Sabe, amigo? Às vezes a vida faz isso mesmo. Fica pregando umas peças, te tapeando ao passar uma imagem de que agora vai! Tudo está aparentemente dando certo e vai continuar assim.
De repente parece que a gente finalmente soube escolher quem vale a pena colocar nas nossas vidas, ao invés de ir criando relações superestimadas que logo menos acabam nos deixando na mão. Do nada, nossos planos de carreira começam a finalmente fluir, seguir o caminho que sempre sonhamos e não mais que um ano e pouco já alcançaremos o patamar de sucesso desejado. E num toque de mágica, descobrimos que os problemas não são nada além de meros mal entendidos.
Mas todos esses sentimentos e essas ideias vão se desmanchando pouco a pouco, sozinhas, e não tem como arrumar a bagunça. Até mesmo porque é aí que se descobre que nem tudo depende de nós mesmos, ou de pensamentos positivos, ou quiçá de bondosos deuses.
A vida independe das nossas vontades, apenas do nosso respirar.
As escolhas, vontades e ações alheias independem dos nossos planejamentos mentais para acontecerem. Nem sempre essa é uma relação justa.
Na verdade, nem sempre é uma luta justa. E por mais que queiramos tonar tudo repleto de paz, amor e alegria, as guerras, o ódio e a tristeza vão chegar e bater em nossas portas. Se não abrirmos, vão entrar pela janela. Mais fortalecidos e prontos para destruir todo aquele sonho de areia que construímos à beira-mar.
Beira-mar
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On and On and On
Não sei, cara. Mas parece que andamos em círculos mesmo.
Esses círculos parecem não ser tão bons, porque os bons momentos não repetem tanto quanto os ruins ..
Os bons acontecem, obviamente. Sem depressão exagerada por enquanto .. mas os bons momentos parecem ser diferentes, nunca iguais aos antigos.
Agora os ruins! Não.
Vão e voltam. Vão e voltam. Exatamente iguais, ou ligeiramente piores.
Talvez não.
Quem sabe não seja só o momento propício para tal afirmação?
Na verdade minhas convicções sobre os assuntos subjetivos são sempre passageiras, ocorridas somente em tempos de sofrimento, raiva, tristeza e sei lá mais o que.
Porém, repare seriamente.
O que é bom acontece e nunca mais volta. Surgem boas novas, mas não as mesmas novas.
Quem sabe essa seja a graça da coisa toda?
Um leque de alegrias, enquanto a pequena palheta de tristezas tenha que se repetir constantemente.
Bláaaaahh
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Mais longe do Certo
Cara! CARA! C-A-R-A! CAAAAAAAAARAAAAA!
Acho que, diferentemente da maioria, eu me sinto absurdamente bem quando consigo me livrar de algumas muitas certezas que acabei criando ao longo do tempo.
Ok. Eu notei esse sentimento só agora, quando finalmente vi que todo o apego às nossas certezas é algo destrutivo, infeliz e zZzZzzzzz ..
Quando a minha vida se tornou especificamente universitária, um milhão de ideias foram jogadas no lixo e outras construídas e grudadas na minha cabeça com algum tipo de chiclete que tem um poder de cola muito forte. Uns idealismos estúpidos foram trocados por outros bem mais firmezas, na minha opinião, mas que como já disse, foram idealizados e isso é uma bosta. Sério! Se minha vida fosse um livro seria chamado "As verdades universais que a Ana incrivelmente achou todas e possui elas bem guardadinhas lá na caixolinha dela, enquanto outras 7 bilhões de pessoas nem pararam pra pensar.". Incrível. Né?
Continuo com a maioria das ideias que criei nesses últimos anos acadêmicos, mas sério, elas são uma merda. São chatas e podem ser uma grande balela também, então pra quê ficar cobrando as pessoas pra aderirem a algo totalmente mutável e questionável?
Tipo, eu curto. Tá daora. Tá beleza. Não tem motivo pra ficar querendo matar os outros por isso.
Do jeito que andam as coisas, logo menos eu não vou curtir também. Ou curtir de um modo bem diferente.
Então assim, fica uma dica: não seja chato igual eu era e ainda posso ser. Não fique fechadinho no seu mundo com as suas certezas, achando que os outros são uns merdas por discordarem. Isso deixa a gente exatamente no mesmo nível.
Ninguém tem a obrigação de ser igual a você. Nem ao menos seguir aquilo que você pensa e acha que é o certo. Achar que há só um lado certo já é uma dificuldade pra novas ideias surgirem constantemente. Afinal, não é porque mudou de ideia uma vez na vida que é um inovador do século, aberto à mil novas experiências, sendo que na realidade fez o mesmo que eu fiz (e se pá ainda faço) que é tirar uma ideia velha e colar uma nova. Tipo assim, colega! Pouca coisa vai mudar aí.
E você é tão cabecinha fechada quanto os que tanto critica.
Ou não, né.
Acho que daqui duas semanas vou ler isso, comprar uma arma e dar um tiro na minha cara tamanha a vergonha.
Olha só. A crise dos 20 chegando ..
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Seu sintoma é nos atentar!
A raiva está cada vez mais forte, e a sociedade não consegue contê-la. Muito pelo contrário! Ela se apoderou de todos nós e ir contra isso, atualmente, acaba sendo a mais árdua das ações opositoras.
Bombardeados pelo ódio e pela pseudo paz, nós, seres humanos, estamos nos destruindo a cada segundo e de maneira mais incisiva enquanto tais segundos correm.
Talvez a livre comunicação tenha se tornado uma arma nessa guerra de infelicidades revoltosas, e essa arma vem libertando os demônios interiores anteriormente sempre reprimidos, ou invisíveis aos olhos mundiais. E como a liberdade nos é estranha e muito mal compreendida, o controle inexiste, sendo a "liberdade" transformada em xingamentos, agressões e ódio generalizado.
Destruição.
Não serei hipócrita aqui, defendendo o amor exacerbado entre todos os seres, sorrisos e abraços eternos.
Jamais! Mas o que se vê é falta de consciência; razão. Vemos um retrocesso do ser humano, sempre vil, mas que no entanto possui um cérebro que o torna capaz de raciocinar devidamente, sem se nortear apenas pelos instintos animalescos.
Agora, a sobrevivência é o que importa, mesmo que o perigo de morte seja apenas fruto de imaginação criada por uma mente doente. Tal mente apenas acabou doente pelo mal que alguns poucos injetam nas veias da maioria diariamente através da exploração, da alienação e das diversas violências derivadas dos dois primeiros itens.
Mas enfim, de que importa toda essa reflexão acerca de assuntos amplos e quase nada palpáveis?
A importância para quem vos escreve surgiu por ver em pensamentos e atos individuais todos esses resquícios de uma sociedade constantemente estuprada e com tanto ódio por isso, que as mãos atacam o primeiro ser que ousa parar em sua frente.
Assim como todas e todos, acabei me tornando infértil de paciência, mas tomos temos, ou tivemos essa fertilidade algum dia, então quero retomá-la. Não amando qualquer pessoa, obviamente, mas tendo consciência da doença que nos tomou afim de saber o que não me é normal, mas sim sintoma de tal doença raivosa. Desse modo, conscientemente, tento agir contra o mal que nos vem tirando a razão e fazendo com que nos matemos, enquanto os causadores de tamanha desgraça permanecem deitados em seus colchões macios, dormindo calmamente. Tomar a completa sanidade de volta é o necessário enquanto a maioria vem se matando sem ao menos saber o motivo.
Pensar e repensar nossos atos. Nos atentar!
Certa Solução - O Teatro Mágico
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Concrete Walls
Só
Por mais cheio
Vazio
Por mais sorridente
Triste
Por mais diferente
Igual
Por mais gente que exista no mundo,
quiçá no Universo,
apenas só.
Todos nós, sós
concrete walls - fever ray
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O pensamento familiar banal
Família
O núcleo de pessoas
Pessoas [des]unidas
pelo sangue, afeto, necessidade
Sei lá o que!
O grupo de pessoas
Pessoas que não te aceitam
Nem pior do que elas
Nem sequer pior
O amontoado de pessoas
Pessoas que controlam
Seus relacionamentos,
sua fertilidade,
seu dinheiro,
e principalmente os papéis de gênero.
A mini sociedade
Aquela que reclama de você, mulher
que não lava a louça do marido
Que não limpa o chão
banheiro,
as roupas.
Que não tem filhos
Ou que não doa sua vida para os mesmos
Em suma, é um funcionário
Daqueles que controlam sua jornada de trabalho
A tripla jornada de trabalho
Em suma,
a sua vida.
O núcleo de pessoas
Pessoas [des]unidas
pelo sangue, afeto, necessidade
Sei lá o que!
O grupo de pessoas
Pessoas que não te aceitam
Nem pior do que elas
Nem sequer pior
O amontoado de pessoas
Pessoas que controlam
Seus relacionamentos,
sua fertilidade,
seu dinheiro,
e principalmente os papéis de gênero.
A mini sociedade
Aquela que reclama de você, mulher
que não lava a louça do marido
Que não limpa o chão
banheiro,
as roupas.
Que não tem filhos
Ou que não doa sua vida para os mesmos
Em suma, é um funcionário
Daqueles que controlam sua jornada de trabalho
A tripla jornada de trabalho
Em suma,
a sua vida.
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Dor
Escrito por Et's e/ou
ll
No meio de multidões o que vale se perde
O seu eu se perde para outros
que ganham e vão se perder para outros
Outros que não são e nunca serão você
Aquele que somente perde e não ganha
Nunca
Nem sentimentos (bons)
Talvez, amargura
Aparentemente infeliz, porém
menos dolorosa.
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Ana Carolina e ET's. Tecnologia do Blogger.


