Mostrando postagens com marcador Madrugada. Mostrar todas as postagens

Masoquismo de Mariazinha

Mariazinha guardava seus sentimentos
Dia e noite ela sofria
Tentava fugir das dores em outro universo
As memórias a atormentavam na insônia
e ela não sabia o que fazer.

Um dia o causador deu as faces
Mariazinha pensou, repensou, pensou de novo
O que fazer, Mariazinha?
Mariazinha mandou ele se foder
e livre do sofrimento ela ficou.

ps: no mesmo dia, Mariazinha passou a madrugada buscando um novo sofrimento para poder se alimentar.


_

Eu ri.


Marcado como: , , , , , | 2 Comentários

Perdoai-me as ofensas








Às vezes, ao observar a humanidade surge uma vontade imensa de participar de tudo aquilo que soa comum e agradável às pessoas. Afinal, se todos parecem estar felizes e satisfeitos, o que temer? Não é?
Não.
Essas conversas comuns sobre assuntos banais realizadas em lugares repletos de outros seres humanos agindo exatamente do mesmo modo, consumindo os mesmos alimentos e quiçá usando as mesmas vestimentas. Essas conversas até tragáveis não possuem complexidade de pensamento algum.
E as reflexões?
Aliás, ninguém mais cria teorias de conspiração para dividir com os amigos e aprimorar essas mesmas teorias, sem ficar sempre seguindo tudo aquilo que lê por aí?
Crises do sistema, ataques terroristas, existência de seres superiores (vulgo: deuses), vida extraterrestre, aquecimento global, cotas raciais, transporte público, privacidade virtual, revoluções, drogas, sei lá.

É, página em branco. Eu tenho notado que estamos ficando cada vez mais próximos.
A humanidade me agrada menos segundo após segundo.
Os assuntos banais que esses imbecis não conseguem resolver sozinhos estão ficando mais intensos e constantes.
Ah! A necessidade de atenção anda grave.
A hipocrisia se alastra a cada nova ação.
Acho que não preciso citar a falsidade.
O endeusamento de seres inexistentes e também de sentimentos passageiros soa como natural para as pessoas ao invés de soar como ridículo.
Observando de longe é vista a imagem de um amontoado de crianças que não conseguem lidar com as situações desagradáveis da vida.

A programação está voltada para a ilusão.
Ilusão de que somos especiais.
Ilusão de que somos superiores.
Ilusão de que não merecemos sofrer.
Ilusão de que estamos certos.
Ilusão de que somos bons.
Ilusão de que os outros são nossos servos.
Ilusão de que as pessoas mudam.
Ilusão de que ninguém mente.
Ilusão de que teremos mais uma chance de vida, além dessa.
Ilusão de que estamos sozinhos nesse Universo.
Ilusão de que não podemos morrer no segundo seguinte.
Ilusão de que alguém lê um blog inútil e leva em consideração ideias ruins como essa escrita.
Ilusão de que não somos um bando de idiotas.


O Inimigo - Pitty


Marcado como: , , , , , , , , , , , , , | Comente

I am one

Não garanto um texto bom, mas a necessidade de escrever aflorou nesse momento e lá vamos nós.

É extremamente interessante observar seus próprios defeitos, afinal, com isso você se conhece muito mais e a existência muitas vezes subjetiva demasiadamente acaba chegando um pouco mais perto de nossa compreensão. Mas de que adianta se a tentativa de melhora sobre esses "defeitos" não acontece? Muito pelo contrário, parece que eu, particularmente, notando minhas falhas como ser humano, acabo tornando elas cada vez mais fortes e, assim, me destruindo dia após dia de maneira mais incisiva.
Fora isso, essa compreensão sobre meus próprios defeitos não tem efeito algum no entendimento sobre as falhas alheias.
Não há mais igualdade e a irritabilidade com os "erros" dos outros aumenta sem controle algum.
Relações vão sendo dizimadas por mim e a solidão acaba ficando bem mais aceitável e agradável, sem ser tão temida como antigamente.

Não sei ao certo, mas parece que as pessoas se dão muito bem com a falsidade e suas decepções com outros seres humanos.
Elas simplesmente se igualam e está tudo certo.
Confesso que tentei, mas minhas sucessivas tentativas tem sido em vão.
Uma frase mal compreendida, uma mensagem ignorada, uma ocultação de verdade, uma mentira e pronto. As chances de eu voltar a ser uma pessoa legal com essa pessoa são muito poucas e raramente volto ao estágio anterior.
De repente acordo e o meu circulo de amigos está significantemente pequeno, enquanto o de pessoas filhas da puta está dando duas voltas ao redor do planeta, simplesmente porque elas não se importam com os erros alheios e porque sempre falam o que os seres humanos querem ouvir. Mas pensando bem, talvez esse não seja meu único problema.
Necessidade de manter a autodestruição sempre ativa talvez explique melhor, porém não adianta nada tanta explicação se não há mudança alguma.
Se você, caro ninguém, souber como mudar isso, aceito dicas.
Obrigada!


I'm in a race and it's killing time
I don't need yours I'll keep it with mine
Can't you see these skies are breaking?
Cos I'm in a race and I'm doing fine
Thank you

Two of a kind and no-one home
I'm in a crowd and I'm still alone
Can't you see these skies are breaking?
Cos one of a kind is all I own

I am one
I am
I am one

Não sei se já postei essa música aqui, mas enfim .. Foda-se.
É perfeita.


Marcado como: , , , , , | Comente

Não se importar


Já se foram os tempos em que a fuga era necessária e a inquietação dava-se por horas e em quase todos os dias.
As surpresas também cessaram, tornando cada novidade, por mais ruim que fosse, apenas uma nova informação acerca da vida inútil que temos.
Ah! Os grandes sentimentos se perderam no meio do caminho como um objeto qualquer; o qual solta suas peças e as deixa para trás, uma por uma, até que tudo se perca por aí.
Os assuntos importantes têm perdido seu valor na lista de prioridades e o Nada, que ainda não possui uma definição concreta, toma todo o espaço na existência gradativamente.
O passado não tem mais importância. Não há novo, portanto, não existe a previsão de um futuro.



Marcado como: , , , , , | Comente

Your Life Is a Lie


Liberdade é algo bem mais complexo do que imaginamos ser.
Parece ser tão simples, já que a palavra em si é usada de maneira banal sem nenhum tipo de reflexão e entendimento amplo sobre a mesma, porém, a cada dia e a cada descoberta compreendo que essa palavrinha tão amada por todos possui sentidos tão diversos e barreiras tão grandes para não existir de fato.
Já compreendi os entraves sobre a tal liberdade, como questões de gênero e diferenças de classe, mas não havia notado as diversas barreiras dela no cotidiano, em decisões sobre os rumos da vida, como por exemplo a profissão que cada um pretende seguir.
Obviamente que as questões que envolvem gênero e classe social influenciam nisso tudo, entretanto há algo mais. Algo maior que eu não consigo explicar em termos e nem sei se alguém consegue, mas se parece muito com a falta de auto conhecimento.
Observando escolhas incertas e decisivas, meus hábitos tediosos, minha falta de amigos, meus sorrisos desaparecidos, minhas noites acordadas e lacrimejantes, .. enfim! Observando tudo isso e mais alguns fatos que provocaram felicidade e excesso de falas, criou-se em minha mente um questionamento sobre as escolhas que fazemos na vida.
Será mesmo que escolhemos aquilo que nos deixa feliz ou somente aquilo que soa conveniente e confortante? 
Se o irmão fez, o fulano, o vizinho, o ciclano, o amigo, o José ou até mesmo seu inimigo, não quer dizer que você queira fazer, oras!
Se a moda do momento é ser universitário, não quer dizer que isso seja o que você queira para sua vida. Talvez nem seja aquilo que você precise! Aliás, isso é bem provável.
A desculpa para tantas decisões que a sociedade toma para nossas próprias vidas, tirando assim nossa liberdade de SER, é de uma vida melhor; de um futuro próspero e assegurado.
Claro, isso tudo descartando a possibilidade de morrermos hoje engasgados com um pedaço de carne, ou atropelados na rua por um recém habilitado/bêbado/idoso quase cego!
Descartando também que há prosperidade em outros setores que não estão postos dentro das universidades do país. E também sem contar a felicidade que precisamos ter ao colocar em prática nossa profissão.
Somos tão desesperados em catar (sim, catar!) as primeiras oportunidades que surgem, que não pensamos se essas oportunidades são aquelas que nos deixam felizes com nós mesmos. Até fingimos que somos felizes com aquilo que acabamos "escolhendo". E depois nos dizemos livres ..
Não consigo ver a liberdade em um mundo em que criamos regras para tudo, até mesmo para o que vamos escolher para ser nossa profissão pelo resto da vida.
Vida essa que pode acabar no próximo minuto! Que fique claro.
É tudo tão corrido, prático, comprável e infeliz que não sobra tempo nas 24 horas do dia para pensarmos sobre o que é a vida, e qual o sentido da nossa.
Logo, os dias passam, os meses, os anos e as décadas e nossa existência termina sem sentido profundo algum, afinal, fizemos o que todos fizeram e assim nos tornamos parte de uma massa cega, surda e muda que só seguiu ordens invisíveis e imperceptíveis.
Não! Eu não quero isso, principalmente porque não creio em outras oportunidades.
E você?
Quer isso?



_

Título e imagem dessa música com esse clipe perfeito: Your Life Is A Lie - MGMT
Aliás, imagem foda pra caralho! HAUSHUAHUAHS

Marcado como: , , , , , , , , , | 2 Comentários

Eyes are open and mouth cries


De uns tempos pra cá determinadas sensações têm se demonstrado mais fortes e constantes devido a vários fatores praticamente incontroláveis. Talvez pelo simples caminhar natural das coisas.
A introspecção é agora rotineira e acaba acontecendo sem autocontrole algum.
Pensamentos variados, perdidos à procura de algo, surgem a partir das 0h e vai até às 4h. Logo depois a sonolência, tão esperada sonolência, finalmente aparece aos poucos.
Em outros tempos isso seria mais torturante do que já é atualmente, já que a insônia é marcada principalmente pela solidão que se passa durante a madrugada em que os outros fazem uma das melhores ações nessa vida, que no caso é dormir. Dormir!
Sua vontade de fugir da realidade em sono simplesmente não acontece.
No começo é quase inofensivo, mas com o tempo e a insistência dessa pequena maldição, suas ideias acabam ficando meio foras de órbita e a tristeza toma posse de sua mente. Bom, pelo menos durante a consciente madrugada em frente ao tédio (notebook). Logo sua mente começa a buscar meios receitáveis de voltar ao cronograma diário antigo, mas a esperança de que tudo volte ao normal naturalmente é maior.
Enquanto isso não acontece, a tortura permanece e os pensamentos autodestrutivos não cessam em momento algum.
Insônia, de fato, enlouquece.

Concrete Walls - Fever Ray



Marcado como: , , , , , , | Comente
Ana Carolina e ET's. Tecnologia do Blogger.

Swedish Greys - a WordPress theme from Nordic Themepark. Converted by LiteThemes.com.