Que bom te ver Viva!


O filme aborda a tortura durante o período de ditadura no Brasil, mostrando como suas vítimas sobreviveram e como encaram aqueles anos de violência duas décadas depois. "Que Bom Te Ver Viva" mistura os delírios e fantasias de uma personagem anônima, interpretada pela atriz Irene Ravache, alinhavado os depoimentos de oito ex-presas políticas brasileiras que viveram situações de tortura. Mais do que descrever e enumerar sevícias, o filme mostra o preço que essas mulheres pagaram, e ainda pagam, por terem sobrevivido lúcidas à experiência de tortura. Para diferenciar a ficção do documentário, Lúcia Murat optou por gravar os depoimentos das ex-presas políticas em vídeo, como o enquadramento semelhante ao de retrato 3x4; filmar seu cotidiano à luz natural, representando assim a vida aparente; e usar a luz teatral, para enfocar o que está atrás da fotografia - o discurso incosciente do monólogo da personagem de Irene Ravache.


Cá está o filme, completo, no Youtube.
A qualidade do vídeo é inexistente, mas vale a pena.

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Vou de táxi

Você passa anos e mais anos sonhando com o momento em que você não dependa mais de outras pessoas para que você consiga obter o resultado final, que é ir de encontro ao que deseja ou precisa o mais rápido possível, de uma ação tão importante nos dias de hoje.
Quando você finalmente consegue dar o pontapé inicial para conseguir esse quase super poder da sociedade moderna, percebe que as coisas que envolvem esse sonho de infância não são tão simples como pareciam.
Não é algo emocionante, fácil ou prazeroso de se fazer, mas mesmo assim continua tendo sua extrema importância para uma vida, digamos que .. mais simples, prática.
Você precisa se preparar para a etapa final e para a realização desse desejo. E assim como quase tudo na vida, essa preparação não é fácil. Pelo contrário, ela é longa, tediosa, e um pouco assustadora.
Porém, mesmo assim você continua animado, afinal, com a conquista desse quase super poder, uma nova era começará em sua vida.
A etapa final está mais próxima.
Todos que te acompanham na vida começam a falar sobre o assunto, afinal, eles já conquistaram tal proeza.
Dicas, histórias e advertências invadem sua mente. O sono se torna frágil demais perante às imagens hipotéticas que passam diante seus olhos. E essas imagens configuram cenas que não são positivas, mas apenas cenas que confirmam o medo que há dentro de você ao aguardar o momento tão esperado, e agora tão temido.
Finalmente o grande dia chega.
Você acorda ainda com sono, pois demorou dormir devido à ansiedade que morava em você.
O tremor do frio se confunde ao tremor do nervosismo, mas mesmo assim você respira fundo e enfrenta o problema logo de uma vez.
Erra logo de cara, mas continua.
Segue em frente e mentaliza que está fazendo tudo corretamente até que lhe avisam que uma parte da última etapa já está quase completa e você apenas precisa finalizá-la.
A alegria toma conta de sua alma. O sorriso logo aparece em seu rosto, mas infelizmente você não deu seta pra estacionar no exame de carro.
Irá pagar R$250 e fará outro exame daqui 15 dias.
E assim sua testa fica carimbada com a palavra "IDIOTA".


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Pseudo senso crítico

Eu tô com medo, Regina Duarte.
Sim. Medo.
Medo da juventude gerada, nascida e criada em meio aos seus ideais reacionários.
Medo do que possa acontecer daqui alguns anos quando estes jovens estiverem com o país em suas mãos.
Medo do que esse discurso reacionário, elitista, machista, racista e homofóbico .. Em suma, conservador, possa fazer com os diferentes daqui alguns anos.
Sabe por quê? Porque agora esse discurso mesquinho vem transvestido de discurso igualitário, de progresso para o país, de emancipação humana, sendo que no fundo não é.
Na realidade, esses jovens internautas e seu pseudo senso crítico só estão reproduzindo ideias antigas, ultrapassadas e que só servem à continuação da divisão das pessoas, para que uma grande massa da população continue sendo subjugada para que a outra parte da população viva a vida com facilidade, soberania e caviar.
Eu tenho medo da hipocrisia dos jovens que buscam tanto a liberdade virtual e real, mas criticam aleatoriamente qualquer um que se oponha de maneira firme as entraves que os grandes nos impõem.
Criticam qualquer luta por igualdade, afirmando que a mesma já existe.
Existe para quem? Para um jovem caucasiano de classe média que valoriza tanto os livros, mas que não tem a capacidade de enxergar o verdadeiro mundo que há fora deles?
Uma pena é que o mundo não gire em torno dessas características necessárias para obter a igualdade.
E sim. É justamente por causa desses reprodutores de ideias reacionárias que eu tenho medo do futuro que nos espera.

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Sonhos juvenis



Great White Bear - Dear Reader

 



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Alegriado acertou que o culpado é o mesmo que inocentou ..

É interessante observar como as pessoas definitivamente não estão em sintonia. Ou pelo menos as pessoas que eu observo ao meu redor e que participam ativamente da minha vida.

Se estivéssemos todos em sintonia, não haveria divergências e muito menos stress na vida de quem não quer estar estressado. Mas isso soa impossível ultimamente.
Não basta um ser querer estar em paz e com vontade de mudar suas prioridades em um ano novo para tentar chegar ao tão sonhado objetivo de sua vida: ser feliz, porque há todo um contexto que muitas vezes não colabora em nada para que o tal ser consiga conquistar seus objetivos.
Eu, particularmente já pensei que isso seria culpa do ser em questão. Talvez ele não estivesse realmente plantando o que deseja, portanto não estaria colhendo das pessoas que se encontram ao seu redor aquilo que ele desejava. Compreende o meu antigo raciocínio, leitor imaginário?
Agora o raciocínio segue outro caminho. O pior possível.
Aqui tenho a conclusão irrelevante e mutável de que esse contexto perturbador é inerente à alguns azarados, ou à todos. Caso seja à todos, alguns conseguem disfarçar muito bem a desgraça de pertubações que lhes atrasa a vida ou simplesmente ignoram tal maldição.
Então toda a vontade de ter uma vida diferente, cheia de alegria, paz interior e amor está dependendo de nossa vontade, e força de vontade e também do destino, talvez.
Sorte. Quem sabe?
É o preço que se paga por respirar: viver em dúvida.
Nada mais "foda" do que obter dúvida sobre sua própria felicidade, que pode ser destruída daqui exato Um segundo. Nada mais "foda" do que existir.



Abaçaiado - O Teatro Mágico 



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Vinte Treze.

2012 se foi ..
Aquele ano que prometia ser o último de nossas vidas, foi apenas mais um dentre tantos.
A esperança de ter todos os problemas resolvidos em um segundo apenas, segundo esse que separava a plena existência do esquecimento universal, foi-se e nós continuamos aqui, com nossos problemas que empurrávamos com a barriga por falta de coragem e preguiça de crescer.
2013 veio sem responsabilidade alguma. Agora ela pertence à nós, meros seres humanos, que insistíamos em nos livrar a responsabilidade de resolver nossos próprios problemas.
2013 veio para exigir de mim e de você (que não está lendo isso, provavelmente) coragem para superarmos nossas dificuldades, para encontrarmos as respostas das nossas próprias perguntas, para curarmos nossas próprias mágoas.
2013 quer que nós mudemos. Não que o mundo simplesmente acabe e pronto.
"Problema resolvido!"
Não vamos nos livrar de nós mesmos tão cedo ..

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