheço, puxou a possibilidade de diminuírem a maioridade penal.
Li muitas postagens, comentários e imagens com frases de efeito no Facebook ao longo da semana. Não comentei nenhuma até hoje e compartilhei apenas uma, com um teor irônico, sem a intenção de incentivar discussões maiores e assim dores de cabeça e no coração. Porém, como não escrevo nesse adorável blog há uma semana e não tenho um leque de assuntos interessantes para me inspirar, colocarei aqui minha atual (e mutável) opinião sobre essa questão. Se você leu isso até agora, já aviso que é o momento de desistir. O post não vai ser legal, exatamente como nunca é.
Bom, um tempo atrás, quando eu não pensava sobre a questão, comentei algo com um tom a favor da redução da maioridade penal, sem embasamento algum para tal comentário, assim como a grande maioria das pessoas fazem. Algo banal, repugnante.
Hoje, com quase um ano e meio de graduação, afirmo que sou contra essa redução. Não interessa a ninguém isso e eu tenho consciência disso, mas mesmo assim continuarei colocando minha opinião aqui.
Eu vejo, atualmente, a sociedade de um modo mais amplo, sem fixar minha opinião apenas em um sentimento pessoal sobre alguns fatos que acontecem, porque na grande maioria das vezes esses fatos não estão isolados, mas sim ligados em vários aspectos que a sociedade abriga. Afirmar que jovens de 16 anos são monstros e devem ir para a cadeia é muito fácil de se falar, porém ao lidar com a vida de outro ser humano, o simplismo é algo muito perigoso. Não podemos deixar que discursos fáceis sejam aceitos sendo que podem e vão interferir diretamente na vida de outras pessoas.
Não, reacionários! Não estou aqui defendendo menores infratores e não mudaria meu discurso se algo acontecesse com um conhecido meu, mas eu acredito que sair prendendo todo mundo também não adianta, principalmente porque o Estado não garante os direitos básicos dos cidadãos, principalmente dos mais pobres. Além de que com falta de presídios e leis que permitem a saída rápida de alguns acusados, essa ideia de prender não adianta muito.
O Estado, que hoje sustenta o sistema, não oferece condições para que todos tenham condições dignas de vida e chances iguais, simplesmente porque isso não ajuda em absolutamente nada o sistema e nada disso irá mudar enquanto esse sistema que necessita das desigualdades continuar.
Não temos educação de qualidade, não temos creches o suficiente, não temos saúde decente, não temos saneamento básico, não temos uma sociedade sem preconceitos, não temos uma polícia que nos proteja, não temos combate decente às drogas, não temos assistência social em grande escala nas áreas que mais necessitam, não temos trabalhos dignos, não temos uma democracia verdadeira e muito menos representantes que procuram melhorar as condições .. Em suma não temos um sistema/sociedade que se interesse por essas questões, então como queremos cobrar algo de um jovem de 16 anos?
Se o sistema, o Estado; a sociedade garantissem tudo isso e ainda assim um jovem de 16 anos cometesse uma atrocidade como é a de matar outro ser humano por um celular, tudo bem .. Pensemos em reavaliar como essas pessoas estão sendo punidas, mas porra .. Não temos condições decentes no Brasil!
Somos uma sociedade preconceituosa, que não aceita nem o casamento homoafetivo, que renegamos nossos ancestrais africanos, que criticamos a Globo mas nos alienamos por qualquer discurso barato de "Ordem e Progresso".
Que ordem é essa? Querem se manter como simples produtos usados pelo sistema para conseguir cada vez mais lucro e depois ser jogado fora como um nada, sem questionar?
Querem que todos sigam o padrão burguês de se viver a vida?
E esse tal progresso? É progresso para quem?
Para a fábrica? Para o seu patrão? Acredite, colega. Não é trabalhando, se matando e poupando um dinheiro aqui e outro ali que o mundo irá te ver como um burguês que obteve sucesso com seu mérito pessoal, simplesmente porque isso não vai acontecer.
Não é pensando que só é bandido quem quer e que quem não tem nada é por falta de mérito que seu mundo será um lugar melhor. Adianta algo ficar criticando o tal Big Brother se a mentalidade pequena continua em vigor?
É muito fácil querer enjaular os outros seres humanos que incomodam sua "integridade como ser humano", sendo que quando falamos de violência sexual em uma universidade pública ninguém move um dedo pra tentar mudar a situação. Tantas crianças sendo violentadas todos os dias e ninguém faz absolutamente nada, e quando suas casas são roubadas clamam pela redução da maioridade penal!
Ah, sociedade. Repense seus atos para depois apontar o dedo para o outro.



ps: Minha argumentação foi demasiadamente fraca, mas eu não pretendo ficar trabalhando horas e horas em um texto pra esse blog. Não escrevo pra ficar bom e muito menos pra ser convincente.
Conversas tiram de uma maneira melhor minha opinião sobre isso tudo, através de uma argumentação pautada em vários outros aspectos que não abordei aqui por preguiça.
Se quiser seguir o blog, tem um esquema no fim da página para que você faça essa merda.



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O que eu sou?

Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. BURRA!

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Compro meia entrada para o dia 14!

Levantei já com aquilo fixado em minha mente. Enquanto me preparava para sair de casa e enfrentar alguns compromissos diários, pensava e repensava sobre como tudo se daria.

Cheguei no meu primeiro compromisso do dia, por sorte estava sozinha no mesmo e assim me isolei ainda mais da multidão e foquei minha mente na tela mágica. Logo recebi uma notícia que me tirou o chão, retirou da minha alma toda a alegria que esperava ter ao conquistar aquilo que queria tanto, pois as chances de conquista foram para 1%.
Fiquei desesperada, desanimada, mas em menos de cinco minutos recuperei a animação para obter o que desejava. Através de umas mensagens e um irmão de sangue e de alma consegui algo que era o básico para que meus desejos se tornassem reais.
A hora passava rápido, por mais que minha mente tentasse forçar ela passar lentamente. E o compromisso ficava lá, alheio a mim. O mundo continuou girando normalmente, porém eu mal vi o que acontecia já que eu me sentia fora do planeta Terra, fui parar em um universo completamente distante e irracional.
A hora passou rápido e chegou o momento. Minha ansiedade estava acompanhada somente da ansiedade de uma tal de Mariana. Ambas fixavam seus dedos na tecla que tem a função de atualizar a página por qual estamos navegando. Inocentes que somos, mal imaginávamos que um país inteiro nos acompanhava, repetindo nossas ações e nossos sentimentos.
Quando a corrida começou, minha alma saiu de mim e só voltou horas depois. Nada dava certo, nada carregava, nada era aceito, nada era ouvido ou visto.
Meus ouvidos foram tampados, meus olhos fixados na tal tela mágica e minha voz presa na garganta, só conseguiam sair os palavrões de minha boca.
Com os minutos correndo, minha revolta aumentava mais. Não suportava a ideia de ver meu sonho se vender para outros, enquanto eu e a tal Mariana ficávamos empacadas feito bois presos por uma porteira fechada.
Saí daquela fixação com a cabeça estourando para dar o mínimo de atenção aos outros compromissos que tinha marcado, e após um tempo de relaxamento, voltei ao ápice do desespero humano e como uma doente mental coloquei novamente meus olhos na frente do notebook sem me importar com nada que se passava ao meu lado.
Em meio a bagunça de números criada pela minha mente, de repente acertei e consegui.
O coração acelerou, as mãos tremeram e suaram, minha voz desafinou e a pupila dilatou-se.
Logo peguei o celular, liguei para a tal Mariana e me pus a tentar conseguir o sonho dela para ela também e mesmo com a ajuda de minha sofrida parceira de sala e através de umas dez tentativas, não fui capaz de conquistar dois sonhos com minhas mãos.
A adrenalina caiu e se tornou decepção; perdição, mas há ainda quatro meses cheios de chances de conquistar o outro sonho. Nada é impossível para aqueles que correm atrás.
Espero que não dê nada de errado com a minha conquista, que a tal Mariana também consiga o mesmo que eu e que conheçamos o Rio de Janeiro juntas, ao som de Raul Seixas (homenageado por outros), Capital Inicial, Offspring, Muse e Florence and The Machine.


Self esteem - The Offspring




Se quiser seguir o blog, tem um bagulho no fim da página pra isso.
Tem doido pra tudo mesmo.

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