
Às vezes, ao observar a humanidade surge uma vontade imensa de participar de tudo aquilo que soa comum e agradável às pessoas. Afinal, se todos parecem estar felizes e satisfeitos, o que temer? Não é?
Não.
Essas conversas comuns sobre assuntos banais realizadas em lugares repletos de outros seres humanos agindo exatamente do mesmo modo, consumindo os mesmos alimentos e quiçá usando as mesmas vestimentas. Essas conversas até tragáveis não possuem complexidade de pensamento algum.
E as reflexões?
Aliás, ninguém mais cria teorias de conspiração para dividir com os amigos e aprimorar essas mesmas teorias, sem ficar sempre seguindo tudo aquilo que lê por aí?
Crises do sistema, ataques terroristas, existência de seres superiores (vulgo: deuses), vida extraterrestre, aquecimento global, cotas raciais, transporte público, privacidade virtual, revoluções, drogas, sei lá.
É, página em branco. Eu tenho notado que estamos ficando cada vez mais próximos.
A humanidade me agrada menos segundo após segundo.
Os assuntos banais que esses imbecis não conseguem resolver sozinhos estão ficando mais intensos e constantes.
Ah! A necessidade de atenção anda grave.
A hipocrisia se alastra a cada nova ação.
Acho que não preciso citar a falsidade.
O endeusamento de seres inexistentes e também de sentimentos passageiros soa como natural para as pessoas ao invés de soar como ridículo.
Observando de longe é vista a imagem de um amontoado de crianças que não conseguem lidar com as situações desagradáveis da vida.
A programação está voltada para a ilusão.
Ilusão de que somos especiais.
Ilusão de que somos superiores.
Ilusão de que não merecemos sofrer.
Ilusão de que estamos certos.
Ilusão de que somos bons.
Ilusão de que os outros são nossos servos.
Ilusão de que as pessoas mudam.
Ilusão de que ninguém mente.
Ilusão de que teremos mais uma chance de vida, além dessa.
Ilusão de que estamos sozinhos nesse Universo.
Ilusão de que não podemos morrer no segundo seguinte.
Ilusão de que alguém lê um blog inútil e leva em consideração ideias ruins como essa escrita.
Ilusão de que não somos um bando de idiotas.
O Inimigo - Pitty
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O catavento
Engraçado como um objeto simples, praticamente gratuito e "infantil" pode fazer tanta diferença na vida de uma pessoa. Ou mais precisamente na noite.
Durante todo o dia vários temas importantes e negativos têm sido cogitados a serem expostos nessa página em branco que sempre está a espera de palavras, sentimentos e experiências.
Os dois religiosos que passaram, entregaram um folheto, disseram "Jesus te ama" e saíram criticando um "Thank you". As pessoas que acham que sabem tudo sobre a vida e Marx e acabam sendo sempre inconvenientes e estressantes. Os hipócritas que pregam algo e praticam o contrário. A solidão causada por falta daquele amor irritante que faz as pessoas perderem seus cérebros.
Tudo isso se misturava, tornando difícil a definição de algo a ser dito. Algo a ser desabafado. E de repente um objeto de cor azul chama toda a atenção durante o início de madrugada. (Não. Não é um vibrador azul.)
Você sopra, ele se move e nas fotos fica semelhante a uma flor.
Bonito, simples, divertido e adorável se você tem amor nas coisas simples da vida.
Um catavento.
Mais Of Moons, Birds & Monsters tocando nos fones de ouvido.
E mais chiclete também.
Essa foi a receita para a cura de todos os sentimentos negativos do momento. Toda a repulsa pela humanidade sumiu enquanto a música tocava, o chiclete era mascado e o catavento se movia devido ao sopro.
A zona de conforto finalmente foi compreendida e curtida devidamente.
Não é muito mais fácil ficar trancado dentro de seu quarto com várias porcarias pra comer, o som que aprecia e um catavento?
A vida é tão mais bela quando são praticadas as tais atitudes infantis.
Isso! As tais atitudes simples, cheias de alegria e sem muitas decepções. Além de claro, sem ninguém cobrando coisas de você.
Realmente. Viver assim é muito bom, mas logo vem o sono.
Dormir, acordar, sair de casa, se deparar com outros seres humanos, odiar esses seres humanos e todos os outros, voltar para casa, assistir séries estadunidenses e ser infeliz. Sem ninguém, além do catavento.
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Não se importar
As surpresas também cessaram, tornando cada novidade, por mais ruim que fosse, apenas uma nova informação acerca da vida inútil que temos.
Ah! Os grandes sentimentos se perderam no meio do caminho como um objeto qualquer; o qual solta suas peças e as deixa para trás, uma por uma, até que tudo se perca por aí.
Os assuntos importantes têm perdido seu valor na lista de prioridades e o Nada, que ainda não possui uma definição concreta, toma todo o espaço na existência gradativamente.
O passado não tem mais importância. Não há novo, portanto, não existe a previsão de um futuro.
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Just do it 'cause you want it
Quase um mês se passou desde o último texto postado aqui neste blog.
Foram dias de milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo, porém, com o tédio presente em todos os momentos. Mudanças quase não aconteceram.
Eu poderia ter colocado em palavras as tensões sentidas durante os dias de eleição ou até mesmo a alegria de ter vencido parte dessa batalha. Escrever sobre a solidão, a falta de amigos e os sábados passados em casa também foram opções que surgiam em minha mente, mas logo eram descartadas por um sentimento de desgosto enorme em redigir algo para leitores inexistentes.
Entrevistas de emprego, discussões vistas, assembleias lotadas, desmobilização dos mobilizados, sentimentos de empatia transformados em ódio, gatos crescidos, analfabetismo funcional, senso comum, cortes de cabelo, alergia ..
São tantos temas sem importância alguma, já que tudo continua do mesmo modo. O máximo que tem se transformado, ou apenas meramente mudado, é a decadência das boas novas.
Por enquanto as coisas têm perdido a cor; a graça.
Sentir-se estagnado deprime e a busca por um novo sentido de vida grita cada vez mais alto nos ouvidos. Essa vontade de algo novo surge à partir do momento em que nota-se que ficar parado, se prendendo em outros seres humanos (que caminharão) não leva à nada além da tristeza em ver a vida passar diante dos olhos sem o mínimo pudor e sem preocupação alguma com aquilo que fica para trás, que no caso é você.
Ou será eu?
Ficaram na mente de algumas pessoas alguns shows, atos, beijos, festas e bebedeiras que eu não me propus a sentir e guardar comigo, e por isso a minha lista de experiências/sabedoria continua quase limpa; sem rabisco algum. E quando o segundo decênio de vida se aproxima, a ânsia de estar sempre escrevendo na tal lista aumenta e se torna quase uma necessidade básica da vida humana. Talvez realmente seja.
Chega!
Está na hora de se libertar de vários pesos e medos passados. Vida perfeita não existe!
Que mal tem retirar um pouco da excessiva importância de alguns aspectos da vida para distribuir para outros "setores" que não são menos importantes?
Que mal tem em tornar a vida cada vez mais completa e, assim, complexa?
Caminhos fáceis. Pra que?
Just Do It - Copacabana Club
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O que eu sou?
Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. Sou burra. BURRA!
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Compro meia entrada para o dia 14!
Levantei já com aquilo fixado em minha mente. Enquanto me preparava para sair de casa e enfrentar alguns compromissos diários, pensava e repensava sobre como tudo se daria.
Cheguei no meu primeiro compromisso do dia, por sorte estava sozinha no mesmo e assim me isolei ainda mais da multidão e foquei minha mente na tela mágica. Logo recebi uma notícia que me tirou o chão, retirou da minha alma toda a alegria que esperava ter ao conquistar aquilo que queria tanto, pois as chances de conquista foram para 1%.
Fiquei desesperada, desanimada, mas em menos de cinco minutos recuperei a animação para obter o que desejava. Através de umas mensagens e um irmão de sangue e de alma consegui algo que era o básico para que meus desejos se tornassem reais.
A hora passava rápido, por mais que minha mente tentasse forçar ela passar lentamente. E o compromisso ficava lá, alheio a mim. O mundo continuou girando normalmente, porém eu mal vi o que acontecia já que eu me sentia fora do planeta Terra, fui parar em um universo completamente distante e irracional.
A hora passou rápido e chegou o momento. Minha ansiedade estava acompanhada somente da ansiedade de uma tal de Mariana. Ambas fixavam seus dedos na tecla que tem a função de atualizar a página por qual estamos navegando. Inocentes que somos, mal imaginávamos que um país inteiro nos acompanhava, repetindo nossas ações e nossos sentimentos.
Quando a corrida começou, minha alma saiu de mim e só voltou horas depois. Nada dava certo, nada carregava, nada era aceito, nada era ouvido ou visto.
Meus ouvidos foram tampados, meus olhos fixados na tal tela mágica e minha voz presa na garganta, só conseguiam sair os palavrões de minha boca.
Com os minutos correndo, minha revolta aumentava mais. Não suportava a ideia de ver meu sonho se vender para outros, enquanto eu e a tal Mariana ficávamos empacadas feito bois presos por uma porteira fechada.
Saí daquela fixação com a cabeça estourando para dar o mínimo de atenção aos outros compromissos que tinha marcado, e após um tempo de relaxamento, voltei ao ápice do desespero humano e como uma doente mental coloquei novamente meus olhos na frente do notebook sem me importar com nada que se passava ao meu lado.
Em meio a bagunça de números criada pela minha mente, de repente acertei e consegui.
O coração acelerou, as mãos tremeram e suaram, minha voz desafinou e a pupila dilatou-se.
Logo peguei o celular, liguei para a tal Mariana e me pus a tentar conseguir o sonho dela para ela também e mesmo com a ajuda de minha sofrida parceira de sala e através de umas dez tentativas, não fui capaz de conquistar dois sonhos com minhas mãos.
A adrenalina caiu e se tornou decepção; perdição, mas há ainda quatro meses cheios de chances de conquistar o outro sonho. Nada é impossível para aqueles que correm atrás.
Espero que não dê nada de errado com a minha conquista, que a tal Mariana também consiga o mesmo que eu e que conheçamos o Rio de Janeiro juntas, ao som de Raul Seixas (homenageado por outros), Capital Inicial, Offspring, Muse e Florence and The Machine.
Self esteem - The Offspring
Se quiser seguir o blog, tem um bagulho no fim da página pra isso.
Tem doido pra tudo mesmo.
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