Este blog é, de fato, um baú onde são guardados os lenços enxutos de lágrimas dos meus dias mais tristes. Acho que isso ocorre pela necessidade imensa de viver os momentos bons e jamais querer me despedir dos mesmos, nem que seja para expressar alegrias em palavras, juntamente com a falta de ouvidos devidamente limpos e atenciosos aos momentos de sofrimento, o que torna tal espaço em branco o único lugar silencioso, calmo e prontamente livre para receber e compreender minhas dores mais profundas.
Tal constatação é a maior tristeza do dia. Sem dúvidas!
Acredito eu que a observação exposta acima me faz pensar, neste exato instante, que eu provavelmente tenha alcançado o fundo do poço, onde não se acha mais empatia, amor, felicidade. Nem ao menos um pingo de esperança.
Claramente estou sendo dramática e tudo isso provavelmente passará e eu acabe me esquecendo de tamanha dor sentida no peito, mas ainda sim penso que posso bater o martelo e afirmar que nunca estive numa colocação tão negativa ao longo destes míseros vinte anos de pseudo existência.
O sofrimento mór é por estar aqui, neste blog, contando para mim as minhas próprias tristezas pela falta de alguém que queira e/ou possa compreende-las. Na realidade, provavelmente qualquer pessoa ao meu redor poderia me auxiliar em tal momento, mas eu dispenso pedidos de ajuda ao máximo que posso e sempre espero que alguém próximo note durante uma conversa ou alguma colocação minha que os tempos não vão bem para o lado de cá, e se proponha a melhorar o ser humano ao lado.
Eu sempre acreditei nesta máxima, principalmente se tratando de relações extremamente próximas. E continuo a acreditar, quero acreditar. Não concordo com o fato de desistir de tal ideia e ver como as coisas realmente são.
Isso me deixa triste.
Deixar de lado as minhas utopias infantis sobre os seres humanos e as relações criadas e mantidas pelos próprios me deixa triste.
A decepção de não ter relações sinceras, boas e agradáveis com outros seres humanos me deixa triste, mas não a ponto de desistir das minhas concepções ingênuas e quiçá egoístas.
Prefiro, então, me manter fora do que me é proposto. Sofrer por isso. Me entristecer por precisar conversar com uma página virtual em branco. Entretanto, minhas convicções continuam firmes e talvez assim, estando quase em uma ilha, as lágrimas alimentadas por outrem diminuam.
Ilha
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Up in the Air
Procrastinar a vida foi o que se foi mais feito durante essas duas décadas cheias de quase vazio, e penso eu que isso chegou ao ápice, ao inadmissível.
O tempo passa rápido, ser.
Quanto mais passa, mais rápido. Quanto mais rápido, mais passa. E ver passar e acelerar enquanto se balança a rede e o suco de laranja natural diminui no copo e aumenta no estômago, durante todo esse tempo é nada além de burrice.
Mansidão Imensa!
Vou vendo o mundo existente em feed, enquanto copo sujo de coca tomada há dias ao assistir uma série estadunidense fede.
Me controlo nas minhas próprias básicas vontades por ver que ao fim do mês nem ao menos uma passagem de ônibus terei como pagar.
Fico à madrugada perambulando pelas janelas virtuais e a janela do quarto em momentos de extremismo vazio, para no dia seguinte acordar às 11h e nada.
Não de nadar. De nada.
Suportar desrespeitos diários e manter o discurso de empoderamento alheio. Contradição descarada.
Procrastinar vontades, sentimentos, opiniões, ações, em suma, a vida, enquanto o falar falacioso é falado dia-a-dia.
Será que já chega? Ou deixo essa decisão para amanhã?
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THIRTY SECONDS TO MARS - Up In The Air
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Beira-mar
Sabe, amigo? Às vezes a vida faz isso mesmo. Fica pregando umas peças, te tapeando ao passar uma imagem de que agora vai! Tudo está aparentemente dando certo e vai continuar assim.
De repente parece que a gente finalmente soube escolher quem vale a pena colocar nas nossas vidas, ao invés de ir criando relações superestimadas que logo menos acabam nos deixando na mão. Do nada, nossos planos de carreira começam a finalmente fluir, seguir o caminho que sempre sonhamos e não mais que um ano e pouco já alcançaremos o patamar de sucesso desejado. E num toque de mágica, descobrimos que os problemas não são nada além de meros mal entendidos.
Mas todos esses sentimentos e essas ideias vão se desmanchando pouco a pouco, sozinhas, e não tem como arrumar a bagunça. Até mesmo porque é aí que se descobre que nem tudo depende de nós mesmos, ou de pensamentos positivos, ou quiçá de bondosos deuses.
A vida independe das nossas vontades, apenas do nosso respirar.
As escolhas, vontades e ações alheias independem dos nossos planejamentos mentais para acontecerem. Nem sempre essa é uma relação justa.
Na verdade, nem sempre é uma luta justa. E por mais que queiramos tonar tudo repleto de paz, amor e alegria, as guerras, o ódio e a tristeza vão chegar e bater em nossas portas. Se não abrirmos, vão entrar pela janela. Mais fortalecidos e prontos para destruir todo aquele sonho de areia que construímos à beira-mar.
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On and On and On
Não sei, cara. Mas parece que andamos em círculos mesmo.
Esses círculos parecem não ser tão bons, porque os bons momentos não repetem tanto quanto os ruins ..
Os bons acontecem, obviamente. Sem depressão exagerada por enquanto .. mas os bons momentos parecem ser diferentes, nunca iguais aos antigos.
Agora os ruins! Não.
Vão e voltam. Vão e voltam. Exatamente iguais, ou ligeiramente piores.
Talvez não.
Quem sabe não seja só o momento propício para tal afirmação?
Na verdade minhas convicções sobre os assuntos subjetivos são sempre passageiras, ocorridas somente em tempos de sofrimento, raiva, tristeza e sei lá mais o que.
Porém, repare seriamente.
O que é bom acontece e nunca mais volta. Surgem boas novas, mas não as mesmas novas.
Quem sabe essa seja a graça da coisa toda?
Um leque de alegrias, enquanto a pequena palheta de tristezas tenha que se repetir constantemente.
Bláaaaahh
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Mais longe do Certo
Cara! CARA! C-A-R-A! CAAAAAAAAARAAAAA!
Acho que, diferentemente da maioria, eu me sinto absurdamente bem quando consigo me livrar de algumas muitas certezas que acabei criando ao longo do tempo.
Ok. Eu notei esse sentimento só agora, quando finalmente vi que todo o apego às nossas certezas é algo destrutivo, infeliz e zZzZzzzzz ..
Quando a minha vida se tornou especificamente universitária, um milhão de ideias foram jogadas no lixo e outras construídas e grudadas na minha cabeça com algum tipo de chiclete que tem um poder de cola muito forte. Uns idealismos estúpidos foram trocados por outros bem mais firmezas, na minha opinião, mas que como já disse, foram idealizados e isso é uma bosta. Sério! Se minha vida fosse um livro seria chamado "As verdades universais que a Ana incrivelmente achou todas e possui elas bem guardadinhas lá na caixolinha dela, enquanto outras 7 bilhões de pessoas nem pararam pra pensar.". Incrível. Né?
Continuo com a maioria das ideias que criei nesses últimos anos acadêmicos, mas sério, elas são uma merda. São chatas e podem ser uma grande balela também, então pra quê ficar cobrando as pessoas pra aderirem a algo totalmente mutável e questionável?
Tipo, eu curto. Tá daora. Tá beleza. Não tem motivo pra ficar querendo matar os outros por isso.
Do jeito que andam as coisas, logo menos eu não vou curtir também. Ou curtir de um modo bem diferente.
Então assim, fica uma dica: não seja chato igual eu era e ainda posso ser. Não fique fechadinho no seu mundo com as suas certezas, achando que os outros são uns merdas por discordarem. Isso deixa a gente exatamente no mesmo nível.
Ninguém tem a obrigação de ser igual a você. Nem ao menos seguir aquilo que você pensa e acha que é o certo. Achar que há só um lado certo já é uma dificuldade pra novas ideias surgirem constantemente. Afinal, não é porque mudou de ideia uma vez na vida que é um inovador do século, aberto à mil novas experiências, sendo que na realidade fez o mesmo que eu fiz (e se pá ainda faço) que é tirar uma ideia velha e colar uma nova. Tipo assim, colega! Pouca coisa vai mudar aí.
E você é tão cabecinha fechada quanto os que tanto critica.
Ou não, né.
Acho que daqui duas semanas vou ler isso, comprar uma arma e dar um tiro na minha cara tamanha a vergonha.
Olha só. A crise dos 20 chegando ..
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Seu sintoma é nos atentar!
A raiva está cada vez mais forte, e a sociedade não consegue contê-la. Muito pelo contrário! Ela se apoderou de todos nós e ir contra isso, atualmente, acaba sendo a mais árdua das ações opositoras.
Bombardeados pelo ódio e pela pseudo paz, nós, seres humanos, estamos nos destruindo a cada segundo e de maneira mais incisiva enquanto tais segundos correm.
Talvez a livre comunicação tenha se tornado uma arma nessa guerra de infelicidades revoltosas, e essa arma vem libertando os demônios interiores anteriormente sempre reprimidos, ou invisíveis aos olhos mundiais. E como a liberdade nos é estranha e muito mal compreendida, o controle inexiste, sendo a "liberdade" transformada em xingamentos, agressões e ódio generalizado.
Destruição.
Não serei hipócrita aqui, defendendo o amor exacerbado entre todos os seres, sorrisos e abraços eternos.
Jamais! Mas o que se vê é falta de consciência; razão. Vemos um retrocesso do ser humano, sempre vil, mas que no entanto possui um cérebro que o torna capaz de raciocinar devidamente, sem se nortear apenas pelos instintos animalescos.
Agora, a sobrevivência é o que importa, mesmo que o perigo de morte seja apenas fruto de imaginação criada por uma mente doente. Tal mente apenas acabou doente pelo mal que alguns poucos injetam nas veias da maioria diariamente através da exploração, da alienação e das diversas violências derivadas dos dois primeiros itens.
Mas enfim, de que importa toda essa reflexão acerca de assuntos amplos e quase nada palpáveis?
A importância para quem vos escreve surgiu por ver em pensamentos e atos individuais todos esses resquícios de uma sociedade constantemente estuprada e com tanto ódio por isso, que as mãos atacam o primeiro ser que ousa parar em sua frente.
Assim como todas e todos, acabei me tornando infértil de paciência, mas tomos temos, ou tivemos essa fertilidade algum dia, então quero retomá-la. Não amando qualquer pessoa, obviamente, mas tendo consciência da doença que nos tomou afim de saber o que não me é normal, mas sim sintoma de tal doença raivosa. Desse modo, conscientemente, tento agir contra o mal que nos vem tirando a razão e fazendo com que nos matemos, enquanto os causadores de tamanha desgraça permanecem deitados em seus colchões macios, dormindo calmamente. Tomar a completa sanidade de volta é o necessário enquanto a maioria vem se matando sem ao menos saber o motivo.
Pensar e repensar nossos atos. Nos atentar!
Certa Solução - O Teatro Mágico
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Concrete Walls
Só
Por mais cheio
Vazio
Por mais sorridente
Triste
Por mais diferente
Igual
Por mais gente que exista no mundo,
quiçá no Universo,
apenas só.
Todos nós, sós
concrete walls - fever ray
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Ana Carolina e ET's. Tecnologia do Blogger.


