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Perdoai-me as ofensas








Às vezes, ao observar a humanidade surge uma vontade imensa de participar de tudo aquilo que soa comum e agradável às pessoas. Afinal, se todos parecem estar felizes e satisfeitos, o que temer? Não é?
Não.
Essas conversas comuns sobre assuntos banais realizadas em lugares repletos de outros seres humanos agindo exatamente do mesmo modo, consumindo os mesmos alimentos e quiçá usando as mesmas vestimentas. Essas conversas até tragáveis não possuem complexidade de pensamento algum.
E as reflexões?
Aliás, ninguém mais cria teorias de conspiração para dividir com os amigos e aprimorar essas mesmas teorias, sem ficar sempre seguindo tudo aquilo que lê por aí?
Crises do sistema, ataques terroristas, existência de seres superiores (vulgo: deuses), vida extraterrestre, aquecimento global, cotas raciais, transporte público, privacidade virtual, revoluções, drogas, sei lá.

É, página em branco. Eu tenho notado que estamos ficando cada vez mais próximos.
A humanidade me agrada menos segundo após segundo.
Os assuntos banais que esses imbecis não conseguem resolver sozinhos estão ficando mais intensos e constantes.
Ah! A necessidade de atenção anda grave.
A hipocrisia se alastra a cada nova ação.
Acho que não preciso citar a falsidade.
O endeusamento de seres inexistentes e também de sentimentos passageiros soa como natural para as pessoas ao invés de soar como ridículo.
Observando de longe é vista a imagem de um amontoado de crianças que não conseguem lidar com as situações desagradáveis da vida.

A programação está voltada para a ilusão.
Ilusão de que somos especiais.
Ilusão de que somos superiores.
Ilusão de que não merecemos sofrer.
Ilusão de que estamos certos.
Ilusão de que somos bons.
Ilusão de que os outros são nossos servos.
Ilusão de que as pessoas mudam.
Ilusão de que ninguém mente.
Ilusão de que teremos mais uma chance de vida, além dessa.
Ilusão de que estamos sozinhos nesse Universo.
Ilusão de que não podemos morrer no segundo seguinte.
Ilusão de que alguém lê um blog inútil e leva em consideração ideias ruins como essa escrita.
Ilusão de que não somos um bando de idiotas.


O Inimigo - Pitty


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Hey, mãe! Eu tenho uma guitarra elétrica

Mãe, eu consegui um emprego!
Mãe, o emprego está uma merda, mas eu consegui que meu projeto de pesquisa fosse aprovado!
Mãe, minha bolsa PIBIC não caiu, mas ainda tenho uma grana.
Mãe, eu comprei meu ingresso para ver Yeah Yeah Yeahs e Red Hot Chili Peppers!
Mãe, minha sobrinha nasceu!
Mãe, eu consegui vender meu ingresso do RiR e pagar minhas contas!
Mãe, minha bolsa PIBIC caiu!
Mãe, a paixonite passou!
Mãe, eu engordei!
Mãe, meu cabelo está crescendo!
Mãe, eu perdi o show da Florence e do Offspring e chorei por isso, mas ok! Eu iria passar mal de tanto calor se tivesse ido!
Mãe, eu sonhei que estava dormindo ao dormir de verdade!
Mãe, eu estou fechando as notas da faculdade sem sofrimento!
Mãe, eu não estou mais chorando sem motivos!
Mãe, uma pessoa que eu não gosto me excluiu do Facebook e me tirou essa responsabilidade!
Mãe, eu estou tendo mais contato com amigos antigos e fazendo novas amizades (acho)!
Mãe, eu afirmei que sou ateísta e você não disse nada de ruim!
Mãe, eu estou sentindo uma leveza na minha vida sem explicação alguma!
Mãe, está calor e mesmo assim eu estou bem!
Mãe, eu estou conseguindo amarrar meu cabelo sem ele se soltar todo!
Mãe, eu vou fazer teatro!
Mãe, eu vou comprar uma bicicleta!
Mãe, eu vou buscar a felicidade!
Mãe, eu vou tentar não ofender mais as pessoas gratuitamente!
Mãe, eu vou tentar ser mais educada!
Mãe, eu vou tentar ressuscitar!
Mãe, te amo e vou ler isso pra você amanhã, pois agora você está dormindo.
Não sou tão ridícula ao ponto de mencionar você no meu blog e nem te mostrar.

Terra de Gigantes



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I am one

Não garanto um texto bom, mas a necessidade de escrever aflorou nesse momento e lá vamos nós.

É extremamente interessante observar seus próprios defeitos, afinal, com isso você se conhece muito mais e a existência muitas vezes subjetiva demasiadamente acaba chegando um pouco mais perto de nossa compreensão. Mas de que adianta se a tentativa de melhora sobre esses "defeitos" não acontece? Muito pelo contrário, parece que eu, particularmente, notando minhas falhas como ser humano, acabo tornando elas cada vez mais fortes e, assim, me destruindo dia após dia de maneira mais incisiva.
Fora isso, essa compreensão sobre meus próprios defeitos não tem efeito algum no entendimento sobre as falhas alheias.
Não há mais igualdade e a irritabilidade com os "erros" dos outros aumenta sem controle algum.
Relações vão sendo dizimadas por mim e a solidão acaba ficando bem mais aceitável e agradável, sem ser tão temida como antigamente.

Não sei ao certo, mas parece que as pessoas se dão muito bem com a falsidade e suas decepções com outros seres humanos.
Elas simplesmente se igualam e está tudo certo.
Confesso que tentei, mas minhas sucessivas tentativas tem sido em vão.
Uma frase mal compreendida, uma mensagem ignorada, uma ocultação de verdade, uma mentira e pronto. As chances de eu voltar a ser uma pessoa legal com essa pessoa são muito poucas e raramente volto ao estágio anterior.
De repente acordo e o meu circulo de amigos está significantemente pequeno, enquanto o de pessoas filhas da puta está dando duas voltas ao redor do planeta, simplesmente porque elas não se importam com os erros alheios e porque sempre falam o que os seres humanos querem ouvir. Mas pensando bem, talvez esse não seja meu único problema.
Necessidade de manter a autodestruição sempre ativa talvez explique melhor, porém não adianta nada tanta explicação se não há mudança alguma.
Se você, caro ninguém, souber como mudar isso, aceito dicas.
Obrigada!


I'm in a race and it's killing time
I don't need yours I'll keep it with mine
Can't you see these skies are breaking?
Cos I'm in a race and I'm doing fine
Thank you

Two of a kind and no-one home
I'm in a crowd and I'm still alone
Can't you see these skies are breaking?
Cos one of a kind is all I own

I am one
I am
I am one

Não sei se já postei essa música aqui, mas enfim .. Foda-se.
É perfeita.


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Diário da renovação

Eu tenho preguiça. Muita preguiça.
O sono me envolve durante todo o dia e a vontade de redigir aqui os acontecimentos que não quero esquecer praticamente inexiste. Na realidade, inexiste completamente.
De repente a rotina mudou totalmente e eu ainda não consegui processar tal troca de realidade realizada por duas situações decisivas na minha vida, por enquanto. Tais acontecimentos são: o novo emprego e a viagem.
Em meio a correria da busca de documentos, entrevistas e montagem de bagagem para a ida à um congresso, minha consciência sobre o que acontecia já havia se perdido e somente agora tenho reconquistado parte da mesma.
Arrumei tudo e parti para Goiânia com a ânsia de participar ativamente da construção do movimento estudantil nacional. Perdi toda a alegria em participar do movimento.
Observei um sofrimento desnecessário em meio a festas e jovens despolitizados e desinteressados para com a realidade em que vivemos, e mesmo aqueles que notei algum tipo de vontade de mudar o caos em que vivemos, não consegui acreditar e prestigiar suas ações.
Festas, estádio, gritos e bebidas alcoólicas não representam absolutamente ninguém.
Voltei com novas certezas e um posicionamento mais crítico sobre aquilo que eu apoiava e seguia cegamente. Revi meus ideais perante ao contexto em que eu os colocava em prática e mudei. Felizmente mudei, e não somente nesse aspecto. Mudei minha rotina, afinal, começo agora a passar tardes fora de casa trabalhando.
Novas pessoas, novas conversas, novas informações e uma enxurrada de responsabilidades e copos de café.
Obrigada, Shiva! Uma nova rotina acontece juntamente com novas ideias. Isso é um novo universo em que habito, e essa renovação tem me proporcionado amor. Mais amor.
Aqueles ódios passados estão ficando definitivamente no passado, afinal, o presente agora é outro, de fato.

Está ficando tudo muito pessoal, muito diário de um adolescente maconheiro .. É o sono. Mas tudo bem.
Gravei aqui, nesse poço de inutilidades, acontecimentos importantes na minha vida que podem e devem mudar completamente os rumos da minha história.
Que no futuro eu leia tudo isso e consiga dar a devida importância à essas escrituras diarescas*.


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*Não sei não, mas acho que inventei essa palavra diaresca.
Láááá no fim da página tem um bang pra seguir esse blog, portanto, não vá lá!

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