Opinião


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- Não

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Azul

Um espaço fechado
Quatro paredes
Três cores
Uma escondida pelas outras
Para me esconder

Ao som
Ao pensamento
Em suma
Ao som do pensamento

Sem intelectualidade
Apenas adolescentualidade
Banal, emocional

Onde a música toca
e a menina dança

Onde a palavra surge


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A World Alone

De repente tudo muda
Bom, nada muda
Nada além dos seus sentimentos
E toda a magia se perde
Excesso de risos
Nada passa de vazio
Nem a vida
Esse fardo infeliz
e privado
A cruz em que fomos pregados
Sangrando
Desde o nascimento
Até o fim
O descanso final
Eterno e merecido
Solitário
Assim como a existência
Assim como os sentimentos
Pseudo compartilhados
Tão pesados quanto a vida
Presos em nós
e nós neles
O ato masoquista de viver

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Igreja

Todos certos
Todos convictos
Todos cegos
de que são melhores
Serão salvos e sorrirão
Assim como já fazem
quando te jogam no fogo
e te queimam
Vivo, ainda
Pecador, talvez
Baseados em vácuo
Vácuo não natural, mas
tratado como tal
O natural, antinatural
Anticristo
Anti família,
patriarcado,
heterossexualidade,
caucasiano e
Burguês
Enquanto a pedofilia ocorre
em portas fechadas
Suicídios em massa
explodem
Discriminação dos impuros
nas novelas, na TV
Guerras, apedrejamentos, perseguições
Dinheiro acumulado
Acumulando-se de salários mínimos
da sub sobrevivência
Do assassinato diário
Patrocinado pela fé
Cega, e que retrocede
E que toma o público
E que o torna privado
E que toma a nota
Toma a programação
Música, roupa, relacionamentos, casa
Família
e te expulsa de casa
A fé, que é tudo
Tudo para alguns que não têm nada
Tudo para alguns que têm tudo
extraído
daqueles que não têm nada
e tudo que têm é a fé
que lhes tirou tudo
e foi para os que não têm nada
Nada de bom
Nada de paz interior, amor ao próximo
O que hoje em dia chamam de
Ateu, quiçá erroneamente
Amém?


(A música acima está na trilha do doc, mas não tem muito a ver com o post. Eu sei. Só que a música tão boa e fazia um século que não ouvia ela, então escute ae. E dê uma dançadinha.)


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Primeiro encontro

O relógio marcando o horário
O rádio tocando a música
O ventilador ventilando
A casa devidamente limpa e organizada
Banho tomado
Cabelos penteados
batendo na nuca e permitindo maior alegria com a tal ventilação
Blusa, saia e sapatos
À espera, sentada no sofá
...
Campainha tocada
"Cheguei! Alguém em casa?"
Abri a porta, ainda com receio
Primeiras visitas, primeiros encontros
Entrou, sentou e falou
Ofereci uma xícara de cores
Aceitou e falou mais
Muito mais
Chorei
...
Silêncio
...
Nos abraçamos
As lágrimas secaram
Levantei e o puxei comigo
Aumentei o volume do rádio
o qual tocava Shakin' All Over
"Cale a boca, ano novo chato!
E vem dançar!"


1 Comment

De 2013 e suas peripécias

De relações I

De início, nada bom
Sofrimentos anteriores rodeavam
Repetição
"Maldita repetição assombrosa!"
Pessoas que embora iam, iam
Pessoas que chegavam
Pessoas que voltavam
Sentimentos iguais aos seres
Ano que passa e nada se diferencia
Regressão à recessão

De família

Afeto, desafetos
Afeto, reitero
Noção dos que estão ao lado
Apesar!
Olhar mais apaixonadamente
Apesar!
Entregar-se após quase décadas
E receber carinhosamente
toda nova existência
Parceria, mesmo incompleta

De anseios

Extremismos de ideias e vontades
Ideias, certezas levadas
Tais que ainda se desgastam
e perdem o valor
Cansaço
Não para experiências
Ou sim, para ideológicas
Não para sorrisos
Não para momentos sensacionalistas
À la Datena
(Conservadorismo incluso?)

De ações importantes

Reprovou, chorou
Refez, conseguiu
Deu um basta
Escreveu, leu, escreveu, escreveu, entregou
Deu um basta
Caçou, achou
Desgostou, conseguiu
Deu um basta
Parou e viajou
Conheceu, desconheceu
Voltou e parece parada

De amigos

Acréscimo
Novo e retorno
Apesar das perdas
Talvez pelas perdas
Mais e mais
Valor
Cuidar
Doar o bem e o riso
Fáceis
de Amar

De relações II

E desaprendeu.
Anteriormente havia o controle
Portas fechadas para o sofrimento
Ocorreu a perda
Viu árvores que já havia visto
E se desesperou
Depreciou, idealizou, insonia
Da dor ao amor por si
Respirou
Encontrou-se
"Toda existência, para ser plural, tem de ser singular."
É isso!
Viver isso
E por viver isso, encontrou, talvez.

De mim

Novamente, cá!
Independente da graça escolhida e dita
Cá!
Na procura da melhora
Com a melhora
Ainda há o que se conquistar
Cá! Se há
Respirar somente não satisfaz
Mesmo que seja a conquista
Diária, necessária
No fim, apenas os sorrisos
O dinheiro, os padrões, instituições
Não!
No fim, meio e começo
Apenas os sorrisos eu quero
Sinceros e bons
Puros, assim como parte do ano
Puro!
Purifiquei-me.



4 Comentários

I think we ..

Diante de toda a racionalidade e seriedade, apenas o sorriso sereno e incontrolável que acaba deixando todas as penalidades do mundo para depois, talvez.
Talvez ..
Fosse melhor se os julgamentos e o peso disso tudo não existissem. Fosse constante.
Em meio ao mundo real, sem ilusões, há quem necessite de perspectivas mais amplas, independentemente de como ocorra tal conquista. E quando ocorre, quando uma parte de tal pseudo alegria é encontrada, difícil é voltar a mente para os tempos do desconhecimento.
A maioria julga negativamente, não compreende. Talvez nem tenha o dever de compreender.
Talvez porque seja ruim. Talvez porque seja bom em demasia.
Talvez ..
Fosse melhor tratar como idealmente conquistável o que eles expõem assim. Fosse fácil.
Em meio ao mundo dos ajustados, há quem não seja assim. Há quem precise de algo a mais.
Constantemente?
Oras! Se a realidade é constantemente difícil, aquilo que facilita é constantemente necessário.
Talvez ..
Fosse reduzido todo o sofrimento ao fim da chama.
E ainda resta a dúvida de qual vida é mais medíocre. Ou alegre.


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